sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

O DIÁRIO DE STEVE ROGERS - Parte 558

- Captain America n° 2 (Julho de 2002)
* "One Nation", escrita por John Ney Rieber, desenhada por John Cassaday

Publicada no Brasil, pela Editora Panini, na revista Marvel 2002 n° 10 ("Nação Unida")

"Durma... enquanto pode. O jornal está no chão na varanda. Mentindo pra você sobre o terror. Terror não é um estilete de quatro dólares. Ou um envelope com morte em pó. É o ódio. O ódio cego. Ardendo nos olhos de um estranho."

A pequena cidade de Centerville, com seus seiscentos habitantes, foi tomada por terroristas em um domingo de Páscoa. Al-Tariq, que assume a autoria do ataque, espalhou detonadores, ligados a minas de fragmentação por toda a cidade, impedindo um contra-ataque mais numeroso. As minas, na verdade, tem quatro horas até que comecem a se autodestruir. Para piorar, a exigência do terrorista... é o próprio Capitão América.

Chegando ao local, Capitão América encontra as minas espalhadas pela cidade, ligadas por cabos. Os pequenos paraquedas demonstram que foram jogados de um avião. Quatrocentos e oitenta quilômetros dentro do espaço aéreo americano. Chove. A visibilidade é quase nula em um lugar cercado por cabos que já são difíceis de perceber. No alto de um pequeno prédio, o herói encontra atiradores, aguardando para alvejá-lo pelas costas. Os fanáticos parecem não se importar com a própria vida, enquanto o Capitão os derrota.

"A chuva não é o bastante. O céu devia estar queimando... ou sangrando... se Deus estivesse assistindo a isto. Sangue em suas mãos, eles dizem... Como se parasse por aí, em seus pulsos. Como uma luva. Como se houvesse alguma parte em você que não estivesse manchada ou pingando. Você tinha dezenove anos quando sentiu isso pela primeira vez. Essa descrença. Essa fúria. Olhos ardendo. Garganta seca. Sufocando em meio à fumaça de mil lares ardendo em chamas. Você já tinha o corpo há quase um ano. O treinamento. As cicatrizes. Já tinha sido baleado tantas vezes, que ria quando encarava o cano de uma arma. Mas você não era um soldado. Não estava acostumado... com a guerra."

Com o escudo, o Capitão América consegue detonar algumas das minas. Ele ainda tem uma hora antes que todas se acionem. Perto da igreja, onde parte da população é refém, ele é cercado por seguidores de Al-Tariq. O terrorista, por sua vez, através de um transmissor, preso em seus jovens lacaios, diz que aquelas são suas ovelhas.

Continua...
ÂmagoNews:

O Homem Aranha está morto! Longa vida ao Homem Aranha! Participando do divertido podcast Inominata 616 : Nos Tentáculos do Doutor Octopus

4 comentários:

Anônimo disse...

DM, eu retiro o q disse.
Na outra estória não ficou exagerado, mas agora está.


Beijos
J.

Marcos Dark disse...

Então...

Por ser uma obra de ficção, o que se segue é uma alegoria ao estado de espírito em que os americanos ficaram após os atentados. John Ney Rieber, ao contrário do que se imaginava, fez uma ácida crítica não apenas a favor dos americanos ou escolhendo um lado como vilão. Sua abordagem, na verdade, foi no sentido de que todos os povos estão sujeitos a serem atacados dessa forma. Os Estados Unidos foram atacados por seus inimigos e não por uma nação inimiga. A nação de onde se originam os terroristas estava tão (ou mais) vulnerável a esses ataques que os americanos. E, pior, vulnerável até mesmo contra os mesmos terroristas originados por lá. Nessa história, foi utilizado o estilo de se passar essa mensagem... ao bom estilo super-herói.

Anônimo disse...

E a DC? Ela fez o mesmo com o Superman ou outro herói?

beijos
Jovie

Marcos Dark disse...

Mediante os acontecimentos da época, a Marvel ousou mais que a DC.
A DC, na verdade, escancara mais o lado crítico, principalmente no que se refere a seu selo Vertigo. Mas a Marvel, digamos, fez um marketing melhor no que se refere às repercussões.