domingo, 18 de maio de 2014

O DIÁRIO DE STEVE ROGERS - Parte 669

 - Captain America n° 48 (Maio de 2009)

* "Old Friends and Enemies Part 3 of 3", história escrita por Ed Brubaker, desenhada por Butch Guice, Luke Ross e Steve Epting, colorizada por Frank D'Armata, editada originalmente por Tom Brevoort

Publicada no Brasil, pela Editora Panini, em Os Novos Vingadores n° 74 ("Velhos Amigos e Inimigos - Conclusão"), letreirizada por Valéria Calipo, traduzido por Fernando Lopes e Jotapê Martins e editada por Paulo França

O experimento do professor Chin dos efeitos do vírus Tocha Humana no corpo de Namor continuam. Ele não tinha certeza se o mesmo funcionaria debaixo d'água, mas os efeitos parecem estar sendo satisfatórios. Bucky, preso e indefeso, implora pela vida do amigo. O Homem Sem Rosto o cala com um golpe intangível que atravessa seu cérebro. Apesar da dor, Bucky se recupera e tenta apelar para o bom senso de Chin. Em vão.

Chin entende sobre controle de população, algo que em seu país já é uma realidade. Ele acredita que o mundo está morrendo... seus recursos estão se esgotando, a comida tem se tornado escassa... a própria Terra tem se voltado contra a humanidade. Porém, seus superiores não o ouvem. Por isso ele se isolou para criar a arma de controle perfeita. Seu intento não é exterminar a humanidade... mas acabar com cerca de trinta e cinco a cinquenta por cento dela. Bucky acredita que ele está fazendo isso por vingança ao que aconteceu a sua esposa.

O experimento parece tomar outro rumo quando o sistema imunológico de Namor parece reagir. O vírus está perdendo o efeito. Bucky sente-se aliviado. E mais ainda quando vê um conhecido escudo voar em direção ao tanque, rachando-o. Natasha acaba de chegar. Suas armas de eletricidade dão conta do Homem Sem Rosto. O professor Chin foge. Namor finalmente sai do tanque e se recupera. O príncipe submarino está furioso... como há muito tempo Bucky não o via. Mas a prioridade agora é deter Chin.

Quando chegam até o professor, ele já armou a bomba que espalhará o vírus. Antes que o forcem a desarmá-la, o Homem Sem Face se recupera e protege seu mestre. Namor o ataca com fúria, mas o vilão é intangível, apesar de poder tocar o herói. Bucky tenta deter a contagem regressiva, mas nada surte efeito. Até mesmo tirar a caixa da bomba se mostra impossível. Em uma manobra arriscada, ele utiliza o escudo para separá-la da bomba. Apesar do risco que expõe a todos, é a única saída, uma vez que está prestes a explodir.

Chin está no chão. Ataque cardíaco. Vendo seu mestre imóvel, o Homem Sem Face corre para socorrê-lo. Em sua angústia, e tornando-se tangível para amparar Chin, ele não percebe a aproximação de Namor... que aproveita o momento em que ele se mantém sólido... para quebrar seu pescoço. Está feito. Os dois vilões estão mortos.

Os heróis encontram o corpo do Tocha Humana. Bucky ainda não consegue crer que a ONU utilizou um herói de guerra para pesquisa. Namor sorri. Por um momento viu o garoto o repreender pelo que fez... como Steve faria. Mas, agora, mostra a revolta que bem conhecia no parceiro do Capitão América.

Para garantir que não haja outra amostra do vírus, eles queimam todo o complexo de Chin. A Viúva Negra não perdoou Bucky por esconder a verdade dela. Uma verdadeira humilhação para alguém que é uma superespiã. Mas ela também entende que ele quis fazer isso sozinho... para tentar compensar seus atos como Soldado Invernal.

Uma semana depois, apesar de não poder comparecer, o Capitão América providencia o funeral digno a Jim Hammond, o Tocha Humana, como o verdadeiro herói de guerra que ele foi. Ele acha irônico que tenha frequentado tanto cemitérios desde sua volta. É algo natural quando se tem velhos amigos. Sabe que voltou não só para se reconciliar com o passado. Mas para salvar o que de bom sobrou dele.

ENQUANTO ISSO...

* Mais uma dica sobre a edição 600 de Capitão América. Dessa vez, a Marvel incitou o público com algo inusitado. Uma imagem mostrando uma versão feminina de Bucky e os dizeres "Garota Sem Mundo" fez com que o leitor lembrasse uma parte pouco memorável (ou muito memorável, dependendo do trauma...) da mitologia do personagem. Afinal, uma garota chamada Bucky foi mostrada na tão "adorada" fase Heróis Renascem do Capitão América, quando este era produzido pelo não menos "adorado" Rob Liefeld. Teria a Marvel a intenção de trazer a personagem para o universo convencional? O único alívio era saber que não existem ideias ruins. É quem as conduz que lhe dão peso. Uma chance para a garota, dessa vez feita do jeito certo?

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