domingo, 29 de junho de 2014

O DIÁRIO DE STEVE ROGERS - Parte 704

Arte de capa por Marko Djurjevic

Arte de capa alternativa (em um mês onde as capas das revistas da Marvel apresentavam suas versões vampiras) por Gerald Parel
 - Captain America n° 611 (Dezembro de 2010)

* "The Trial of Captain America, Part 1", história escrita por Ed Brubaker, desenhada por Daniel Acuña, editada originalmente por Tom Brevoort

Publicada no Brasil, pela Editora Panini, na revista Capitão América & Os Vingadores Secretos n° 6 ("O Julgamento do Capitão América - Parte 1"), letreirizada por Gisele Tavares, traduzida por Jotapê Martins, editada por Paulo França

A imprensa se atropela diante da Torre dos Vingadores para saber mais informações sobre Bucky Barnes e o fato de ele ser considerado um traidor. Gavião Arqueiro tem que ser contido por Harpia para que não acabe hostilizando demais os repórteres. Diante da situação, mostrar-se irritado diante das câmeras só irá piorar a situação. Na verdade, a irritação de Clint está além da acusação pela qual o atual Capitão América enfrenta. Sua irritação é dirigida a seus colegas de equipe (Steve Rogers, Natasha, Tony Stark) que sabiam sobre o passado de Bucky e o esconderam até agora, imaginando que isso nunca seria descoberto.

Cada vez mais, o Gavião Arqueiro afunda no mar de acusações contra Bucky. Entre as muitas apresentadas (e talvez as mais chocantes) estão o atentado em Filadélfia, onde vários civis foram mortos, e o assassinato de Jack Monroe, o antigo Nômade. Clint está chocado. Natasha, no entanto, o lembra de boas pessoas que merecem redenção. Afinal, foi assim com ela e com o próprio Gavião Arqueiro. E, verdade seja dita, boa parte dos vingadores tiveram suas segundas chances.

Na Casa Branca, o presidente dos Estados Unidos quer saber quantas pessoas o Soldado Invernal assassinou durante os trinta anos em que esteve em atividade. Descobre-se que há o registro de cerca de duas dúzias de mortes, entre diplomatas, generais e membros de encontros de paz. O presidente está furioso com Steve Rogers por ter escondido essa informação. Rogers garante que Bucky não era responsável por suas ações, como pode provar o arquivo da KGB em suas mãos. E garante que seu estado mental foi restaurado por um poderoso artefato (o Cubo Cósmico). Mas há uma acusação recente, muito mais grave, da qual o Soldado Invernal é apontado. Rogers explica que ele estava sob a influência do Caveira Vermelha. Os membros do governo, estupefatos, gostariam de saber onde Barnes está agindo nesse momento.

O presidente conversa em particular com Steve Rogers e deixa claro que a situação está muito complicada. Chega a perguntar até mesmo sobre a obediência de Rogers... caso ele tenha que ser demitido. Não chega a tanto. Steve lembra que o presidente pode conseguir praticamente tudo. Franklin Roosevelt chegou a perdoar Namor quando este inundou Manhattan. Mas Roosevelt não tinha uma mídia que agia 24 horas, cavando mais e mais informações. Além do que, tecnicamente, Namor era um príncipe de outra nação. O crise agora era sobre um soldado americano.

O Capitão América chega a um galpão onde está havendo uma grande reunião de neonazistas naquele momento. Exercício perfeito para que ele possa descontar sua atual frustração. Após derrotá-los, encontra um cartaz anunciando a volta do Grande Mestre. Tem sido sempre assim. A ameaça vermelha, homens bomba, terroristas, fascistas secretos. E ainda há tanto para ser feito...

Steve pousa no alto de um edifício, onde o Capitão América observa os neonazistas serem presos. Pela cara de Steve, Bucky percebe que a situação não está nada boa. Na verdade, Steve está furioso com Zemo, que foi quem causou toda essa confusão. Chega a sugerir que Bucky fuja. No entanto, o herói prefere enfrentar as consequências de seu passado. É isso o que ele quer. Enfrentar o passado.

Na manhã seguinte, Bucky se entrega para as autoridades federais para ser julgado. Pecado, a filha enlouquecida do Caveira Vermelha, presa em um manicômio, vê com interesse as atuais notícias... e gargalha.

Continua...

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