sábado, 12 de julho de 2014

O DIÁRIO DE STEVE ROGERS - Parte 710

- Captain America n° 616 (Maio de 2011)

* "Spin", história escrita por Cullen Bunn, desenhada por Jason Latour, colorizada por Rico Renzi, editada originalmente por Tom Brevoort

Publicada no Brasil, pela Editora Panini, na revista Avante Vingadores n° 53 ("Giro"), editada por Paulo França

Redfield, Oklahoma.

Na noite passada, doze tornados passaram pelos arredores da cidade. A destruição que ficou para trás se assemelha ao que o Capitão América já viu no passado, em cidades devastadas pela guerra. Há vários voluntários ali para ajudar com o que podem. A função do herói é servir de símbolo. Ser o Capitão América, às vezes, pode significar bater no Caveira Vermelha até ele tirar o dedo de um dispositivo do apocalipse. Mas, também, significa lembrar as pessoas que elas não estão sozinhas.

Um jovem, chamado Nate, diz que ele e alguns amigos estão indo para o local onde o pior dos furacões acertou. O Capitão decide seguir com eles. Nate se pergunta se tempestades como aquela, como as que aconteceram nos anos 80, quando ele nem era nascido, eram tão ruins. Ao ouvir isso, o Capitão pensa no privilégio da juventude em acreditar que estão em uma situação pior do que gerações que vieram antes deles. Ele poderia muito bem discursar sobre o passado, provando que também havia tempos ruins... mas aquele não e o lugar nem a hora de um velho soldado corrigi-los.

Eles chegam até a casa do velho Haney, onde um dos furacões parece ter passado. O dono da propriedade, juntamente com seus filhos, era bastante reservado. As pessoas também evitavam a casa deles. O Capitão América ordena que esperem enquanto ele verifica por sobreviventes dentro do que parece ser um abrigo no solo. Ele sabe que o que quer que encontre não vai ser bom. Mas não esperava por isso... Ideias Mecânicas Avançadas. IMA. Garotos propaganda para a super-ciência... de uma forma errada. A poeira nos equipamentos demonstra que o local não é usado a pelo menos dez anos. É algum tipo de laboratório anexo. Típico da IMA, que se cansa de esconderijos fixos e somem para montar acampamento em outro. Mas o herói sabe que haverá contingência no caso da quebra de segurança... como a que causou ao entrar no laboratório. Ele precisa tirar os jovens de lá, avisar as autoridades e os moradores.

Ao sair do laboratório, o herói tem um rifle apontado pra ele. É o senhor Haney e um de seus filhos. Quando a principal fábrica da cidade fechou, muitos cidadãos de Redfield sofreram com o desemprego. Foi então que o conselho da cidade negociou com a IMA, que os manteve desde então, evitando que se tornassem uma cidade-fantasma. Haney pergunta onde estavam os chamados "super-heróis" quando aquela cidade estava prestes a quebrar.

De repente, o filho de Haney ouve um estranho barulho vindo da escotilha que leva ao laboratório. Uma espécie de mecanismo autômato ataca Haney. O herói consegue evitar o pior derrubando-o com seu escudo. Às vezes ser, o Capitão América é sobre dar um exemplo. E, às vezes, significa que você volta a esmagar alguns robôs. Os robôs parecem ter sido criados para "esterilizar" o laboratório em caso de invasão. De certa forma, o herói os entende. Trancados, dormindo, apenas acordando quando em um mundo que eles não reconhecem ou entendem. Ainda que sinta essa empatia, é seu dever destruí-los. Afinal, os jovens não têm culpa da barganha que seus pais fizeram. Assim como o passado de Redfield, ele se encontra em uma situação que diz sobre seguir em frente... não importa quão esburacado seja o caminho... sobre pegar os arreios quando o seu mundo sai do seu controle... sobre passar pela tempestade... com coisa pior pra vestir, mas ainda orgulhoso.

Após destruir os robôs (com a ajuda dos garotos, que derrubaram uma das unidades quando esta se afixou nas costas do herói), o Capitão América ordena que vão todos para a cidade. Ele sabe que poderá encontrar mais laboratórios espalhados por ali e o local não é seguro para ninguém. O Capitão encara Haney e diz que entende o quanto os tempos foram ruins. Ainda hoje, há dias ruins. Mas os dias que virão poderão ser ainda ruins se ele não procurar por respostas.

Às vezes, ser o Capitão América significa defender inocentes contra gênios criminosos... ou protegê-los de sua própria ignorância. E, às vezes, quando você pensa que sangrou sua última gota de sangue... significa que vai voltar pra escuridão novamente.

3 comentários:

Anônimo disse...

eu tenho q concordar com o velho: "Haney pergunta onde estavam os chamados "super-heróis" quando aquela cidade estava prestes a quebrar."

Os tais heróis não serviram pra nada para evitar a extradição do Bucky.
Eu esperava q o Steve lutasse contra isso, principalmente depois de passar a vida toda se lamentando por ter conseguido salvar a vida do Bucky; e aí qdo ele tem a chance de fazer algo pelo James, ele não faz nada?
Steve tinha q ter lutado com unhas e dentes e queimado o mundo para impedir o Bucky de ser levado!!!!!

E ainda tem isso: "Assim como o passado de Redfield, ele se encontra em uma situação que diz sobre seguir em frente... não importa quão esburacado seja o caminho... sobre pegar os arreios quando o seu mundo sai do seu controle... sobre passar pela tempestade... com coisa pior pra vestir, mas ainda orgulhoso."
Sério? O Bucky pode estar sofrendo outra lavagem cerebral nesse instante e ele tá tendo crise de identidade / se reafirmando? Quer voltar a ser o Cap América outra vez é? Ele não consegue salvar UM AMIGO e quer salvar o país dele?

Beijos
Lisbeth

Marcos Dark disse...

O problema é que ele assumiu um posto que o deixa em uma situação delicada. Se antes agir mais ativamente já poderia causar algum incidente, imagine quando se é um representante de destaque dentro do governo.

Anônimo disse...

DM, serviço de espionagem e operação clandestina estão aí pra isso mesmo.
E se a discrição falhar, eu repito: Steve deveria ter queimado o mundo para impedir o Bucky de ser levado.


Lisbeth