sábado, 15 de dezembro de 2018

O DIÁRIO DE STEVE ROGERS - Parte 4

- Captain America Comics 1 (Março de 1941)

Histórias:

"The Chess Board of Death" - Ilustrada por Jack Kirby e Joe Simon

No Brasil, foi publicada na edição Capitão América - As Primeiras Histórias, pela Editora Abril, em Julho de 1992, sob o título de "O Tabuleiro de Xadrez"


Hora da palestra... e figuras militares se reúnem para a sessão. Bucky está incomodado. Ele nunca gostou dessas reuniões. Preferia mesmo era sair e caçar bandidos. Steve, no entanto, o incentiva. Nota que um dos palestrantes, almirante Perkins, é um dos maiores líderes do exército americano e que aprenderão muito com ele. Porém, quando as cortinas se abrem, o almirante parece esquisito. Algo terrível aconteceu. No palco, de fato, está o almirante... morto! Em poucos momentos, o auditório é tomado por um caos de homens furiosos, sedentos para colocarem as mãos no assassino.

Disparando em meio à multidão, Steve e Bucky saem do local, pois o criminoso não iria esperar por lá. De fato, avistam um homem pulando o alto muro como se em fuga. Com uma troca relâmpago, o recruta Rogers torna-se o terror dos espiões e bandidos... o Capitão América! Jocosamente, o Capitão questiona a Bucky se ele pode dar conta do recado, ao que seu parceiro lhe recorda... de que ele não é um bebê!

A dupla começa a perseguição. Enquanto o Capitão América segue pelos telhados, Bucky faz o reconhecimento por vielas. Mas o Capitão volta rapidamente ao solo quando seu parceiro é ameaçado pelo assassino, que o observava. O herói dá uma surra no criminoso e tenta fazer com que ele dê detalhes sobre seus planos e mandantes, mas o vilão parece fiel a sua macabra causa. Quando o Capitão aperta o pescoço do assassino, no entanto, este parece repentinamente propenso a falar. Mas o rugido de uma pistola corta o ar silencioso da noite e o agente nazista cai morto, enquanto o Capitão América repele outras balas com seu escudo. A dupla de heróis até tenta alcançar o autor dos disparos, mas este sai em um automóvel e não é possível alcança-lo a pé. Resta ao Capitão América e Bucky retornarem ao campo.

Como de costume, o superior do recruta Rogers, Sargento Duffy, pega no seu pé e ordena que ele monte guarda na tenda do general Ellsworth. Steve estranha o fato de que apenas por Ellsworth aparecer ocasionalmente para inspeção do campo colocam uma sentinela na entrada de sua tenda. Bucky acha que o general deva ser sonâmbulo.

Ao chegarem na tenda, a silhueta do general caído sobre a mesa dá a impressão de que ele tenha adormecido após um dia duro. Mas os dois amigos ficam paralisados ante a visão que os espera. O corpo do general espelha sua última agonia nos olhos. Ele está morto! No dia seguinte, os jornais anunciam outro assassinato brutal nas fileiras do comando militar da nação.

Na noite seguinte, quando o recruta Rogers volta à sua tenda, encontra um bilhete de Bucky que diz "Desculpe roubar sua diversão, amigo... mas estou indo à casa deserta da rua Peek buscar um assassino". O local é um típico esconderijo de assassinos. Urgentemente, Steve veste seu uniforme de Capitão América.

Mais tarde, o Capitão chega à Rua Peek, esconderijo perfeito para agentes estrangeiros. Assim que adentra o local, é atacado por um gigantesco homem. Mas os reflexos do Capitão o permitem reagir e atacar o furioso vilão, colocando-o a nocaute. No entanto, é surpreendido por outro homem, ainda que menor e apoiado em uma bengala, mas armado. Seu captor o leva até uma sala onde se pode ver a suástica na parede e uma cadeira em um dos cantos, onde Bucky está amarrado e indefeso. O criminoso convida o Capitão a assistir uma partida de xadrez, seu passatempo preferido. O macabro tabuleiro traz peças que são miniaturas do Capitão e Bucky. A ideia do vilão é livrar-se de todas as peças (pessoas), conforme o jogo avança, e tirar todos que possam impedir que ele faça a maior blitzkrieg que o mundo já viu. Como já encurralou a dupla de heróis, chegou a hora de eliminá-los.

Porém, rápido como um raio, o pé do Capitão América se levanta e derruba o tabuleiro. Com um único soco, o herói consegue desacordar o vilão. Bucky sabe que outros podem estar vindo pois há um microfone no candelabro por onde toda a gangue recebe as ordens. De fato, o Capitão América encontra o transmissor. Os capangas avançam contra os heróis. O Capitão América arranca o candelabro e o usa como arma contra os criminosos. Bucky, apesar de resistir, acaba cercado e precisa de ajuda. O Capitão atravessa a sala cheia de criminosos e chega até seu parceiro, fazendo com que um deles largue a faca. E com um soco final, desacorda os restantes.

O jogador de xadrez acorda e foge da sala, mas o Capitão dispara em seu encalço. Mas o vilão pega uma cadeira e golpeia o herói com ela. Ainda assim, não é suficiente para derrubar o Capitão, que reage com um novo soco, desacordando-o novamente.

Bucky encontra planos de ataque dos criminosos, com localizações dos centros industriais e militares das Américas do Norte e do Sul. O nome do líder, o jogador de xadrez, é Rathcone. Antes de saírem, informam a localização do covil ao FBI e dizem que todos estão... dormindo. Com o dever cumprido, os heróis desaparecem na escuridão.

No dia seguinte, os jornais noticiam sobre os sabotadores presos pelo misterioso Capitão América e seu companheiro adolescente. No quartel general, o major Fields está satisfeito com as notícias, apesar de querer saber mais sobre o Capitão América. Ainda assim é o suficiente para inspirá-lo. Por isso, para o terror de Bucky, Steve diz para ele vestir seu uniforme de gala... pois o major quer que vejam sua palestra.

A+:

* O vilão Rathcone se mantinha separado dos demais capangas, em sua sala de xadrez, sendo um mistério para seus próprios comparsas. Sua estatura atarracada provavelmente não impunha tanta temeridade quanto apenas sua voz em um alto falante, narrando suas partidas de xadrez que eram interpretadas como ordens para eliminar vítimas.


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sábado, 8 de dezembro de 2018

O DIÁRIO DE STEVE ROGERS - Parte 3


- Captain America Comics 1 (Março de 1941)

Histórias:

"Soldier's Soup" - Ilustrada por Jack Kirby e Joe Simon

Os frios e cintilantes raios de uma lua outonal brilhavam sob uma vasta cidade de barracas. Os rapazes que serviam ao Tio Sam estavam dormindo. Sombras profundas e penetrantes caiam por todo lugar. Um silêncio irreal e assustador cobria a colina nevada como um medonho presságio das terríveis coisas por vir.

O recruta Rogers se remexia desconfortavelmente em sua cama. A mão dele mecanicamente deslizou para a cama ao seu lado, para reassegurá-lo que seu jovem admirador, Bucky, estava ali, em seu sono profundo. O soldado virou-se silenciosamente em seu leito, sorrindo ao lembrar que Bucky estava ali porque um bondoso coronel de um governo indulgente não poderia deixar uma lealdade como a de Bucky sem recompensa.

Com um sobressalto, Rogers sentou-se como um relâmpago. Ele sabia agora porque havia despertado: sentira falta dos passos firmes da sentinela. Ele ouviu - com todos os seus nervos tensos como a rede de uma raquete de tênis. Nenhum som veio a ele, somente a respiração estável de seu jovem parceiro. Convencido de que havia algum golpe em ação, ele pulou da sua cama.

Atrás de um grupo de arbustos, quase completamente oculto pelas sombras profundas, os afiados olhos de águia de Rogers caíram em cima do corpo tombado do sentinela - morto. Ele se ergueu sob seus 1,83 metros, com uma chama desafiante em seus olhos azuis, que juravam vingança implacável pelo assassinato de seu camarada caído. Ele então desapareceu para dentro da sua tenda. Num piscar de olhos, outra figura emergiu - era o mítico CAPITÃO AMÉRICA. Aquele cujos feitos eram saudados pelo exército, do escritório do ministério da defesa até o posto militar mais remoto nas fumegantes florestas das Filipinas. Ele permaneceu por um momento emoldurado contra o branco da tenda, uma resplandecente figura no seu colante uniforme de antigas glórias, os nervos ondulando por seus tremendamente poderosos músculos claramente visíveis sobre sua cobertura vermelha, azul e branca.

Duas sombrias figuras espreitavam pela grande área da cozinha, entre as enormes panelas que pareciam tambores monstruosos à primeira vista.

"Você bateu forte demais no vigia", sussurrou Furtivo, estreitando seu único olho afiadamente no seu parceiro. "Você não deveria tê-lo mat..."

"Pare de tagarelar", interromper nervosamente O Esmagador. "Se eu o matei, e daí”?”Quando nós temperarmos a sopa deles haverá um bocado de caras que irão se juntar a ele”. Ele gargarejou com uma meia risada e continuou: "É pra isso que servem os soldados, para morrerem - e eles morrerão!"

"É esse aqui!", anunciou Esmagador, quando ele puxou a enorme tampa de uma das panelas gigantes, e apontou sua lanterna para o amarronzado e grosso líquido em seu interior.

"Vai ser sopa" riu o vilão "e sopa será". Ele desparafusou a tampa de uma pequena garrafa, segurou sobre a panela, mas hesitou. Como se pronunciasse uma oração, ele zombou: "Como diz o executor para o cara na cadeira elétrica, antes de puxar a alavanca, 'desculpe, mas não é nada pessoal'".

Como um meteoro horizontal, o Capitão América pulou em cima dele. A garrafa com sua porção de conteúdo mortal resvalou inofensivamente para bem longe da grande panela. Com uma horrível e gutural imprecação, o Esmagador se recuperou da surpresa, e furtivamente rodeou o Capitão. Sua baixa, mas imensamente larga e grossa constituição não negaram seu apelido. Ele fez um rápido avanço em cima do soldado, mas seus poderosos braços apenas envolveram o ar vazio. O flexível e ágil homem facilmente se esquivou do desajeitado agarrão. Ao invés disso, o Capitão pôs-se nas costas do bandido que o teria esmagado como um touro. Porém, o Esmagador só ficou ali parado, balançando sua cabeça, e remexendo seus longos braços que pareciam mangueiras, como se fosse um grande urso cinzento.

Um berro estridente de Bucky, que deve ter seguido seu parceiro, foi o que avisou o Capitão América a tempo sobre o outro comparsa. Ele girou, esquivando-se, enquanto um punhal de aparência maligna passou assobiando por ele, seu movimento no ar claramente sendo audível aos seus supersensíveis ouvidos. Esta fração de segundos de guarda baixa era exatamente o que o gorila estivera esperando.

O Capitão América se sentiu como se fosse imprensado num tornilho. O Esmagador o entortou para trás e para frente, diabolicamente rindo diante de sua face assolada pela dor. A respiração do soldado estava interrompida - seus pulmões estavam inchados como se prestes a explodir - e o sangue pulsando nas suas orelhas como se ouvissem tiros de pistolas. O abraço do Esmagador se tornava cada vez mais apertado. Em desespero, o Capitão reuniu todo seu último fôlego num impulso, e cuspiu forte nos olhos do bandido. Irritado enquanto praguejava pela surpresa, o Esmagador afrouxou seus músculos por um momento. Coletando toda sua força num último esforço, o Capitão dobrou seu joelho direito contra o oponente, e rompeu o abraço mortal. Depois disso, as coisas aconteceram rapidamente.

Furtivo estava prestes a acertar a cabeça do Capitão novamente com o punhal, quando Bucky pulou de uma mesa direto pra cima do patife. Ambos se engolfaram num emaranhado de socos e pontapés, sonorizados por algumas imprecações vindas do Furtivo. O Capitão América deu dois fortes socos na mandíbula do Esmagador, e um terceiro, direto no nariz, enviou aquele dileto representante do submundo para a terra dos sonhos. Realmente lutando com um louco agora, o Capitão acertou Furtivo no seu único e lacrimejante olho bom, o nocauteando.

Os soldados entraram com algazarra na cozinha. Um deles achou ter visto a mítica indumentária do Capitão América desaparecer pela janela, mas seus camaradas o aconselharam a mudar de opinião.

Na manhã seguinte, os jornais carregavam uma manchete: "Sabotadores tentam envenenar um pelotão do exército inteiro".

O pelotão inteiro foi posto de prontidão. O coronel contara que o crime fora denunciado na noite anterior pelo sentinela que não tinha morrido como pensavam, mas apenas  ficara desacordado. Uma confissão foi arrancada de um dos dois assassinos, e a quadrilha inteira fora pega encarcerada. "E pensar", o coronel concluía suas palavras, "que é devido a inigualável bravura do Capitão América que todos nós devemos nossas vidas. E quem será esse herói desconhecido? Quem sabe ele talvez esteja bem aqui entre nós".

O coronel olhou afiadamente para o recruta Rogers. Ele podia jurar que havia visto o soldado dar uma piscadela para o pequeno Bucky. 

A+:

* Não se trata exatamente de uma história em quadrinhos, mas de um texto ilustrado. Quadrinhos, principalmente os que traziam aventuras "séries" em seu gênero, têm muito de suas origens na literatura pulp. Apesar de essa literatura ter um público mais amplo no que se refere a faixa etária, não é de se surpreender que o público dos quadrinhos (teoricamente crianças) também estivessem acostumados com essa forma de publicação. Portanto, aventuras em textos ilustrados não eram algo totalmente fora do contexto dentro de uma revista em quadrinhos.

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segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

O DIÁRIO DE STEVE ROGERS - Parte 2

- Captain America Comics 1 (Março de 1941)

Histórias:

"Case n° 2" - Escrita por Joe Simon, desenhada por Jack Kirby

> Publicada no Brasil em Capitão América - As Primeiras Histórias, pela editora Abril em Julho de 1992 (com o título "Sando e Omar")


Que ligação havia entre a onda de sabotagem contra as indústrias de defesa americanas e o estranho homenzinho que conseguia prever o futuro? Só o Capitão América poderia resolver o enigma!

O nome da dupla que apresentava esse espetáculo era Sando e Omar. Cabia ao segundo realizar o que parecia ser impossível: predizer o futuro! Os olhos de Sando encontram-se com o do anão Omar, que parece vibrar sob o terrível esforço. Omar diz vislumbrar um acidente horrível no Forte Bix. Naquele mesmo instante, durante manobras de guerra, o Forte Bix é sacudido por uma terrível explosão. A platéia fica fascinada pela estranha apresentação.

Tempos depois, o recruta Rogers e Bucky leem sobre o feito nos jornais. Porém, ao invés de surpresos, os heróis acreditam que tudo não passa de um golpe de vigaristas. Para comprovar, combinam de ir assistir o show.

Na noite de espetáculo seguinte, Steve Rogers e Bucky esperam o show começar no meio da platéia. Bucky ainda mantém a opinião de se tratar de vigaristas. A estranha performance é repetida quando olhos brilhantes se encontram... e a mente de Omar tenta prever o futuro... Ele diz ver... uma ponte... a ponte Hillton! Ela está cheia de carros... e vai desabar! Enquanto toda a atenção é atraída para o palco, Steve e Bucky se esgueiram até um canto e vestem seus uniformes. Apesar da pressa em chegar até a ponte Hillton, ouve-se uma explosão vinda de fora. Já é tarde demais para evitar o desastre!

O Capitão América e Bucky voltam para encontrar Sando e Omar. O teatro está mergulhado no caos! A dupla salta até o palco, com o intento de interrogar Omar. Irritado, o herói agarra Sando pelo colarinho e pergunta como os dois sabiam, de fato, que a ponte iria cair. Subitamente, Omar tenta escapar pela porta, sendo perseguido por Bucky.

Um grito de mulher faz o Capitão América se voltar para o camarim de Sando. Ao chegar à porta, estranha o fato de o local estar tão silencioso. Quando o Capitão América entra no quarto escuro, as luzes se acendem. Bandidos armados estavam a sua espera. Em outro canto da sala, Bucky e uma linda e familiar garota são seguros por dois brutamontes nazistas. O nome da garota é Betty Ross e parece que ela tem interesse no mesmo caso. Bucky não deixa de notar a beleza da moça.

Súbito, a porta se abre novamente e Sando entra... apalpando seu queixo dolorido após levar um soco do Capitão. O vilão promete que o herói irá pagar por isso... com lenta tortura. Seu sotaque alemão agora está mais acentuado. O herói reconhece que Sando é um dos garotos do fueher. De fato, seu nome verdadeiro é Von Krantz e ele planeja uma onda de desastres que destruirá o moral dos Estados Unidos. Betty esteve investigando este grupo para o governo. Descobriu que o pobre Omar é só uma ferramenta de Von Krantz. A Gestapo planeja as explosões e Omar as "prevê". Era tudo que o Capitão queria saber enquanto fingia ser capturado. Demonstrando sua verdadeira força, consegue se libertar de seus captores. Bucky também consegue se livrar do seu. A dupla ataca com ferocidade de dois tornados.

De repente, Von Krantz se levanta do chão e arma uma bomba em uma ação suicida para matar a todos na sala. Bucky salta sobre ele, retira a bomba de suas mãos e a atira pela janela, que explode logo em seguida. Isso acaba com Von Krantz e sua gangue. O Capitão pede que Betty vigie o vilão até que o FBI chegue. Ela faz menção em agradecê-lo, mas a dupla sai rapidamente pela janela. Talvez em outra ocasião, o Capitão saiba do que se trata a forma de agradecimento. Os dois desaparecem na noite... deixando para trás um grupo de espiões desfeito e uma garota intrigada.

A+:
* Era, de fato, uma época mais ingênua no sentido fantasioso, mas nem tanto assim no sentido da violência gráfica. Isso levando em conta que os quadrinhos daquela época eram, em teoria, mais voltados para as crianças (em relação aos dias de hoje). Prova disso são as vítimas fatais dos ataques terroristas não impedidos pelo herói. Não há uma cena gore detalhadíssima, no entanto. Mas, no caso da ponte, por exemplo, é visível alguns "palitinhos" (pessoas) desabando com a explosão e juntamente com os carros que, obviamente, estavam ocupados. Apesar de discreta e ao longe, é de chocar quem julgava serem tempos mais "bobinhos". Tempos, porém, onde o mundo se esfacelava em uma grande Guerra Mundial... ainda que o barulho estivesse do outro lado e os americanos sequer tinham tomado partido.
* Primeira aparição do contraponto feminino coadjuvante: Betty Ross. Não confundir com o interesse amoroso de Bruce Banner / Hulk; esta personagem seria conhecida, posteriormente, como Betsy Ross. Ainda assim, a Marvel aproveitaria a "coincidência", décadas depois, e explicaria que se tratava da tia do General Thunderbolt Ross, inimigo confesso do Hulk e pai da Betty Ross que ficaria mais popular nas histórias do gigante esmeralda.

* Notável também que o Capitão América usava o capuz original, que cobria bem menos do rosto do que as futuras versões.

* O pobre do Omar é mais vítima do que vilão (papel este que está com o manipulador Sando). Ele, na verdade, faz o papel de integrante de freak show, sendo um anão de forma um tanto estranha e, justamente por essa aparência, servir para distrair a platéia quanto ao verdadeiro terrorista.

* A história não tem um título, mas é indexada como Caso n° 2, por ser a segunda aventura do personagem.


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