domingo, 1 de dezembro de 2013

O DIÁRIO DE STEVE ROGERS - Parte 528

 - Captain America n° 7 (Julho de 1998)
* "Hoaxed", escrita por Mark Waid, desenhada por Dale Eaglesham e Andy Kubert, artefinalizada por Scott Koblish e Jesse Delperdang

Publicada no Brasil, pela Editora Abril, na revista Marvel 2000 n° 7 ("A Farsa")

"Três horas atrás, o país explodiu. Em Los Angeles, um homem com um taco de beisebol duvida que seus vizinhos sejam os hindus que alegam ser. Em Denver, um professor protege seus alunos de tijolos e pedras... mas tem medo que eles não sejam o que parecem. No Alabama, uma mãe que nunca entendeu as roupas e o penteado do filho percebe que agora tudo ficou claro. E toda a Costa Leste se transforma num caldeirão de ódio e medo em que as pessoas se atacam como cães raivosos. De costa a costa, o país está em pânico... convencido de que um em cada dez cidadãos foi substituído por um alienígena transmorfo da raça skrull... pela palavra do Capitão América... a figura mais confiável do país... ou deveria ser."

Diante do caos, Steve Rogers decide agir sem seu uniforme, o que talvez espalhasse ainda mais o caos. Os Vingadores são convocados para auxiliar em conter o pânico.

O skrull que se passa pelo Capitão América está prestes a dar mais um pronunciamento, incitando a população a atacar Washington, convencendo a todos que o próprio presidente e os senadores são skrulls. Com a ajuda de Tony Stark, Rogers consegue criar um dispositivo que desmascara o skrull diante das câmeras. Com isso, os Vingadores e o Quarteto Fantástico convencem a imprensa a espalhar que a invasão alienígena é uma farsa criada pelo falso Capitão América. Enquanto isso, ainda diante das câmeras, e agora vestindo o uniforme (provando ser o verdadeiro herói), o Capitão derrota o alienígena.

Em seguida, para convencer o restante do país, o herói dá um pronunciamento:

"... enquanto eu estava preso, o skrull usou minha identidade para trair o país. Agradecemos aos Vingadores e ao Quarteto Fantástico por controlarem o pânico... mas o único perigo veio da paranoia geral. Eu sempre me preocupei com a confiança que o país tem em mim. Eu não me importo com popularidade. A "Capmania" me transformou de símbolo em ícone. As pessoas queriam respostas de mim... tanto que o skrull aproveitou isso para enganar o povo americano. Se a culpa foi do povo americano? Não e sim. Eu também sou o povo americano. E também fui seduzido pela idolatria. Eu me tornei arrogante... e isso favoreceu o skrull." 

"Peço desculpas a todos. Mas me assusta ver que o povo acreditou que eu pedisse essa reação... Como puderam interpretar tão mal tudo o que eu represento? Isso... ... não é culpa de ninguém... só minha. Vocês não entendem o que eu represento porque eu tenho tido dúvidas. Sempre defendi o sonho americano... mas esse termo está ficando difícil de definir... assim com o que sou. Este país não sabe mais o que ele é. Estamos todos perguntando qual será nosso papel na aurora de um novo milênio... então deixem que esclareça o meu papel, de uma vez por todas."

“O Capitão América não está aqui para liderar o país. Eu estou aqui para servi-lo. Se eu sou um capitão, eu sou um soldado. Não de qualquer braço militar... mas do povo americano. Anos atrás, numa época mais simples, este traje e este escudo foram criados como símbolos para ajudar a tornar a América na terra que ela deveria ser... para ajudar a realizar seu destino. Ricocheteando entre duelos contra supervilões, nem sempre esse propósito era o foco. Há uma diferença entre lutar contra o mal e lutar pelo bem comum. Eu nem sempre fui capaz de escolher minhas batalhas... mas efetivo e imediatamente, eu vou me esforçar para escolher as batalhas que importam. Batalhas contra injustiça... contra o cinismo... contra a intolerância. Eu ainda servirei com os Vingadores. Eu continuarei a defender essa nação de toda e qualquer ameaça que ela enfrente. Mas, a partir de hoje, eu não sou um "super herói". Agora e para sempre... eu sou um homem do povo.”

"Juntos, vocês e eu identificaremos e confrontaremos os problemas da América. Juntos, nós entenderemos o que somos... e o que podemos ser. Juntos, definiremos o sonho americano... e iremos torná-lo realidade."
A+:

* No museu tomado pela Hidra, uma estátua mostra a figura do Superman, da editora DC Comics, porém "disfarçado" com um X em seu peito, ao invés do conhecido "S".

* O Hidra "Sensacional" age de uma forma mais irresponsável e sádica do que os vilões desse grupo agiriam. Logo em sua estreia ele sai da boca do corpo conservado da falecida Modam, brincando que está dublando-a. Também corta o braço de um dos terroristas apenas para provar, literalmente, o grito de guerra do grupo, onde diz que, ao se cortar um braço, outros dois irão nascer (citação à hidra mitológica e, obviamente, algo que é apenas simbólico para o grupo... para o azar do agente que teve o braço decepado). A frieza desse novo e misterioso líder também é mostrada em uma cena onde ele brinca com o braço decepado do subalterno, como se fosse um taco de beisebol. Apesar de o modo estranho levar ao final, onde é mostrado que ele era um skrull, vale ressaltar que nem mesmo integrantes anteriores dessa raça tinham esse tipo de humor doentio. Uma das suas características estranhas é ser um grande fã das Spice Girls.

* O presidente americano retratado nessa saga, salvo pelo falso Capitão América, é Bill Clinton.

* Andy Kubert passa a ser desenhista oficial da série (estreando timidamente nas últimas páginas da edição 7). Anos atrás, quando os artistas da Marvel partiram para formar a Image, Andy (irmão de Adam e filho de Joe) substituiu o então astro dos quadrinhos Jim Lee na revista mensal dos X-Men

2 comentários:

Anônimo disse...

Olá!!!!!!

Ainda é 1998, mas a década já tá no fim e o Lixofield se foi....e OLHA só esse discurso do Cap, que coisa linda, é tipo, algo de antes dessa era sombria.
Awww, agora sim, tudo voltou ao normal, aquelas palavras são tão a cara do Steve <3

Beijos
Jovie

Marcos Dark disse...

"Lixofield"... hahahahahaha