domingo, 1 de junho de 2014

O DIÁRIO DE STEVE ROGERS - Parte 677


 - Captain America n° 601 (Setembro de 2009)

* "Red, White & Blue-Blood", história escrita por Ed Brubaker, desenhada por Gene Colan, colorizada por Dean White, editada originalmente por Tom Brevoort

Publicada no Brasil, pela Editora Panini, em Os Novos Vingadores n° 75 ("Sangue Vermelho, Branco e Azul"), letreirizada por Valéria Calipo, traduzido por Fernando Lopes e Jotapê Martins e editada por Paulo França.

Em uma base de localização desconhecida, o Soldado Invernal encontra Nick Fury analisando as lutas acontecidas durante a Guerra Civil. Ele diz a Bucky que deve ser difícil pra ele ver heróis enfrentando heróis nos dias de hoje. Mas Bucky diz que já viu isso acontecer no passado. Inclusive, o Caveira Vermelha havia voltado todos Os Invasores contra ele uma vez. Mas houve outra situação em que isso aconteceu... e que o chocou mais ainda.

Bélgica, fevereiro de 1945...

Em uma noite chuvosa, Capitão América e Bucky vistoriam uma arrasada vila. Acabam encontrando um soldado gravemente ferido em uma das casas. Apesar de ainda delirante e prestes a morrer, o soldado está contente em ver o herói. Enquanto Steve está falando sobre voltar para casa... o soldado morre em seus braços.

Agora, resta esperar para que concluam sua investigação. De fato, o corpo do rapaz morto começa a sofrer espasmos. Ele abre os olhos e salta sobre os heróis, mostrando suas garras e dentes afiados. Bucky pega um pedaço de madeira e crava-lhe no peito, enquanto o Capitão América usa seu escudo pra decapitá-lo. O herói sabe que deve contatar Union Jack, na Inglaterra, para ter certeza de que o Barão Sangue ainda continua em seu túmulo. Caso contrário... terão que descobrir quem está por trás daquelas transformações.

Os heróis recebem a mensagem de Union Jack, confirmando que o esqueleto do vilão continua em seu túmulo. Dessa vez, o Barão Sangue não é responsável pelas transformações. Já perderam três soldados, que se tornaram vampiros e aterrorizaram os vilarejos belgas.

Em meio a esse terror, o exército programou um show para levantar a moral das tropas, trazendo a famosa atriz Mary Arnett para se apresentar para os soldados. Com isso, a tensão no campo de batalha diminuía. Mas, ainda que os soldados fossem distraídos, o mesmo não acontecia com os aldeões, que continuavam apavorados. Em algumas das portas, há crucifixos desenhados a mão e alho pendurado.

Os heróis investigam a casa de uma senhora que parece saber algo sobre a maldição que se abate no local. De fato, o vilarejo sofreu muito com a chegada dos nazistas. Mas nada foi pior do que a chegada de um determinado oficial ao local. Helmutt Von Schuler só andava nas ruas durante a noite. Foi com sua chegada que mulheres inocentes começaram a aparecer nas ruas com as gargantas cortadas. Porém, Helmutt, que já partiu há tempos, não é mais a ameaça atual. De acordo a descrição da senhora, o oficial partiu com alguém que aparentava ser o Barão Sangue. Porém, nem todas as vítimas do monstro foram enterradas... e a maldição persistiu.

Voltando para as ruas escuras, Capitão e Bucky encontram uma das criaturas atacando uma vítima. Com a investida dos heróis, ele parte para cima de um destacamento de soldados, que reconhecem o uniforme que ela usa. Trata-se de um dos seus... transformado. Utilizando o seu escudo, o Capitão América detém o monstro da única forma eficaz... decapitando-o. Isso só serviu para aumentar a tensão no acampamento. A situação chegou a um ponto em que soldados estavam matando seus colegas apenas por estarem assustados demais para pensarem antes de atirar. Aquela era uma situação em que o medo se tornou a arma mais mortal de todas.

Diante da situação no acampamento, Capitão América ordena que o show para as tropas seja cancelado. Ao tentar alertar Mary Arnett, o Capitão América sente um terror invadi-lo, da mesma forma que acontecia antes do ataque do Barão Sangue. Ele estranha o fato de não haver espelhos em seu camarim. De fato, a criatura que os ataca pouco lembra a bela atriz. Bucky atira por uma das janelas e a luz do dia queima a vampira. Pelo jeito, ela se esqueceu de que horas eram.

Estava terminado. O corpo de Mary Arnett cai pela janela e se incendeia. Pelo que se pôde investigar, os soldados transformados anteriormente eram os mesmos que foram levados ao quarto por ela. Ainda assim, o Capitão América desconfia que alguém mais pode ter sido transformado. Ou talvez atriz não seja a criatura que originou a maldição. Ao verificar com os soldados, descobrem que uma criança trazia comida e água para as tropas.

Capitão e Bucky visitam o cemitério local... e descobrem que a criança citada pelos oficiais estava morta desde 1941. No entanto, uma criatura deformada os observa em uma árvore próxima. Steve fica chocado e se detém antes de atacar. Afinal, era apenas uma criancinha. Ao contrário de seu parceiro, Bucky sabia que aquilo não era mais uma criança.

O Soldado Invernal lembra como agiu... e não se sente bem ao trazer de volta tais lembranças.

A+:

* Edição especial (originalmente programada para ser um anual), com o dobro de páginas, essa é uma bela homenagem ao desenhista Gene Colan, responsável pela arte dessa história. Curiosamente, reúne dois elementos que ficaram marcados em sua carreira (que durou cerca de seis décadas e, aqui, ele tinha 82 anos de idade): sua passagem pelas aventuras do Capitão América no passado e as histórias de terror que criou na revista A Tumba de Drácula (também para a Marvel e onde surgiu o personagem Blade).


* Nick Fury disse que, na época dessa aventura, ele estava seguindo do general Patton pela Europa. O general George Patton ficou famoso por ser um dos mais rígidos militares da Segunda Guerra, não admitindo sequer que seus soldados demonstrassem fadiga. Era polêmico ao ponto de declarar que adorava o campo de batalha. Sua dedicação e ousadia em batalha o levava até mesmo a ignorar ordens superiores. Sua biografia foi levada aos cinemas no filme "Patton: Rebelde ou Herói", dirigido por Franklin J. Schaffner, onde é interpretado pelo ator George C. Scott. : 

* O escritor Ed Brubaker fala sobre essa edição especial: 

2 comentários:

Anônimo disse...

Oiê!!!!!!!!
Nossa, amei essa estória, ela se parece com aquelas mais antigas do Cap, e não só pq se passa durante a guerra. Ficou muito bom!!!!!!!


beijos
J.

Marcos Dark disse...

E com clima que casou perfeitamente com o estilo do veterano Gene Colan em um de seus últimos trabalhos.