segunda-feira, 17 de junho de 2013

O DIÁRIO DE STEVE ROGERS - Parte 397

 - Captain America 383 (Março de 1991)
Publicada no Brasil na revista Capitão América 146 ("Lutando lado a lado com... o Sargento Fury e seu Comando Selvagem")

História: 

* "Fighting Side-By-Side with... Sgt. Fury and His Howling Commandoes" - Escrita por Tom DeFalco e Ron Frenz, desenhada por Ron Frenz, artefinalizado por Bob Petrecca

Na costa norte da França ocupada, durante a Segunda Guerra Mundial, Capitão América e Bucky investigam uma informação, fornecida pelo serviço de inteligência, sobre rumores de uma ofensiva do eixo. Ao que tudo indica, os nazistas estão levando milhares de trabalhadores escravos para aquela área. A missão da dupla é descobrir por que.

De fato, Bucky avista um comboio nazista se aproximando e a dupla decide pegar uma "carona" para conseguir respostas. Assim que os soldados os veem, começam a atacar. Mas a dupla é implacável na ofensiva. O Capitão se espanta com o fato de, entre os nazistas, haver um garoto fardado. Acontece que se trata de um membro da Hitler Jugend, o grupo de jovens seguidores de Hitler. Apesar de apontar uma arma para o herói, o jovem é dominado por Bucky, que dava cobertura para o herói. Pelo espelho retrovisor, Bucky ainda percebe o último soldado inimigo se aproximando, mas consegue fazer com que ele caia em um barranco na curva seguinte.

Alguns minutos mais tarde, os trabalhadores já estão seguros, seguindo para as montanhas. Bucky, observando que o uniforme do jugend é de seu tamanho, tem a ideia de assumir a identidade dele. Com isso, pode fingir que o Capitão é seu prisioneiro. Apesar dos temores de Bucky em ter que enfrentar todo o exército nazista, Steve o acalma dizendo que a ajuda já está a caminho.

Logo depois, em uma estação de trens, Bucky (disfarçado), entrega o Capitão América (também disfarçado) como um sabotador capturado. A dupla se separa, sendo que Bucky é levado até o comandante para esse lhe agradecer pessoalmente. Enquanto isso, no vagão onde o Capitão foi colocado para seguir com outros trabalhadores escravizados, a porta se abre e chega um velho conhecido do herói... Nick Fury, seguido de dois integrantes do Comando Selvagem.

Finalmente, o trem chega a seu destino... um local em frenética atividade construtiva. Um túnel, por onde os nazistas pretendem invadir a Grã-Bretanha. Um dos nazistas pede que Steve saia da fila, pois tem um trabalho pra ele. Fury oferece um cobertor a Steve, cochichando que dentro dele tem uma metralhadora. Steve agradece, mas diz que não irá precisar. Fury estranha a atitude (nessa época, o então Sargento Fury não sabia que Steve Rogers era o Capitão América).

O nazista que pediu que Steve saísse da fila era, na verdade, Bucky. Assim que a dupla se afasta dos demais, vestem seus uniformes. O jovem herói informa o Capitão que, ao ser recebido pelo comandante, decorou a planta do túnel e seus detalhes. Encontrou, inclusive, um depósito de dinamite que pode ser útil.

A dupla de heróis avistam Fury e o esperam passar antes de entrar em ação. Ocorre uma explosão e o Capitão América se encontra com Fury, explicando que acaba de impedir o acesso da principal força nazista. É a chance que eles têm de destruir o túnel. O Capitão ainda explica que há um detonador escondido em algum lugar no início do túnel... pra ser usado no caso de os ingleses descobrirem o plano. A ideia é que ele e Bucky encontrem o detonador... e o usem. Enquanto isso, o herói orienta que Fury fuja por alçapões de saída pro canal, descobertos por Bucky. Depois das orientações eles se separam.

Lutando contra uma enorme oposição, o Capitão América e Bucky embrenham-se por uma das passagens do túnel. A dupla tem que ser rápida, pois é apenas uma questão de tempo até que os reforços nazistas invadam o local. Os heróis chegam próximo ao detonador... que está sendo vigiado por uma horda de soldados. Só há uma forma de alcançá-lo. O Capitão lança seu escudo... e o atinge. E então, num estremecedor segundo, meses de planejamento nazista são destruídos à medida que a operação nazista chega a uma estrondosa conclusão.

Alguns instantes depois, duas figuras familiares chegam à superfície do canal... Apesar de o Capitão ter um estilhaço em sua perna direita, ele está bem. Logo, são resgatados por um submarino. O Capitão está calmo em relação a Fury. Afinal, como bem observa, homens como ele e seu Comando Selvagem são a força na qual a América foi fundada. Eles sempre estarão por perto pra defender a justiça.
A+:

* Esta é a história secundária da edição onde se comemorou o cinquentenário do Capitão América. O desenhista Ron Frenz emulou o traço de Jack Kirby, para passar o mesmo clima das antigas histórias do Capitão América na Segunda Guerra (publicadas nos anos 60). Frenz, na verdade, trazia forte influência de Kirby em sua própria arte (algo demonstrado quando desenhou a revista mensal do Thor). O roteiro de Tom DeFalco também fazia uma homenagem a esse período, trazendo uma interação entre Capitão e Bucky, muito mais descontraída e humorada. A dupla, mesmo sob fogo cerrado, não poupa piadas a cada situação enfrentada... e vencida.

* O auxiliar de editor dessa edição (e da próxima, ambas sem crédito a seu nome), mas trabalhando na Marvel como estagiário, é Dan Slott, que se tornaria um dos escritores mais polêmicos décadas depois, escrevendo o Homem-Aranha. Slott foi indicado por Fabian Nicieza, escritor regular das revistas mutantes da Marvel, quando elas estavam em seu auge (de vendas) na década de 90. Após o estágio, no entanto, Slott preferiu terminar seus estudos. Mas seu bom trabalho garantiu que ele ingressasse novamente na Marvel anos depois.

* Na ocasião do cinquentenário do personagem, a Marvel muda o logo da revista do Capitão América.

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