domingo, 15 de setembro de 2013

O DIÁRIO DE STEVE ROGERS - Parte 487

 - Avengers 388 (Julho de 1995)
* "Into The Breach" - Escrita por Bob Harras e Terry Kavanagh, desenhada por Mike Deodato Jr., artefinalizada por Tom Palmer

Publicada no Brasil, pela Editora Abril, na revista Marvel 97 n° 8 ("Rupturas")

Com a explosão de energia do fragmento de cubo cósmico criado pela IMA, a ilusão que mostrava Boca Caliente como uma ilha... desaparece. Na verdade, o local é um complexo tecnológico criado pelos adaptóides. Agora, a energia do cubo está prestes a destruir toda a realidade.

O Capitão América está próximo ao local da explosão, quando seus músculos começam a se enrijecer devido à degeneração em seu corpo. A vilã Superia, aproveitando desse momento, oferece ao herói mais uma dose da fórmula que criou para lhe dar resistência temporária. Em troca, ela propõe uma dívida de honra. O Capitão não aceita e estapeia a mão de Superia, fazendo a seringa em sua mão voar para as mãos... do Caveira Vermelha. Devido a seu corpo ser clonado de Steve Rogers, o vilão também sofre do mesmo mal degenerativo. Com a fórmula em mãos, ele encontrou um meio de salvar somente a si mesmo. Antes de desaparecer, e para garantir que seu rival não terá a mesma chance de cura, o vilão dispara uma forte rajada contra Superia.

Cambaleante, o Capitão América encontra um adaptóide avariado, mas percebe que aquele... era o menino que o resgatou na ilha, quando começou a ter ilusões de que Bucky estava vivo. O robô explica que muitos deles se passavam pelos ilhéus para mantê-los sob vigilância. Ilhéus, inclusive, que estão sendo resgatados pelo restante dos Vingadores, Jack Flag, Redentora e Rachel, que agora assumiu a identidade de Boca de Leão e trabalha para Superia.

Com suas últimas forças, o Capitão carrega o corpo do adaptóide. A curiosidade do robô em alcançar o infinito, além de estar tocado pela tenacidade do Capitão, o faz transformar seu corpo em um elemento parecido com mercúrio, que sela a contenção de energia, salvando a todos. Com esse último esforço, o robô é desativado.

O Capitão América, já com seu corpo totalmente paralisado e sem sua armadura, é resgatado pelo Falcão e levado pelos Vingadores.
A+:

* A interligação das revistas mensais do Capitão América e dos Vingadores, enquanto ocorria a saga "Tomando a IMA", mostra bem o direcionamento tomado pela Marvel para se adaptar ao novo tipo de quadrinhos popularizado nos anos 90 (mais precisamente pela rival Image). Nas páginas das histórias dos Vingadores, a editora encontrou o contra-ataque ideal com a arte do brasileiro Mike Deodato Jr. Apesar da qualidade de seu traço, é marcante a quadrinização sempre explosiva, bem característica daquela época. Isso também refletia no trabalho de Dave Hoover, que já vinha trabalhando as histórias do Capitão e demonstra uma significativa tentativa em apresentar um estilo similar ao exigido pelo mercado da época.

4 comentários:

Anônimo disse...

DM, meu computador trava e quando volto encontro essa capa super fofa <3 Amei a mudança!!!!!!!

O que aconteceu com a "Image" depois que ela foi lá e destruiu, digo, mudou o mercado de hq da época? Essas coisas toscas acontecendo (não só na revista do Cap, Mulher Maravilha sabe bem disso)foi tudo culpa deles.
Saiu alguma hq de qualidade da Image q sobreviveu aos anos? Ou foi tudo enterrado com o fim deles? Eles faliram, não faliram? (vc já comentou sobre isso em algum lugar....)

O título original dessa estória é uma alusão a "Henrique V"? Sabe, "Once more unto the breach, dear friends, once more"? Ou nada a ver?

Beijos
Jovie

Marcos Dark disse...

Obrigado, Jovie. O blog vai mudar a "cara" com mais frequência pra dar mais dinamismo e sempre trazer surpresas desse tipo pra você.

O que aconteceu com a Image é que ela... deu errado! Imagine a seguinte situação. Um grupo de fãs de quadrinhos consegue se profissionalizar e trabalhar para as editoras onde estão seus ídolos (no caso, a Marvel). Em pouco tempo, essa "panelinha" faz um sucesso estrondoso, sendo que cada vitória de um dos integrantes puxava o sucesso do outro. Esse mesmo sucesso subiu a cabeça de todos, que decidiram ficar independentes de seu antigo patrão (Bem... quanto pouca ou nenhuma liberdade criativa isso lá é parte verdade mesmo...). Enfim, decidem trabalhar "por conta própria".

Só que não basta desenhar conforme a estética da época. Tem que administrar. Uma revista em quadrinhos é mais do que um produto de uma EMPRESA. Uma revista em quadrinhos é como se fosse uma nova filial dessa mesma empresa, ou seja, tem que ser bem administrada para continuar e ser competitiva. Mas, os novos patrões (que agora trabalhavam por conta própria), só sabiam fazer... sucesso.

Só que aquele sucesso foi se tornando tão cansativo, a ponto dos integrantes da panelinha começarem a se desentender. Logo, cada um deles, ao contrário das revistas, acabou se vendo como uma empresa. Mas com um detalhe crucial, empresas rivais. O casamento perfeito acabou virando um pesadelo e tudo ruiu. Quanto ao mercado, que começou a acreditar nessa tendência de fazer sucesso (e, novamente, por falta de uma boa administração DE EMPRESA) acabou ruindo também. A Marvel quase faliu e o mesmo só não atingiu tanto a DC pois foi beneficiada, em parte, pela derrocada de seu principal concorrente e, como acompanhou tudo de uma distância mais segura, tinha lá sua gama de títulos mais variados para salvar a pátria.

Até mesmo o leitor teve culpa nisso tudo. A especulação por edição que PODERIAM se tornar raras virou quase uma bolsa de valores dos quadrinhos. Hoje, salvo algumas excessões, a verdade é que essas "raridades" nada mais são do que... papel impresso.

A Image não faliu. O amontoado de estúdios em que se transformou, cada qual tomou seu rumo. Os "meninos de sucesso", decidiram vender sua independência, com seus personagens independentes, para editoras que ainda os aceitassem (e se aceitassem), tornando-se tão ou mais dependentes do que antes. Já a Image EMPRESA se transformou, explorando um nicho diferente de quadrinhos que não batia exatamente de frentes com as duas maiores (especializadas em super-heróis) e hoje, digamos que até mais discreta, colhe os frutos de sucessos como Walking Dead, por exemplo.

Quanto ao título da história, remete sim a Henrique V. Mas sabe quando você lembra de uma citação sem exatamente uma referência para inseri-la na obra? Creio que o autor simplesmente pensou nesse trecho e o encaixou no título.

Anônimo disse...

Nossa, valeu pela aula de história <3

J.

Marcos Dark disse...

De um período negro da indústria de quadrinhos de super-heróis. Mas inevitável.