segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

O DIÁRIO DE STEVE ROGERS - Parte 2

- Captain America Comics 1 (Março de 1941)

Histórias:

"Case n° 2" - Escrita por Joe Simon, desenhada por Jack Kirby

> Publicada no Brasil em Capitão América - As Primeiras Histórias, pela editora Abril em Julho de 1992 (com o título "Sando e Omar")


Que ligação havia entre a onda de sabotagem contra as indústrias de defesa americanas e o estranho homenzinho que conseguia prever o futuro? Só o Capitão América poderia resolver o enigma!

O nome da dupla que apresentava esse espetáculo era Sando e Omar. Cabia ao segundo realizar o que parecia ser impossível: predizer o futuro! Os olhos de Sando encontram-se com o do anão Omar, que parece vibrar sob o terrível esforço. Omar diz vislumbrar um acidente horrível no Forte Bix. Naquele mesmo instante, durante manobras de guerra, o Forte Bix é sacudido por uma terrível explosão. A platéia fica fascinada pela estranha apresentação.

Tempos depois, o recruta Rogers e Bucky leem sobre o feito nos jornais. Porém, ao invés de surpresos, os heróis acreditam que tudo não passa de um golpe de vigaristas. Para comprovar, combinam de ir assistir o show.

Na noite de espetáculo seguinte, Steve Rogers e Bucky esperam o show começar no meio da platéia. Bucky ainda mantém a opinião de se tratar de vigaristas. A estranha performance é repetida quando olhos brilhantes se encontram... e a mente de Omar tenta prever o futuro... Ele diz ver... uma ponte... a ponte Hillton! Ela está cheia de carros... e vai desabar! Enquanto toda a atenção é atraída para o palco, Steve e Bucky se esgueiram até um canto e vestem seus uniformes. Apesar da pressa em chegar até a ponte Hillton, ouve-se uma explosão vinda de fora. Já é tarde demais para evitar o desastre!

O Capitão América e Bucky voltam para encontrar Sando e Omar. O teatro está mergulhado no caos! A dupla salta até o palco, com o intento de interrogar Omar. Irritado, o herói agarra Sando pelo colarinho e pergunta como os dois sabiam, de fato, que a ponte iria cair. Subitamente, Omar tenta escapar pela porta, sendo perseguido por Bucky.

Um grito de mulher faz o Capitão América se voltar para o camarim de Sando. Ao chegar à porta, estranha o fato de o local estar tão silencioso. Quando o Capitão América entra no quarto escuro, as luzes se acendem. Bandidos armados estavam a sua espera. Em outro canto da sala, Bucky e uma linda e familiar garota são seguros por dois brutamontes nazistas. O nome da garota é Betty Ross e parece que ela tem interesse no mesmo caso. Bucky não deixa de notar a beleza da moça.

Súbito, a porta se abre novamente e Sando entra... apalpando seu queixo dolorido após levar um soco do Capitão. O vilão promete que o herói irá pagar por isso... com lenta tortura. Seu sotaque alemão agora está mais acentuado. O herói reconhece que Sando é um dos garotos do fueher. De fato, seu nome verdadeiro é Von Krantz e ele planeja uma onda de desastres que destruirá o moral dos Estados Unidos. Betty esteve investigando este grupo para o governo. Descobriu que o pobre Omar é só uma ferramenta de Von Krantz. A Gestapo planeja as explosões e Omar as "prevê". Era tudo que o Capitão queria saber enquanto fingia ser capturado. Demonstrando sua verdadeira força, consegue se libertar de seus captores. Bucky também consegue se livrar do seu. A dupla ataca com ferocidade de dois tornados.

De repente, Von Krantz se levanta do chão e arma uma bomba em uma ação suicida para matar a todos na sala. Bucky salta sobre ele, retira a bomba de suas mãos e a atira pela janela, que explode logo em seguida. Isso acaba com Von Krantz e sua gangue. O Capitão pede que Betty vigie o vilão até que o FBI chegue. Ela faz menção em agradecê-lo, mas a dupla sai rapidamente pela janela. Talvez em outra ocasião, o Capitão saiba do que se trata a forma de agradecimento. Os dois desaparecem na noite... deixando para trás um grupo de espiões desfeito e uma garota intrigada.

A+:
* Era, de fato, uma época mais ingênua no sentido fantasioso, mas nem tanto assim no sentido da violência gráfica. Isso levando em conta que os quadrinhos daquela época eram, em teoria, mais voltados para as crianças (em relação aos dias de hoje). Prova disso são as vítimas fatais dos ataques terroristas não impedidos pelo herói. Não há uma cena gore detalhadíssima, no entanto. Mas, no caso da ponte, por exemplo, é visível alguns "palitinhos" (pessoas) desabando com a explosão e juntamente com os carros que, obviamente, estavam ocupados. Apesar de discreta e ao longe, é de chocar quem julgava serem tempos mais "bobinhos". Tempos, porém, onde o mundo se esfacelava em uma grande Guerra Mundial... ainda que o barulho estivesse do outro lado e os americanos sequer tinham tomado partido.
* Primeira aparição do contraponto feminino coadjuvante: Betty Ross. Não confundir com o interesse amoroso de Bruce Banner / Hulk; esta personagem seria conhecida, posteriormente, como Betsy Ross. Ainda assim, a Marvel aproveitaria a "coincidência", décadas depois, e explicaria que se tratava da tia do General Thunderbolt Ross, inimigo confesso do Hulk e pai da Betty Ross que ficaria mais popular nas histórias do gigante esmeralda.

* Notável também que o Capitão América usava o capuz original, que cobria bem menos do rosto do que as futuras versões.

* O pobre do Omar é mais vítima do que vilão (papel este que está com o manipulador Sando). Ele, na verdade, faz o papel de integrante de freak show, sendo um anão de forma um tanto estranha e, justamente por essa aparência, servir para distrair a platéia quanto ao verdadeiro terrorista.

* A história não tem um título, mas é indexada como Caso n° 2, por ser a segunda aventura do personagem.


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