domingo, 27 de abril de 2014

O DIÁRIO DE STEVE ROGERS - Parte 652


 - Captain America: The Chosen 1 (Novembro de 2007)

* "Now You See Me, Now You Don't", história escrita por David Morrell, desenhada por Mitch Breitweiser, colorizada por Brian Reber, editada originalmente por Andy Schmidt e Alejandro Arbona

Publicada no Brasil, pela Editora Panini, em Capitão América - A Escolha ("Agora Você Me Vê, Agora Já Não Vê"), letreirizada por Júlio Nogueira, traduzido por Fernando Bertacchini e editada por Fernando Lopes; e pela Editora Salvat na Coleção Graphic Novel Marvel, editada por Luciana Barrella

Em missão no Afeganistão, o cabo James Newman já nem sabe em quem confiar mais. Quando se depara com a população supostamente oprimida, a qual ele foi designado a defender, se pergunta se não há um fuzil sobre seus mantos. Uma granada, talvez. Quem são eles? Parte das pessoas que deve ajudar ou das que deve combater?

Ele está cansado... exausto até os ossos. Nem sabe até quando vai conseguir fazer aquilo... até quando terá forças... a coragem... a determinação...

"... pra enfrentar inimigos da liberdade? Pra combater o ódio? Quer saber até quando nós conseguimos fazer isso? Enquanto formos capazes de erguer um dedo. Enquanto nos restar até o menor alento."

O cabo Newman mal pode acreditar na silhueta que lhe diz essas palavras. Diante dele, entregando seu capacete... está o Capitão América! Juntos, eles saem para o povoado destruído, enfrentam os inimigos, salvam companheiros feridos... Porém, quando o cabo pergunta ao Capitão se está vendo mais alguém que precise de ajuda... ele se foi. Tão repentinamente quanto surgiu. Em seu lugar, quem lhe responde é outro capitão. O capitão Harrigan, de seu regimento. Newman jura que o Capitão América estava a seu lado. Mas Harrigan e os companheiros de Newman viram apenas que ele salvou dois soldados praticamente sozinhos. Da forma que lutava, sequer precisaria de um "Capitão América" do seu lado. Os demais soldados ainda estão surpresos com tamanha coragem. Newman, com certeza, será condecorado.

Às vezes, o frenesi de um combate cerrado deturpa a imaginação. De fato, Newman se pergunta se o campo de batalha não o estaria fazendo perder o juízo. As dúvidas do cabo Newman são vistas... em uma tela... próxima a uma cama, onde um Capitão América, visivelmente abatido, entubado e ligado a máquinas se esforça em um fraco sorriso.

"Coragem. Honra. Lealdade. Sacrifício. Você é mais valente do que imagina."

Continua...
A+:

* Quando a Marvel decidiu publicar a série de especiais e minissérie chamadas de O Fim, onde eram mostrados os últimos dias de seus conhecidos heróis, escolheu as equipes criativas que mais tiveram importância na história dos respectivos personagens. Para o Capitão América, porém, foi escolhido alguém que era de fora da indústria dos quadrinhos: o escritor David Morrell. Parecia uma ideia um tanto absurda no começo (apesar da competência do escritor), uma vez que a única ligação, digamos, patriótica era seu personagem mais conhecido: Rambo! Vale ressaltar que a criação original de Morrell se diferencia do "herói" do cinema, sendo que a adaptação mais próxima de sua versão pertence ao primeiro filme, onde Rambo é mostrado como um ex-combatente amargurado e tentando se encaixar em um mundo que não é o mesmo em que ele foi moldado.

Morrell, bom profissional que é, não se deixou levar pelo imediatismo e decidiu aprender um pouco sobre roteiros de quadrinhos, que era um formato diferente do literário. Com esse aprimoramento, conseguiu entregar não apenas uma edição mostrando o fim do Capitão América, mas uma minissérie caprichada, um verdadeiro poema de guerra. Mas essa obra levou tempo para ser feita. Para se ter uma ideia, o convite para escrevê-la foi feita pelo editor Andy Schmidt em 2004, sendo só publicada em 2007. Tempo o suficiente para que, quando Morrell entregasse todo o roteiro com a imaginativa morte do Capitão América... descobrisse que a Marvel havia matado o personagem. Dessa forma, o que era pra se chamar "Capitão América: O Fim" acabou se tornando "Capitão América: A Escolha". Ainda assim, o nome causou certa confusão em alguns leitores, dando a entender que ali estava sendo escolhido um novo Capitão América, o que não era verdade, já que era uma história de universo alternativo.

Ainda assim, a minissérie A Escolha se tornou um sucesso a parte, com uma história alternativa para os últimos dias do sentinela da liberdade. Para abrilhantar ainda mais a obra, trazendo o clima sufocante de um campo de batalha, Morrell contou com a arte de Mitch Breitweiser, desenhista que tem um carinho especial com o personagem. Com isso, o escritor se adaptou a mais um importante detalhe na elaboração de uma história em quadrinhos: o trabalho em equipe, uma vez que Breitweiser muito colaborou para acertar alguns detalhes. Também é notável o trabalho de colorização feito por Brian Reber, que em muito acrescentou para o clima da trama.

* A série foi publicada pelo selo Marvel Knights, com uma temática e ritmo mais adultos, tanto que ganhou uma classificação de aconselhável para maiores de 13 anos.

* Por pertencer a uma realidade alternativa, essa história se passa no Universo Marvel 7116.

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