sexta-feira, 17 de agosto de 2018

GIBITECA ÂMAGO Parte 02: MORE FUN COMICS 21 A 24 ( Junho a Outubro de 1937 )

A empreitada do Major Malcolm em publicar material original (como vimos no capítulo anterior) começou mesmo com a revista New Fun: The New Comics Magazine, que seria mais conhecida, futuramente, como More Fun Comics. Era um apanhado de várias histórias curtas (dificilmente ultrapassavam meia dúzia de páginas por história), muitas delas serializadas e algumas eram, sim, republicações de tiras... apesar do intento do material original. Além disso, pode ser considerada a primeira revistas do que viria a se tornar a DC Comics.

A revista era uma espécie de almanacão de luxo (para a época) que tinha um conteúdo bem variado no que se refere a estilo de quadrinhos. Trazia tanto histórias infantis, quanto de ficção, passando por charges, faroeste, policial, terror e até mesmo material de conteúdo mais dramático e contemporâneo. O material original, na verdade, era inserido como "complemento" da edição, feito meio que de forma experimental, apesar das intenções de seu editor.

A verdade é que o Major Malcolm Wheeler-Nicholson meio que "herdou" a revista, que antes era editada por Lloyd Jacquet, que fundaria a Funnies, Inc. que já direcionava, também, o esquema de republicar tiras nas novas revistas, mas que também forneceria material original (algo que foi acontecendo aos poucos). Curiosamente, do material que Lloyd Jacquet seria responsável por distribuir, posteriormente, boa parte iria parar para outro título, a Marvel Comics, que, sim, se tornaria a famosa concorrente da DC (não que naquela época isso fosse tão evidente). Em suma, por mero acaso administrativo, Marvel e DC quase surgiram de um mesmo "embrião" editorial em sua gênese.

Uma das curiosas séries publicadas na More Fun Comics foi Johnnie Law, mostrando um policial que é promovido para ser investigador na vizinhança que já policiava. O interessante diferencial aqui é que essa vizinhança mostrava o lado mais pobre de Manhattan, com seus cortiços e destacando sua decadência social mais profunda (uma vez que a crise se abatia pelos Estados Unidos naquela época até mesmo em vizinhanças mais abastadas). Sua primeira aventura (dividida em 4 partes de 4 páginas cada) mostra o recém promovido investigador as voltas com a ameaça de um incendiário doentio que vem botando fogo nos velhos prédios da vizinhança. Detalhes como a dificuldade dos bombeiros em utilizar os hidrantes do local, já que os mesmos eram alvo de vandalismo, e o drama de moradores de rua que eram salvos dos prédios, uma vez que era ali que encontravam abrigo, são recorrentes na série. Inclusive, Johnnie se mostra um personagem que estava longe daquele cenário de pobreza até então. Fica estarrecido com a história de um garoto, salvo por ele de um dos incêndios, só pelo fato de que ele estava dormindo no saguão do prédio incendiado. Para o garoto, isso era uma rotina comum. Vivia de catar papelão e dormia onde dava pra se acomodar. Mas para Johnnie, alguém não ter uma casa para chamar de lar era algo estarrecedor, mesmo sabendo que muitos podiam se encontrar naquela situação. Um contraste interessante e até sensível para uma revista em quadrinhos.

As histórias de Johnnie Law eram escritas por Bill Ely, que também assinava como Will Ely e, na primeira parte, chegou a assinar como Will Georgi (seu verdadeiro nome era William John Ely).

A aventura que mostra Johnnie Law investigando a onde de incêndios, desvendando o mistério de quem é o incendiário, foi publicada no Brasil em Setembro de 1939, na revista Mirim n° 227, do Grande Consórcio Suplementos Nacionais. Edição essa que traria, entre outras, uma história do personagem francês Fantomas.
A versatilidade de Bill Ely ainda iria abrilhantar muitas histórias, passando por vários gêneros, se destacando os de suspense e ficção. Na década de 60, foi responsável por uma série de histórias com o personagem Rip Hunter. Um de seus trabalhos com um clima pulp e de suspense pode ser visto na edição 16 da revista da Legião dos Super-Heróis, da Ebal, onde é mostrado o pesadelo de um homem que deseja que sua monótona vida mude completamente... mas ele descobre que seus desejos atendidos podem ser um tanto quanto aterrorizantes. Essa edição da revista da Legião, você encontra na Sala de Perigo: https://saladeperigo.loja2.com.br/8551499-565001-Legiao-dos-Super-Herois-16

Também estamos em nosso espaço no Mercado Livre: https://produto.mercadolivre.com.br/MLB-1086058273-legio-dos-super-herois-16-dc-comics-superboy-_JM
 
 










LEGIÃO DOS SUPER-HERÓIS 16
Publicada pela Ebal
Fevereiro de 1970


* "Feitiço por um dia"
ROTEIRO e ARTE: Bill Ely
EDITOR ORIGINAL: Whitney Ellsworth

E ainda com histórias de:
* LEGIÃO DOS SUPER-HERÓIS (escrita por Jim Shooter, desenhada por Jim Shooter e Pete Constanza)

APRESENTAÇÃO DA EDIÇÃO: 36 páginas, sendo as internas em preto e branco, lombada canoa, formato 17 x 26cm

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