sábado, 25 de janeiro de 2014

O DIÁRIO DE STEVE ROGERS - Parte 566

- Captain America n° 10 (Maio de 2003)
* "The Extremists - Part 4", escrita por Chuck Austen, desenhada por Jae Lee

Publicada no Brasil, pela Editora Panini, na revista Marvel 2003 n° 10 ("Os Extremistas - Parte 4")

A poção que Inali Redpath deu ao Capitão América está distorcendo seu senso de realidade. Apesar de estar em Miami, o herói pode ver apenas seus piores inimigos diante dele. Também tem visões de Bucky, correndo risco de vida. O Capitão espanca os vilões que ameaçam seu parceiro... apenas para descobrir que atacou cidadãos que tentavam lhe ajudar. Ao enfrentar Modok (ou algo que ele imaginava ser Modok) acaba sendo atingido por um enorme tronco de árvore e caindo desacordado no mar. Em seu delírio, ele se vê preso a uma espécie de maquinário de agentes que parecem trabalhar para o governo. A máquina faz com que suas memórias sejam manipuladas e ele imagine-se caindo em águas geladas após a morte de Bucky.

Ainda desacordado e prestes a morrer afogado, o herói é salvo por uma mulher. Os lábios dela dão ao Capitão a chance de respirar novamente. Acima deles, Inali ainda controla a violenta tempestade.

Após a tempestade, em um quarto semidemolido perto da praia, o Capitão América se recupera aos poucos do trauma das últimas horas. Ao abrir os olhos, ele vê sua amada, Sharon Carter. No entanto, "Sharon" diz não conhecer ninguém com esse nome. Talvez seja o efeito da poção de Inali. O herói sabe que perdeu seu amigo na Segunda Guerra. Mas as lembranças que a poção lhe trouxe, mostrando que há outra realidade, ainda são fortes demais. Ele agradece a mulher a sua frente por salvar sua vida... e diz que, apesar de elogiar sua beleza (como se fosse Sharon), os efeitos da poção já sumiram. Ao beijá-la, ele percebe sua verdadeira aparência... ela é uma atlante, assim como seu antigo aliado, Namor, o príncipe submarino.

Lá fora, a destruição causada pela tempestade é impressionante. O som de um rotor de helicóptero Blackhawk se aproxima. Nick Fury chegou. O Capitão apresenta a atlante, que se chama Hana. Fury acha conveniente demais uma atlante estar ali no momento em que o Capitão estava se afogando. Enfim... Fury estranha que o Capitão tenha recebido ordens dele para investigar a morte de Inali. Afinal, desde que foi jogado contra uma parede nos escombros do World Trade Center, o coronel não lhe dá ordens nenhuma. Tudo, até agora, não passou de uma armadilha. Primeiro, a instalação de engenharia humana não era da SHIELD. Na verdade, enviaram Inali para investigar e ele sumiu por dias. Barricada e Twotrees, que também eram agentes da SHIELD, apareceram por lá por conta própria. Depois, Inali reaparece com poderes climáticos e seguido por um exército pessoal. Inclusive, "esse" Inali que o herói enfrentou provavelmente também é um clone. Fury diz que capturou alguns desses soldados e faz questão de mostrá-los ao Capitão. Fury informa que cerca de cem cidadãos morreram na tempestade.

Dum Dum Dugan, no novo destróier aéreo da SHIELD, barra a entrada de Hana. O Capitão insiste que ela pode entrar, pois salvou sua vida. Fury retruca que ela não pode entrar. O clima entre os dois não é mais o mesmo. Quando finalmente mostra os soldados de Inali... o Capitão fica chocado com o que vê. São aparentemente idênticos... todos clones dele mesmo... e de Bucky.

Continua...
A+:

* Enquanto relembra o dia em que Bucky morreu, Capitão América deixa mais precisa a localização do incidente: Newfoundland. A Terra Nova, como é conhecida, pertence à região canadense e, durante a década de quarenta, foi um importante ponto de troca de bases navais entre a Inglaterra e a América.

* Jae Lee passa a ser o desenhista da série. Com um traço em estilo sombrio e bem característico, Lee ainda era lembrado por sua visão única de personagens Marvel em minisséries como Inumanos e Quarteto Fantástico: 1, 2, 3, 4.

* Há uma troca de equipe criativa no meio de um arco, o que muda, de certa forma, o foco da história. John Ney Rieber passaria a escrever histórias de franquias como Tomb Raider (para a editora Image) e o encontro entre Transformers e G.I. Joe (para a DW). Este último em parceria com o desenhista Jae Lee, que permaneceu na série do Capitão América. O escritor Chuck Austen, que fazia parceria no roteiro com Rieber, continuou como escritor oficial da série. Até então, o direcionamento estava nas questões dos direitos dos povos indígenas. Esse foco não foi exatamente apagado, mas se tornou um mero pano de fundo. A incursão da personagem Hana distancia ainda mais a atenção desse tema.

* Apesar de atlante, Hana não tem a pele azulada como os demais de sua espécie. A decisão de mostrar a personagem coadjuvante como sendo uma atlante de pele rosada provavelmente é o indício de uma homenagem às histórias do Capitão América na década de 40, onde o herói fazia parceria com Namor, também um atlante que se destaca dos demais por ter pele rosada. Nessa época, inclusive, Namor se destacava ainda mais de seu povo, que mais pareciam peixes humanoides. O príncipe submarino tem a pele rosada por ser um híbrido (e mutante) de humano (homo sapiens) e atlante (homo mermanus).

ÂmagoNews:

* Nem todo conterrâneo pode ser chamado de "cumpádi": X-Men, por Claremont & Byrne Parte 2 – Conterrâneos

4 comentários:

Carmem Magalhães disse...


Acompanhando essas histórias do Capitão América, aqui no Âmago, como outros trabalhos dessa arte lá no perfil do LEITURA E QUADRINHOS no facebook, descobri a importância e o impacto dessas imagens. Além de um visual espetacular é impressionante essa forma de nos levar tamanha informação.

Marcos Dark disse...

De fato. Vale destacar que quando analisamos o elemento humanos envolvido em uma história de super-heróis, não estamos falando apenas do aspecto de cada personagem se aproximar da realidade do leitor. Estamos falando da experiência envolvida e da própria opinião do leitor. Com isso, montamos um cenário histórico e conceitual que se torna um ótimo debate sobre assuntos de interesse global, nem sempre abordados de forma tão franca em outros meios, seja por questões éticas ou mesmo corporativas.
Mas obrigado por estar aqui se divertindo conosco. Continue nessa nossa marcha contínua, heróica e fantástica.

curtidas no instagram disse...

Muito bom o post amei !

Marcos Dark disse...

Eu que agradeço pela audiência.