terça-feira, 21 de janeiro de 2014

O DIÁRIO DE STEVE ROGERS - Parte 562

 - Captain America n° 6 (Dezembro de 2002)
* "Warlords - Part Three", escrita por John Ney Rieber, desenhada por John Cassaday

Publicada no Brasil, pela Editora Panini, na revista Marvel 2003 n° 4 ("Os Senhores da Guerra - Parte 3")

"É apenas dor. Irá embora. Sempre vai. Você alcançou seu primeiro objetivo tático. Atrair o inimigo para longe dos civis. E ainda continua vivo."

"Você está morto. Outro fantasma nesta cidade de fantasmas. Outra pilha de ossos e cinzas... se não usar cada fração de segundo que tiver... cada fagulha de consciência... e se mover. Enquanto puder. Para onde puder. Escolha o território, soldado... e mantenha sua posição."

Após a explosão, o edifício desaba sobre o Capitão América e ele só consegue escapar graças ao seu escudo, fincando-o no chão e fazendo com que ele impedisse que colunas maiores o esmagassem. Agora o herói está em um pequeno espaço, cercado de toneladas de escombros.

"Ninguém está gritando... Graças a Deus. Não tem ninguém enterrado aqui, exceto você. O tempo das explosões foi irrepreensível. Alguém esteve vigiando você. Um profissional. E profissionais sempre confirmam a morte de seus alvos. Ainda há concreto suficiente em cima de você para construir um abrigo antiaéreo. Ou te esmagar se... Não... Nada de "se". Só enfrente a pressão. Mantenha sua posição. Está lá em cima... esperando por você."

Forçando caminho entre os escombros, o Capitão pode ver a silhueta de seu inimigo logo acima... que também o avista e joga uma granada para terminar o serviço. O herói só escapa graças a seu escudo. Ao encarar seu inimigo, percebe que ele traz um dispositivo no pescoço parecido com os da SHIELD... só que maior. Ao atacar o vilão... o Capitão se surpreende. Trata-se apenas de um homem comum, com o rosto profundamente marcado por queimaduras. Eles lutam e parecem se equivaler em destreza quanto a combate físico. Tanto que o vilão consegue explicar que pretendia cansar o Capitão ainda mais, levando-o a rodar o mundo atrás de pistas. Uma agenda queimada nas ruínas levaria o herói ao Congo; informações no laptop de um traficante de armas apontariam para a Guatemala; as últimas palavras de um ferreiro o levariam às montanhas curdas. E assim por diante.

"Esse monstro... Quantos gritos ele deve ter trazido ao mundo? Quantas vidas essas mãos calejadas sufocaram, queimaram ou fizeram sangrar até a morte? Quantos sobreviventes foram aterrorizados em seus sonhos? Onde eles encontrarão paz, com tudo o que já viram? Você nunca saberá."

Capitão América consegue abater seu inimigo. Policiais alemães cercam o local... mas atacam o Capitão. Todos eles trazem o dispositivo pendurado no pescoço... que os mantém controlados pelo vilão. Seus usuários acreditam que, se morrerem, tal dispositivo transferirá suas mentes para outro corpo... o que não é verdade. Ele explica que plantou a tecnologia na companhia sobre cujas ruínas eles estão agora. Na investigação, a própria organização acabou tomando para si aquela tecnologia... sem saber que ela daria controle a um inimigo. A ideia, agora, é dominar todas as forças armadas americanas... e acabar com o mundo. O vilão, desconhecido, conta um pouco sobre quem ele é.

"Guerrilheiros mataram meu pai enquanto ele trabalhava no campo... com balas americanas. Armas americanas. De onde eu vim? Àquela altura, meu pai não sabia o que era a Guerra Fria... Lembra? Quando os soviéticos eram seus maiores inimigos? O Império do Mal? Minha mãe não sabia que nosso país estava bem no meio de uma guerra civil não declarada entre seus aliados e os aliados do mal... Então ela correu para encontrar seu marido. Minha mãe foi interrogada e morta a tiros. Nossa casa foi incendiada. O fogo me deu meu rosto, mas não fez de mim um monstro. Você conhece sua história, Capitão América. Me diga de onde vem o seu monstro. Você não sabe responder. Vocês jogaram esse jogo em lugares demais. Na África. Ásia. América do Sul. Nós morremos."

Capitão América reconhece esse discurso. E até enxerga certa razão nele. Porém, o povo... o povo nunca soube.

"Nós sabemos agora. E aqueles dias acabaram... Aprendemos com nossos erros. Mas você... Você diz ter visto inocentes morrerem... Conhece essa perda. Sentiu esse sofrimento. Você está cego. Não enxergou nada além da própria dor, do próprio ódio... ou você morreria antes de causar essa mesma dor a outro homem... qualquer homem, mulher ou criança... Você não é melhor do que os senhores da guerra que o criaram. Seja você de onde for."

Finalmente, tomado pela fúria, o Capitão América derrota o seu oponente... e o entregará às autoridades.

"Eles sempre estarão conosco. Os Genghis Khans. Os Calígulas. Os Hitlers. Os monstros. Com sua sede de sangue, seus brinquedos assassinos... e suas mentiras. Mas nós podemos deter a onda de sangue. Desafiar as sombras. Defender o sonho. Nós, o povo. Todos têm a liberdade e o poder de lutar... pela paz."

2 comentários:

Anônimo disse...

Uau, esse texto/roteiro ficou perfeito *aplausos*



beijos
Jovie

Marcos Dark disse...

John Ney Rieber inspirando.