segunda-feira, 16 de setembro de 2013

O DIÁRIO DE STEVE ROGERS - Parte 488

 - Captain America 442 (Agosto de 1995)
* "Broad Stripes and White Stars" - Escrita por Mark Gruenwald, desenhada por Dave Hoover e Sandu Florea, artefinalizada por Danny Bulanadi

Publicada no Brasil, pela Editora Abril, na revista Marvel 97 n° 9 ("Listras Largas e Estrelas Brancas")

Capitão América está orgulhoso da atuação de Jack Flag e Redentora no caso da Ilha da IMA. Até então, ele não tinha certeza se os novatos estavam preparados para algo dessa importância. Após a missão, o herói voltou a usar a armadura, uma vez que a energia que permitiu que ele se movesse sem ela... se foi. E justamente pensando no desgaste a que se expôs em todos esses anos é que o Capitão América quer que o casal de parceiros descanse... tirem férias e relaxem entre uma missão e outra.

Na ala de câncer do Hospital Tisch, em Manhattan, o Capitão faz uma importante visita. Os médicos disseram que Arnie tem lutado bravamente. Ao chegar ao quarto, mesmo de armadura, o herói se identifica ao debilitado amigo como Steve Rogers. Ao olhar para o Capitão usando seu novo visual, Arnie se lembra de um programa de rádio apresentando o herói chamado O Assobiador. Ele dizia "Sou o Assobiador e eu sei muitas coisas, pois caminho pela noite..." Em 1943, mudaram o ator original e nunca mais soou direito de novo. Arnie sempre achou o original com mais ironia, um tom de sabe-tudo na voz... já o novo... não. Não deixa explícito, mas o que ele quer dizer é que, olhando para como as coisas mudam (até em relação ao Capitão), não se deve substituir as pessoas. Após a reflexão, Arnie adormece.

Ao voltar para Brooklyn Heights, o Capitão é informado por Fabian que, após rodar alguns programas de busca de crimes, como havia solicitado, encontrou algo... estranho. Um homem foi encontrado morto no metrô, apunhalado no coração. A polícia não identificou, mas ele estava com um convite pra uma festa com o endereço rasgado. Arnie mostra o texto do convite:

"Caro herói da Era de Ouro, você está convidado para a Festa de Gala do 50° aniversário do fim da 2ª Guerra Mundial na residência de Thomas (o Anjo) Halloway, Heavenview Estates 2500, Palos Verdes, Califórnia, no dia 17 de junho, das 15 horas à meia-noite."

O mais estranho é que aquela não é uma cópia do convite original... mas o convite original para o Capitão América. Ele foi convidado para a mesma festa. O herói decide comparecer.

Ao norte de Los Angeles... a festa da Era de Ouro está para começar. O Capitão comparece. O dono da propriedade é realmente Thomas Halloway, um dos primeiros combatentes do crime dos anos 40. Ele surgiu antes do Capitão América. Thomas foi o primeiro a se chamar de Anjo. A julgar pela decoração, cheia de estátuas angelicais, Halloway não perdeu o interesse pelo seu codinome. Segundo o relatório do Agente Americano, anos atrás Halloway financiou vários matadores que estavam eliminando os criminosos uniformizados do submundo. Mas não há evidências suficientes para condená-lo. Devido aos últimos acontecimentos, o herói se pergunta se Halloway não teria mudado o foco de sua cruzada de criminosos pra heróis. No salão, encontra outros velhos representantes da era de ouro do heroísmo... uma era que reivindica o Capitão como membro. Todos os heróis, hoje com mais idade e em suas identidades civis, recebem com orgulho o Capitão América. Muitos deles foram inspirados pelo herói. Apesar do clima comemorativo, o Capitão alerta sobre o perigo de um possível matador de heróis.

Quase como se respondendo ao alerta do Capitão, no alto das escadas do salão, o Hauptmann Deutschland (espécie de Capitão América da Alemanha) ameaça a todos. O Capitão América estranha ameaça, uma vez que já atuou ao lado dele e sabe que é um herói. O visor de sua armadura detecta uma distorção ao redor do Hauptmann, algo que ele não havia notado antes (apesar de antes não usar um visor de armadura de alta tecnologia). O herói tenta subjugá-lo com uma contenção de mylex... mas ele desaparece. O herói pede que os veteranos permaneçam no salão e persegue o alemão que, ao ser emboscado, pergunta por que está sendo perseguido e atacado. O escudo rebate e volta, sem derrubá-lo. Talvez esteja usando uma espécie de campo de força. O Hauptmann alerta o Capitão sobre um ataque... mas é tarde demais e o herói é apunhalado pelas costas. Logo em seguida, uma foto com esse mesmo ataque é colocado ao lado dele... quando cai ao chão.

Os demais veteranos flagram Hauptmann com o Capitão América ferido no chão e decidem linchar o suposto agressor. Hauptmann redireciona a força deles mesmos contra eles e corre para a direção do garçom... que começa a desaparecer. Possivelmente o agressor do Capitão. No meio da confusão... o Capitão América também desaparece.

Logo depois, o Capitão, já recuperado, encontra o garçom e retira um dispositivo em sua cintura, que estava prestes a ser usado. O cinto era um projetor holográfico como os usados pelos vilões Miragem e Camaleão. O campo de distorção acusado pelo visor da armadura indicou que esse equipamento estava sendo usado. De fato, a espada que feriu o Capitão está nas mãos do falso garçom. Antes que o assassino fuja, Hauptmann o intercepta e redireciona a estocada da espada dele de volta pra ele mesmo. O vilão matou pela espada... e morreu por ela com um golpe no coração. É notado que a espada está estranhamente curta. Quando o vilão tentou ferir o Capitão, sua armadura encolheu a arma via partículas Pym enquanto penetrava na camada exterior.

Durante muito tempo, o vilão se passou por parceiro de Hauptmann, conhecido como Zeitgeist. Porém, na verdade, ele era o vilão que usava a alcunha de Todo-Mundo. Não se sabe o real motivo dos assassinatos. O Capitão América apenas suspeita que talvez ele acreditasse que a existência de super-humanos ridicularizava as conquistas dos homens comuns. E ele só iria parar depois de eliminar todos.
A+:

* Como de costume, Mark Gruenwald sempre "cavava" personagens obscuros dos recônditos mais longínquos dentro do universo Marvel. E quando se imaginava que ele já havia chafurdado tudo o que se refere a personagens esquecidos... ele volta-se ao passado, para a Era de Ouro dos quadrinhos, quando a Marvel ainda não se chamava Marvel, e relembra seus personagens mais antigos. É justamente isso que faz com esse encontro de heróis veteranos. É até irônico que o autor utilize um vilão como o Todo-Mundo, apesar de não ser sua criação, uma vez que, literalmente, ele pode se tornar qualquer uniformizado que desejar (sem, necessariamente, adquirir os mesmos poderes). Praticamente é ter em um único personagem a chance de mostrar outros esquecidos. Em tempo: o próprio Todo-Mundo é um vilão dos mais obscuros, tendo pouquíssimas aparições.

* Tornando-se uma espécie de serial-killer de uniformizados, Todo-Mundo havia sido exilado na América do Sul, onde começaram a aparecer suas primeira vítimas. Uma das primeiras foi um personagem chamado Captain Forsa, herói que atuava no Brasil. Esta história foi publicada em uma edição das histórias da Tropa Alfa, não publicada no Brasil.

* O personagem conhecido como O Anjo, identidade de Thomas Halloway, de fato foi criado nos quadrinhos antes do Capitão América. Sua primeira aparição se deu na primeira edição da revista Marvel Comics, da editora Timely (que, décadas depois, se tornaria a editora Marvel, em referência a sua primeira revista), em Outubro de 1939. Criado por Paul Gustavson. Basicamente, o herói era um detetive fantasiado que, no entanto, não tinha nenhum superpoder. Sequer escondia sua identidade sob a máscara. Perdendo sua mãe muito cedo, foi criado pelo pai, diretor de uma prisão, que levava o filho para o trabalho. Lá, Thomas aprendeu algumas habilidades especiais com os próprios detentos e também teve uma visão diferenciada do submundo do crime. Posteriormente, já agindo como super-herói, utilizava uma capa mística que o permitia voar. Ainda assim, usou pouquíssimo esse recurso. No Universo Marvel atual, Tom se revelou como o principal responsável em financiar as ações dos Carrascos do Submundo (agentes que matavam supervilões e que foi enfrentado pelo Capitão América). Por uma questão cronológica, o irmão mais novo de Thomas, Simon, é citado como o detentor da identidade do segundo Anjo. Simon foi morto nesta história pelo vilão Todo-Mundo.

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