quinta-feira, 18 de setembro de 2014

O DIÁRIO DE STEVE ROGERS - Parte 760

Arte de capa por John Romita Jr.

Arte de capa alternativa por Jerome Opeña

Arte de capa alternativa por Paola Rivera

Arte de capa alternativa por Ryan Meinerding

Arte de capa alternativa por Charles Paul Wilson III

Arte de capa alternativa por Joe Quesada

Arte de capa alternativa por Scottie Young
 - Captain America n° 1 (Janeiro de 2013)

* "Castaway In Dimension Z", história escrita por Rick Remender, desenhada por John Romita Jr., artefinalizada por Klaus Janson, colorizada por Dean V. White, editada originalmente por Tom Brevoort

Publicada no Brasil, pela Editora Panini, na revista Capitão América & Gavião Arqueiro n° 1 ("Náufrago na Dimensão Z"), letreirizada por Gisele Tavares, traduzida por Fernando Lopes e Jotapê Martins e editado por Paulo França

Manhattan, 1926.

Sarah Rogers está preocupada. Sua família está prestes a ser despejada pelo senhorio. Seu marido, Joseph, ainda não encontrou um emprego. Ele diz que tem tentado todos os dias... sem nenhum resultado. Nem mesmo no novo prédio sendo construído em Jefferson ele encontrou algo. Segundo ele, o mestre de obras do local odeia irlandeses. É estranho como o mundo parece sempre estar contra as chances de Joseph. Para Sarah, ele está se tornando alguém como o pai. A comparação desagrada Joseph... que esbofeteia Sarah. Ele não quer que seu filho, Steve, pense que ele é um vagabundo. 

Assustado e embaixo de uma mesa, Steve vê o rosto de sua mãe sangrar. O pouco que ela ganha na fábrica de roupas não tem ajudado muito. Ela lembra Joseph que o mestre de obras poderia muito bem lhe dar um emprego... se ele chegasse sóbrio de manhã. Sarah leva outro violento tapa e seu rosto, já ferido, deforma-se com o inchaço. Ainda assim, ela o enfrenta e diz que seria melhor aparecer sóbrio de manhã. Ele cerra o punho para agredi-la novamente... mas prefere pegar seu casaco e sair. Assim que Joseph sai, Sarah chama pelo assustado Steve. O garoto não entende porque sua mãe não ficou quieta. Compartilhando de sua coragem, Sarah diz que não importa o que aconteça... devemos nos manter sempre de pé.

Hoje. Quatro de Julho.

O vento ruge. A adrenalina surge em quantidade suficiente para fazer um morto dançar. Mas o Capitão América precisa daquela sensação para se manter acordado. Sua mão esquerda grita, quebrada, lembrando que não há motivo pra ele ficar agarrado na fuselagem de um B-52 em queda livre. O maluco dentro da cabine chama a si mesmo de Caveira Esmeralda... nome emprestado que ativa um sentimento pessoal no herói. Um hippie maníaco afirmando que a única forma de salvar a Terra é matando toda a humanidade. O herói tem apenas trinta segundos antes que ele coloque em prática o atentado baseado nesse princípio.

O Capitão América está há semanas sem descanso. Mas assim é o trabalho. Se fizer besteira, ele se dá mal. O herói consegue entrar na cabine e um dos asseclas do Caveira Esmeralda tenta tirá-lo dos controles. Na confusão, o vilão dispara e acerta o próprio lacaio... que geme de agonia quando a vegetação brota de seu corpo, resultado do super fertilizante que o maníaco leva na aeronave que joga sobre a cidade. O herói tenta desviar o avião e, conseguindo o máximo que pode, abre uma das portas. Depois de três dias lutando com o Caveira em sua fortaleza amazônica, ele tem o forte impulso de deixá-lo. Mas o Capitão sabe que essa não é a coisa certa a fazer. Enquanto agarra o vilão e salta, salvando sua vida, ele ainda o ouve vociferar sobre sua guerra contra o consumismo da humanidade. Não é fácil fazer a coisa certa hoje em dia.

Durante a queda, o Capitão América nota que o Caveira Verde empunha uma pistola. São todos iguais: não apreciam a clemência. O herói não suporta mais aquele discurso e o esmurra para que cale a boca. Sua mão quebrada resmunga. O herói pousa na margem do rio e pede a um policial que chame os Vingadores, pois há uma arma biológica a bordo do avião. O policial não está vendo nenhum avião... mas se assusta quando a aeronave finalmente aparece... caindo no rio. Capitão América entrega o Caveira Verde para o policial e pede para prendê-lo enquanto os Vingadores não aparecem. O herói está com pressa... para se encontrar com seu contato na SHIELD.

Sharon espera Steve em um beco. Ela só o perdoa porque, afinal, é seu aniversário. Ele lhe dá um motivo melhor para receber uma advertência: um beijo. Eles se trocam e caminham para o metrô. No caminho, ela lhe dá uma caixinha. Um presente de aniversário. Um par de alianças. Afinal, não é todo dia que ela comemora o aniversário de 90 anos de um namorado.

Apesar de parecer que estão indo comemorar, na verdade eles estão investigando uma pista da SHIELD que descobriu um vagão de metrô viajando por uma linha antiga... abandonada há uns oito anos. Não se sabe do destino dessa linha ou quem estaria operando o vagão. Um operador descobriu a senha para chegar até ela. Steve parece distante, mas, na verdade, está pensando no presente de Sharon. No seu tempo, eram os homens que faziam o pedido. Ela deixa claro que não está pedindo para que ele deixe sua vida como Capitão América. Mas gostaria de passar sua vida... com Steve Rogers.

Chegando ao local misterioso, descobrem que o "vagão-fantasma" se aproxima. Um agente armado diz que só há vaga para mais um passageiro. Steve toma a dianteira e embarca. Antes, ele olha pra trás e concorda que está certa. Steve Rogers parece estar sumindo dentro do uniforme de Capitão América. E casamento... pode não ser tão ruim, afinal. Ele poderia ter uma vida de novo. Ele é o soldado por tanto tempo, que às vezes se esquece de como é ser uma pessoa normal.

Dentro do vagão, algemas surgem do nada e prendem Steve e os demais passageiros... antes que as portas se fechem. Assim que o vagão se movimenta, ouve um chiado elétrico e a composição começa a adquirir uma velocidade anormal. Ele estava tão distraído que não percebeu os sinais de anormalidade. A velocidade aumenta até que surge uma luz tão brilhante que o cega... e um barulho ensurdecedor... como se a barreira do som estivesse sendo quebrada.

Quando sua visão retorna... ela não lhe traz boas notícias. Lá fora... algo que parece ser um mundo alienígena. Os passageiros se tornaram criaturas disformes, que apontam armas para ele. Steve ignorou a regra principal que nenhum estrategista competente quebra: jamais se meter em algo sem saber ao menos as possíveis consequências. Uma agulha perfura sua nuca e ele apaga. Essas são as boas vindas que recebe da Dimensão Z.

Ainda está escuro e Steve se sente cansado. Ele chama por Sharon. Deve ter dormido no sofá de novo enquanto assistia TV na madrugada. Ele ouve vozes e pede a Sharon que desligue a TV. Com a visão turva pelo cansaço, vê o que parece ser um bebê dentro de um tubo de laboratório. Um filme de ficção? Ele diz que não colocará mais o uniforme hoje. Mas ele conhece a voz que fala incessantemente. Não é Sharon. Mas ainda está muito cansado. Pede novamente que Sharon desligue a TV. Seu coração bate descompassado. Ele foi drogado. Os monstros no vagão... que o drogaram. Não foi um filme na madrugada. Isso realmente aconteceu.

Steve está preso em uma espécie de mesa de laboratório. Um tubo em seu braço... continua enchendo-o de droga? Não. Está fazendo algo inverso. Está tirando seu sangue. Uma enorme agulha aparece a sua frente... e é cravada em seu peito. Ele conhece aquela voz com tom humano sintetizado. A voz do biofanático... Arnim Zola. A agulha cravada em seu peito faz com que suas entranhas se revirem. Seu coração parece pegar fogo. Seus nervos estão inflamando. Nada conseguiria anestesiar aquela dor... que continua subindo por seu pescoço até atingir a parte da frente de sua cabeça como uma lesma. Ele reúne forças para ficar de pé. Deve ficar sempre de pé... não importa o que aconteça.

Steve consegue quebrar as algemas e retirar a agulha de seu peito. Apesar da dor, ele precisa levantar-se e se manter acordado. Seus músculos parecem não responder... anestesiado pela droga. Ainda assim ele tem que se forçar. Assim que recupera seu escudo e uniforme, sabe que tem que fugir... sair dali. Ele se concentra no arremesso antes que os monstros tenham a chance de avançar. Apesar do ângulo difícil, ele causa um enorme dano no laboratório. Enquanto seus inimigos estão atordoados, ele foge, passando pelo tubo onde estava o bebê... destroçando-o. Seguindo em frente, salta por uma das janelas. Está em um local elevado. Uma espécie de edifício. Mesmo com sua prática... teve sorte na queda e sai ileso.

O Capitão América consegue uma aeronave, mas, assim que levanta voo, é perseguido por outras. Sua visão está turva. Ele quase desmaiando. Ainda assim, tenta arrumar os controles e estabilizar a nave. Há uma repentina aceleração e ele não consegue controlá-la. Apesar de escapar de seus perseguidores, acaba pousando a nave de forma desastrosa. Pouco depois, assim que consegue sair... sua primeira percepção é a de ouvir um choro. O bebê do tubo... protegido por seu escudo... graças a Deus o garoto sobreviveu. Apesar de acalmar o bebê, dizendo que tudo irá ficar bem, nem mesmo ele tem tanta certeza... em meio a um ambiente tão alienígena.

Continua...

Nenhum comentário: