terça-feira, 17 de setembro de 2013

O DIÁRIO DE STEVE ROGERS - Parte 489


 - Captain America 443 (Setembro de 1995)

* "Twilight's Last Gleaming" - Escrita por Mark Gruenwald, desenhada por Dave Hoover e artefinalizada por Danny Bulanadi

Publicada no Brasil, pela Editora Abril, na revista Marvel 97 n° 9 ("O Último Brilho do Crepúsculo")

O coração do Capitão América, devido aos efeitos das degeneração pelo soro do supersoldado, está fraco. Nem mesmo a armadura parece lhe dar forças o suficiente para prosseguir. Em um beco escuro, o herói se arrasta. De repente, um corvo o sobrevoa... e se torna um homem. Inicialmente, o herói pensa se tratar de um inimigo que veio atacá-lo em um momento de fraqueza. Mas é o místico Corvo Negro que veio como amigo. Na verdade, Corvo Negro traz uma agourenta previsão. Dentro de vinte e quatro horas o coração do Capitão América irá parar... e ele irá morrer.

Lentamente, o Capitão se levanta. Sua armadura permite que ele vá atrás do vilão que o derrubou no beco: Nefárius. Mas o herói, agora sabendo que tem menos de 24 horas de vida, deixa que o vilão escape. Afinal, os vingadores, por exemplo, podem dar conta dele. E com tão pouco tempo, alguns assuntos pessoais merecem sua atenção.

Primeiramente, ele segue para seu quartel-general em Brooklyn Heights, onde encontra Redentora, Jack Flag, Fabian e o piloto Moonhunter. Enquanto se dirige ao seu quarto, o herói convoca uma reunião. Em seus arquivos pessoais, o Capitão encontra uma foto de Sharon Carter, a mulher com quem se envolveu por mais tempo e a que partiu... de forma mais dolorosa. Mesmo depois de tanto tempo, toda semana ele vê alguém que faz com que se lembre dela. Logo, ele irá se juntar a Sharon. Ele encontra documentos que entrega a sua equipe. Papéis que permitem que continuem com a linha direta após a sua morte. Com pesar, os integrantes recebem informações sobre sua condição, seu prazo e que ainda precisa se despedir de algumas pessoas, retornando para a base a fim de constatar se a morte realmente virá. Sua equipe se junta... e o abraça.

O Capitão América se sente feliz por sua vida ter lhe dado pessoas que realmente se importam com ele. Mas o que ele teria de mais importante a fazer além de ficar com essas pessoas? Será que seria correto perseguir algum de seus inimigos? Procurar por Cascavel? Há sentido em gastar seu pouco tempo em prováveis buscas à toa? De repente, ele lembra de alguém: Ossos Cruzados, preso em uma penitenciaria.

Um dos maiores adversários do Capitão o recebe como visita, cercado de guardas. O vilão, apesar de não estar exatamente em um presídio de segurança máxima, ainda espera pelo resgate de seu empregador, o Caveira Vermelha. É justamente isso que o Capitão América vem questionar com Ossos Cruzados, informando-o que o Caveira está em uma operação gigantesca e que, se realmente precisasse dele, já o haveria resgatado. Inicialmente, o vilão pensa que o Capitão está plantando aquela informação com a intenção de descobrir onde o Caveira se encontra. No entanto, o Capitão América diz que o visitou por outro motivo. Ele acredita que ninguém está além da redenção. Por isso luta tanto para preservar a vida... mesmo a vida de... assassinos. Acredita também que a pessoa pode se redimir... enquanto estiver viva. Assim, poderá haver algo de bom até em alguém como Ossos Cruzados. Amor por sua mãe, por um animal, por uma mulher... É algo que herói gostaria de saber. No entanto, Ossos Cruzados só confirma que ele ama... odiar! A verdade é que o Capitão esperava um último confronto com o Caveira.

O herói decide que não quer gastar suas últimas horas tentando enfrentar inimigos. Ele se lembra de Bernie Rosenthal e a vê em um tribunal, exercendo o cargo de advogada. Ele se pergunta se teve algo a ver com a decisão de sua ex-namorada em seguir a advocacia... ou se ele faria isso de qualquer jeito. No caminho para visitar Sam Wilson, o Falcão, descobre que seu ex-parceiro está com problemas, tendo um sobrinho baleado. Não é uma boa hora para visitas daquele tipo. Segue para o quarto de Arnie Roth, que está lutando pela vida contra um câncer. O Capitão se despede de Arnie por ter sido um bom amigo. O que ele não percebe é que, assim que sai do quarto... o coração de seu amigo pára de bater.
Uma ligação informa que a mãe de um dos garotos da linha direta foi assassinada. Infelizmente, ele não pôde estar por perto. Às vezes, há situações em que não há heróis por perto.

Quando chega à Mansão dos Vingadores, o Capitão América encontra apenas o mordomo Jarvis. Porém, faltando apenas 10 horas de vida, o sistema de segurança do local captura um antigo inimigo: Batroc. Na verdade, o assustado vilão veio avisar o herói sobre um assassino de uniformizados na América do Sul. O Capitão atualiza Batroc e diz que já o pegou e que era o vilão Todo-Mundo. Batroc diz estar agradecido, afinal o vilão matou seu amigo Machete, e oferece pagar uma bebida ao herói. O Capitão não aceita o convite, até sendo meio ríspido. Batroc insiste, tentando puxar conversa sobre a mudança de visual do herói e até mesmo por notar que ele tem algo a lamentar. Mesmo desconfiado de que o vilão pretende provocar uma luta, estudando se a armadura é devido a sua fraqueza, o Capitão o convida a entrar na Mansão.
 Em uma situação inusitada, os dois inimigos tomam chá na biblioteca da Mansão dos Vingadores. O Capitão revela que não irá viver depois daquela noite. Batroc lamenta, pois foi o único inimigo que nunca derrotou e pergunta se pode fazer algo. O Capitão diz que gostaria que, pelo menos ele, se regenerasse, pois o mundo precisa de heróis.

Após a conversa com Batroc, o Capitão vai até seu quarto e adormece. Quando Jarvis vai acordá-lo... o herói parece quieto demais. Quieto a ponto de seu estado ser preocupante e ele chamar os outros Vingadores... Assim que chegam e acendem a luz do quarto constatam, na cama, a figura do Capitão... imóvel. Porém, trata-se apenas da armadura, que está vazia. O homem que a ocupava sumiu misteriosamente. Não há nenhuma pista de sua saída. Mercúrio pode ver, ao longe, apenas a silhueta de um corvo se afastando. 

A+:

* Última história escrita por Mark Gruenwald. Foi o autor que mais tempo passou trabalhando com o Capitão América continuamente, permanecendo no título por dez anos (1985 a 1995). Um ano depois de escrever sua última história do Capitão, Gruenwald faleceu devido a um ataque cardíaco. Conhecido por ser sempre brincalhão, a morte do editor e escritor foi recebida pelos seus amigos como uma piada, uma brincadeira a qual ele tramava algo. Infelizmente, não se tratava de um trote. Atendendo a seu pedido enquanto vivo, foi cremado e suas cinzas misturadas com a tinta de impressão do primeiro encadernado do Esquadrão Supremo.

2 comentários:

Anônimo disse...

Nossa que estória fofa nessa mar de tosquice!!!!
E o Arnie finalmente morreu hein? Depois de sempre sofrer muuuuuuito, finalmente mataram ele. Tadinho.
(Agora ele pode se reencontrar com o Michael <3 )

Poxa, o Mark G ficou tanto tempo q é até triste a saída dele.

Mas misturar as cinzas na tinta é creepy.

Beijos
Jovie

Marcos Dark disse...

Pelo menos o Gruenwald se despediu com a cabeça erguida. E ele ainda continuaria como editor chefe da revista enquanto em vida.

Já a questão das cinzas, verdade que é um tanto mórbido, apesar de compreensível pelo profissional envolvido que era.

Pior foram os integrantes da banda Kiss que, quando tiveram uma pela Marvel, reza a lenda que pediram para misturar sangue com a tinta de impressão.