sábado, 29 de março de 2014

O DIÁRIO DE STEVE ROGERS - Parte 623


 - Iron Man / Captain America : Casualties of War (Fevereiro de 2007)

* "Rubicon", história escrita por Christos Gage, desenhada por Jeremy Haun e artefinalizada por Mark Morales

Publicada no Brasil, pela Editora Panini, na revista Guerra Civil Especial n° 3 ("Rubicão")

Mansão dos Vingadores. Outrora lar dos maiores heróis da Terra. Atualmente desocupada, após o ataque da Feiticeira Escarlate. Steve, que conhece a propriedade, salta sobre seus altos muros e se encontra com seu oponente que já o estava esperando: o Homem de Ferro.

Essa "reunião" é secreta. O Capitão, acostumado a checar todos os canais de mensagens, lembrou-se dos protocolos de comunicação dos Vingadores para quando os canais normais estão comprometidos. Ele sabia não se tratar de uma armadilha. Tony não ousaria isso em um lugar que significou tanto para ele. É a última tentativa dos dois líderes conversarem, não só pelos velhos tempos, quando agiam em equipe, mas também pela tragédia que aconteceu com o Golias Negro. Por um lado, foi o robô simulacro de Thor criado por Stark quem matou o herói. Por outro lado, a batalha só se iniciou porque o Capitão América colocou um embaralhador na armadura do Homem de Ferro. Ambos reconhecem seus erros.

Ironicamente, eles se lembram do período conhecido como Guerra das Armaduras, quando o Homem de Ferro estava desafiando a lei para recuperar sua tecnologia e chegou a ser interceptado pelo Capitão América. Justamente a situação inversa. Steve pede que ele retire a máscara da armadura, pois só irá se dirigir ao homem dentro dela.

Eles tentam iniciar a conversa justificando a morte do Golias Negro, mas não parece ser um assunto para aquele momento. Stark olha para uma das paredes da mansão e se lembra de quando a atravessou, anos atrás. A primeira luta entre os dois heróis. Na época, o Homem de Ferro foi enganado pelo vilão chamado Camaleão, que o fez acreditar que Steve era um impostor. No episódio, acabaram se entendendo e selando a amizade com algumas palavras. Diferente do que poderia acontecer hoje.

Os dois ex-amigos relembram de momentos chave em suas carreiras e episódios que provam as vantagens e desvantagens da lei de registro. A tentativa de fazer os Jovens Vingadores desistirem de serem heróis por serem inexperientes. O fato de o Homem-Aranha perder Gwen Stacy por não ter treinamento adequado na época. A morte das famílias de Tigre Branco e do Agente Americano por terem revelado suas identidades. O desastre da morte das crianças, após o inexperientes Novos Guerreiros provocarem o vilão Nitro (motivo que serviu de estopim para que o governo aprovasse a Lei de Registro). 

Stark admite que pudesse ter sido ele a causar a tragédia... Não por inexperiência, mas pelo fato de que já foi um alcoólatra... e, mesmo bêbado, chegou a usar a armadura. A mesma situação onde um bêbado no volante de um carro causa um acidente fatal. Curiosamente, foi em um desses momento de bebedeira, em que o Homem de Ferro poderia ter causado uma tragédia, que o Capitão América o salvou do pior.

O Capitão lembra que as leis, mesmo as que parecem serem as corretas no momento em que são criadas, podem conter brechas para que futuros políticos, com intenções diferentes de quem as criou, possam tentar manipulá-las e, dessa forma, prejudicar aqueles que são atingidos por elas. Ele lembra Stark de um período em que sua armadura foi dominada e ele obrigado a matar um embaixador. Sob esse tipo de aspecto e manipulação, os heróis poderiam ser presos injustamente. Mas Stark ainda o questiona: e se eles fossem culpados realmente? Afinal, o ponto de vista de Stark é baseado no fato de que os heróis podem cometer erros e ele julga que o Capitão pense o contrário, pois é um herói feito para não cometer erros. Steve discorda. Ele também já cometeu erros. Mas Stark frisa que a visão de que o Capitão América não comete erros é a algo que está nos jovens heróis (e até nele mesmo) que acreditam na figura que ele represente. E acusa Steve de estar usando isso a seu favor. Steve fica indignado com a acusação e o lembra de que é ele que está oferecendo plano de saúde e salário para os heróis que apoiarem o registro. Os interesses de Stark sempre vêm em primeiro lugar para ele, como quando ele decidiu que a Suprema Inteligência Kree deveria ser sacrificada por não estar tecnicamente viva (durante o evento Tempestade Galáctica). Ou quando ofereceu um novo escudo para o Capitão, quando o governo lhe tirou o uniforme, manipulando-o para que não impedisse seus ataques durante a Guerra de armaduras. Atitudes de deixar suas prioridades acima de qualquer coisa... da mesma forma que um alcoólatra faria. Stark acha essa observação mais pessoal do que aparenta. Afinal, o pai de Steve era alcoólatra.

Stark revela a Steve que a alternativa para a Lei de Registro, proposta pelo governo, era ativar dezenas de sentinelas para caçá-los, implantarem circuitos inibidores de seus poderes e testando a própria população para controlar qualquer herói em potencial. O Capitão lembra que poderiam lutar para que isso não acontecesse. Stark diz que apoiar a Lei de Registro é uma forma de ele lutar para que isso não aconteça. A verdade é que Stark não aguenta mais aquela situação. Tudo que ele queria é saber o que falar para que aquela situação acabasse. Ele não apoia o que o Capitão está fazendo, pois, além de acreditar na Lei de Registro, sabe que outro herói tomaria a frente. E o Capitão não aceita deixar de ser a resistência, pois sabe que se desistisse agora, todos poderiam parar atrás das grades.

A conversa chegou a um impasse. Steve desiste. Stark tenta detê-lo, mas isso não é uma boa ideia. Infelizmente, agora tentam resolver de outra forma. Stark deixa sua armadura e Steve deixa seu escudo. Dessa vez, lutam de igual para igual. Cada golpe é sentido mais dolorosamente do que se imagina. Stark se sai bem justamente por ter sido treinado em combate pelo Capitão. O mesmo Capitão América que, na época desse treinamento, encontrava-se perdido por acabar de ressurgir em uma época que não era a sua e finalmente encontrou algum propósito junto ao primeiro verdadeiro amigo que fez. Ao final, cada qual seguindo para seu caminho, ambos perdem... pois percebem que deveriam ter conversado antes dessa guerra começar.
ÂmagoNews:

* Falando sobre uma das histórias mais violentas dos X-Men do final dos anos 70. É a décima parte sobre os X-Men de Chris Claremont e John Byrne: O Bebê de Moira McTaggert

2 comentários:

Anônimo disse...

Olá!!!!!

"(...)ambos perdem... pois percebem que deveriam ter conversado antes dessa guerra começar."
Meu coração não aguenta essas coisas. É muita tragédia Ç_Ç
Steve e Tony não podem terminar assim *chorando*

Espera só o Tony ficar numa sala com o corpo do Steve, aí sim vai ser tarde pra arrumar tudo isso. (tarde já é, a estória já foi escrita e publicada, mas vc me entendeu)

DM, mais da metade do q eles comentaram a gente acompanhou por aqui. Bom isso, assim sei os detalhes de tudo aquilo \o/ Dava até pra linkar com outras partes do Diário do Steve.....


Beijos
Jovie

Marcos Dark disse...

Sempre que possível, irei linkar a atual postagem com uma mais antiga que tenha interligação. Em um futuro breve, podem acostumar a ver o termo... Âmago Classic.

Porém, ESTA postagem em particular, se eu fosse linkar com tudo que vimos aqui... a lista ia ser imensa. De fato, boa parte de todas as postagens.