quinta-feira, 6 de junho de 2013

O DIÁRIO DE STEVE ROGERS - Parte 381

 - Captain America 372 (Julho de 1990)
Publicada no Brasil na revista Capitão América 177 ("Gelo Mortal - Parte 1")

História: 

* "Sold On Ice" - Escrita por Mark Gruenwald, desenhada por Ron Lim, artefinalizado por Danny Bulanadi

Capitão América vai até a Zona Oeste de Manhattan com o intento de visitar Cascavel. Ao chegar próximo a sua residência, encontra um homem uniformizado espionando sua parceira. Trata-se do vilão Rastejante, integrante da Irmandade da Serpente. O vilão se assusta com a aproximação (quase silenciosa) do Capitão e foge em disparada. O herói o segue e o vê entrando em um beco... onde é baleado por uma gangue local. Apesar de estarem armados, os jovens criminosos são dominados pelo herói e Rastejante é levado ao hospital.

"O Rastejante tem 50% de chances de sobreviver. Um dos garotos baleados está em estado crítico... e o outro, morto. A polícia deteve os outros cinco membros da gangue. Resta saber quanto tempo vão ficar afastados das ruas. Tentativa de assassinato, porte ilegal de armas, drogas... e, aparentemente, são todos menores. Bem-vindo ao futuro".

Ao chegar ao Quartel General dos Vingadores, o herói descobre que há algo errado como Michael. O mecânico tem trabalhado demais e, ao vê-lo, o Capitão se espanta com a sua aparência. Ele parece ter emagrecido demais. Além disso, seus olhos estão estranhamente vidrados. Michael está drogado. Acuado, o rapaz confessa que está usando gelo, um derivado do crack. Ele será suspenso da equipe que apoia os Vingadores para se tratar. Antes, porém, faz uma curiosa observação, assim que o herói lhe passa o sermão:

"- Além dos danos que você causa a si mesmo, há outra questão... os Vingadores são um exemplo pra nação. Nós não podemos tolerar drogas ilegais entre nós - diz o Capitão

- Mas, Capitão... e quanto ao soro do supersoldado? Você não deve seus próprios poderes... a uma droga?

- Isso é... hã... diferente!

Ponto para Michael!

Mais tarde, o Capitão América investiga sobre os fornecedores do Gelo e seus efeitos na sociedade. Sendo um representante da nação, encontrou no problema das drogas um inimigo inusitado. Além disso, a observação de Michael realmente mexeu com ele. No bairro do Queens, disfarçado, o herói investiga sobre os fornecedores, chegando a cargos cada vez mais altos dentro do tráfico. Ironicamente, por estar disfarçado, muitos dos traficantes se apavoram por pensar que ele é o Justiceiro, medo esse do qual o Capitão tira vantagem. Sua busca o leva até um jovem chamado Napalm, que carrega um dispositivo que é acionado assim que vê o herói (agora já usando seu famoso uniforme), fazendo com que o galpão onde estão exploda.

Continua...
A+:

* Interessante incursão do super-herói em um contexto mais urbano e realista. O problema das drogas é considerado um dos principais dentro da sociedade americana (e mundial, de certa forma) e aqui é abordado de forma ao herói servir de bom exemplo ao combate desse mal. Inclusive como prevenção. Porém, o próprio personagem realmente carrega a polêmica de ser originário de uma experiência com drogas, o que o torna conceitualmente um mau exemplo no que se refere a mensagem anti-drogas. Essa particularidade é explorada com inteligência pelo desenhista Mark Gruenwald ao produzir este arco. Vale lembrar que, diferente de outros super-heróis que adquiriram poderes ao se expor a substâncias químicas, o Capitão América é um dos que não teve contato devido a algum acidente. A utilização do supersoro foi consciente e voluntária.

2 comentários:

Anônimo disse...

OLÁ!!!!

Não acho q o soro do supersoldado seja droga (não do modo como eles estão colocando aqui, tipo, remédio é droga), o Steve foi mesmo é rato de laboratório.

Mas é interessante ver o Steve lidando com isso, faz todo o sentido o Capitão América abordar o tema.
Ele vai chegar a enfrentar quartéis de droga, algo assim?

Beijos
Jovie

Marcos Dark disse...

Na verdade esse é mais um daqueles tipos de comentários que surgem em análises sobre personagens em quadrinhos. Polêmicas são encontradas em qualquer obra, até nas infantis. Gruenwald apenas inverteu a reação contra e a usou em favor de um roteiro onde poderia explorar isso.

O Capitão vai enfrentar o submundo do universo Marvel. Tanto que essa fase teve certa repercussão na revista do herói Demolidor, que lida com esse universo mais voltado ao gênero policial do que as aventuras do Capitão. Do lado do Capitão, essa abordagem está voltado para o problema dentro da sociedade americana.