sábado, 18 de janeiro de 2014

O DIÁRIO DE STEVE ROGERS - Parte 559

 - Captain America n° 3 (Agosto de 2002)
* "Soft Targets", escrita por John Ney Rieber, desenhada por John Cassaday, colorizada por Dave Stewart

Publicada no Brasil, pela Editora Panini, na revista Marvel 2002 n° 11 ("Alvos Frágeis")

O Capitão América está cercado por seguidores de Al-Tariq. São apenas crianças... armadas com facas e machadinhas. O terrorista se comunica através de pequenos rádios que carregam em seu pescoço. Quando o Capitão diz que, na América, eles não fazem guerra com crianças, Al-Tariq chama a atenção para os braços e pés de seus seguidores. Próteses.

"Minas sobrevivem às guerras... não são desarmadas com tratados. Granadas caem, às vezes, sem detonar... mas explodem ao menor toque. Qualquer toque. Concentração, soldado. Você só pode lutar uma batalha por vez... e sua batalha é aqui."

Cercado e evitando ferir as crianças, há um momento em que o herói parece dominado, mas consegue se defender da apunhalada certeira. A criança a sua frente, com o corpo cheio de granadas... não pensa duas vezes em explodir a si mesma. Um ataque suicida. Uma das crianças sobrevive e agora entende que o Capitão não é o inimigo que seu mestre mostrava. O herói corre para salvar os cidadãos feitos reféns na igreja... mesmo sabendo que a tentativa poderá matá-los. Faltam dez minutos para que as minas sejam detonadas.

"Às vezes... não há tempo. Tempo pra procurar entre os escombros um lampejo de esperança. Tempo para escolhas. Guerra é o inferno... quando o campo de batalha não lhe dá alternativas. Quando o inimigo não lhe dá escolha. Somos odiados somente por ser livres... Livres, prósperos e bons? Ou a luz que vemos projeta sombras que não enxergamos... onde monstros como Al-Tariq podem plantar as sementes de sua ira? As perguntas não importam. Não aqui. Não agora. Nada importa... exceto as pessoas."

O herói consegue passar pelos demais terroristas e chegar até Al-Tariq. Porém, ele ainda tem o detonador. Atacando-o velozmente, o Capitão América consegue desarmá-lo. Os reféns estão salvos. Aproveitando a presença da imprensa, que também era refém do terrorista para enviar suas mensagens, o Capitão decide transmitir uma mensagem ao povo.

"De onde estou... eu não vejo guerra. Eu vejo ódio. Vejo homens, mulheres e crianças morrendo... porque o ódio é cego. Cego o bastante... pra mobilizar uma nação inteira por causa das ações de um só homem. Eu não posso fazer parte disso. Não depois do que vi hoje. A América não matou Faysal Al-Tariq. Eu matei."
ÂmagoNews

Escrevendo, para o Dínamo Studio, a nova série de artigo sobre os X-Men de John Byrne e Chris Claremont : Os Bons Companheiros

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