domingo, 24 de março de 2013

O DIÁRIO DE STEVE ROGERS - Parte 325




- Captain America Annual 8 (1986)
> Publicada no Brasil na revista Capitão América n° 113 ("Um Monstro Chamado Tess")

História: 

* "Tess-One" - Escrita por Mark Gruenwald, desenhada por Mike Zeck e artefinalizada por John Beatty

Após ser informado por seus computadores, Capitão América segue para uma lanchonete na beira da Estrada 94, a vinte minutos do coração dos Estados Unidos, para investigar um estranho desmoronamento que revelou uma galeria sob o terreno. A emergência se deve a dois homens que decidiram investigar... e não voltaram.

Devido aos escombros, o herói conclui que o lugar deve ter sido aberto com explosões. Uma escada o leva até mais adiante, terminando em uma porta feita de 15 centímetros de aço. Uma ótima porta para cofre... ou um abrigo antiaéreo. Por trás dela encontra os dois homens desaparecidos. Não há nenhuma pista do que aconteceu, mas ele sente cheiro de gás fosgênio, altamente venenoso e corrosivo. O herói prende a porta com seu escudo para que não se feche, já que não há maçaneta do lado de dentro.

As duas vítimas provavelmente respiraram muito do gás. Alguns passos adiante, o Capitão América pisa no que parece ser um mecanismo que aciona a porta (que só não se fechou automaticamente devido a seu escudo) e também libera o gás por tubos escondidos na parede. O herói leva os homens para fora, que são atendidos pela emergência e parecem reagir ao oxigênio, mas ainda quer investigar a misteriosa galeria. Se o local era um mero abrigo antiaéreo... porque está protegido por armadilhas?

Entrando novamente, prende a porta com um pedaço de concreto. Utilizando uma máscara, herói atravessa a sala que é inundada por gás. Do outro lado... outra porta de aço. Atrás dela parece não haver mais tubos de gás e ele retira a máscara. Precavido, Capitão América lança uma pedra na segunda sala. Pelo barulho que a pedra fez, conclui que o chão deva estar oco. Logo adiante, ele pode ver uma terceira porta. Porém, quando está no meio do caminho, um alçapão se abre e ele cai em um fosso cheio de lanças. Se não fosse por seu escudo, ele estaria morto. Com seu corpo sob o escudo, ele apoia os pés na parede e se dá um impulso, deslizando para um dos lados do fosso e chegando até a terceira porta.

Atrás da terceira porta, encontra um corredor e uma sala onde as paredes estão cheias de furos. Parecem buracos de balas. Ele não tem mais nada para segurar a porta a não ser sua lanterna. O herói corre e tenta atravessar a sala antes que as armas se mostrem... mas não dá muita sorte. Jogando-se ao chão e protegendo-se com seu escudo, recebe uma saraivada de balas de armas embutidas nas paredes. Permanece nessa posição até que a munição acabe. E segue para a quarta porta.

Na quarta sala, apesar da dificuldade em enxergar na escuridão, encontra uma espécie de caldeira. E, pelas marcas na poeira, alguém esteve ali recentemente. Percebe outro detalhe bizarro: uma mesa enorme, onde algo parecia estar deitado, levantou-se e deixou pegadas enormes no chão. Tudo indica que deva ter sido um robô.

Voltando para a superfície, Capitão América informa que alguém transformou um porão em uma espécie de fortaleza... para guardar alguma coisa que não está mais lá. Ele pergunta se alguém sabe o que havia no local antes de ser um estacionamento. Um morador se apresenta e diz que era a casa de um tal de Shumann e que foi demolida uns dez anos atrás. Explica ainda que, antes de se aposentar, Schumann trabalhava para o governo. Capitão América alerta as autoridades para fecharem o buraco o quanto antes e que irá investigar.

Seguindo para seu furgão, Capitão América não consegue tirar da cabeça que as armas na galeria eram da Segunda Guerra Mundial. Imagina se Schumann trabalhou no exército ou no Ministério da Guerra. Tenta seus contatos no FBI para conseguir alguma informação.

No meio da noite, Steve Rogers é acordado pela sua central de computadores que o notifica sobre o paradeiro do robô que provavelmente estava na galeria. Eles informam que um enorme robô foi visto na fábrica da Adametco, que fica a cem quilômetros de onde está.

Uma hora depois, apesar do segurança da Adametco garantir que a segurança do local é excelente, Capitão América insiste em dar uma olhada. Sua suspeita acaba sendo justificada por uma luz acesa na cabine de segurança, que começa a piscar, indicando que alguém arrombou a cerca. Com sua moto, o herói consegue circundar as instalações e acaba encontrando... Wolverine. Apesar da consideração que tem pelo mutante (e pelos X-Men), Capitão América é recebido agressivamente por Wolverine. As garras de adamantium atingem o escudo do mesmo metal, provocando uma cascata de faíscas e desequilibrando o Capitão América. Porém, no momento seguinte, ele se recupera e escapa do próximo golpe do mutante. O Capitão não deseja brigar, apenas quer uma explicação sobre o que ele está fazendo ali. Mas a selvageria de Wolverine está acima de qualquer explicação racional.

De repente, algo interrompe a luta dos dois heróis. O robô irrompe por uma das paredes. Wolverine demonstra que também estava atrás do mesmo alvo. O robô parece estar fumegante. Sua carcaça está recoberta de adamantium. Ele também dispara rajadas, que ricocheteiam no escudo do Capitão, que tenta salvar a ele mesmo e a Wolverine. A segurança da indústria chega ao local, mas o Capitão pede que não se aproximem. Capitão América pede a Wolverine que cuide de um homem que surfa uma espécie de plataforma voadora e parece estar controlando o robô. Mas antes que Wolverine pudesse atingi-lo, ele e o robô fogem.

Após a batalha, o Capitão América admite que errou em ter tratado Wolverine como um invasor, mas explica que estão do mesmo lado. Propõe que esqueçam suas diferenças e troquem informações. Apesar de relutante (e orgulhoso), Wolverine aceita. Depois das explicações, os herói combinam de se encontrar a noite.

O contato de Steve Rogers no FBI lhe forneceu o nome de Schumann, o dono do lugar de onde saiu o robô, que era um cientista do governo durante a Segunda Guerra. Na Biblioteca do Congresso, em Washington, Rogers descobre que o Presidente Roosevelt teve um encontro secreto com as altas patentes do Ministério da Defesa pouco depois de iniciarem o projeto que o transformou no Capitão América. O Professor Schumann argumentou que, depois de criados os supersoldados e a guerra vencida, nada impediria que eles abusassem do poder e se tornassem a raça superior que Hitler glorificava. A solução seriam dispositivos de segurança capazes de neutralizar as criaturas... os robôs Tess. Roosevelt concordou com o desenvolvimento do projeto de Schumann... só que o único homem que sabia como criar supersoldados foi assassinado. Com o fracasso dos supersoldados, o Projeto Tess não era mais necessário. Schumann teve suas verbas cortadas e, em seguida, foi avisado pra interromper suas pesquisas. Mas ele não obedeceu. Levou o robô pra sua própria casa e usou seu dinheiro para terminar a construção.

Graças a mais um de seus contatos em sua Linha Direta, Capitão América é avisado e segue para uma base militar no Nebraska, onde o robô e seu controlador voltam a atacar. Capitão pede que os soldados parem de atirar, pois ele e Wolverine irão tentar parar o monstro. A liga de seu escudo é um pouco mais forte do que o adamantium, mas o robô é muito mais pesado. O herói mantém o robô Tess ocupado até os soldados estarem a salvo. Junto com Wolverine o atrai para longe das tropas. Perto de um dos portões, pede a Wolverine que tente fazer o monstro virar as costas para ele um instante. Capitão América fica impressionado com a agilidade do mutante.

Usando a chancela do portão, Capitão América consegue derrubar Tess e pede que Wolverine ataque suas articulações, pois, se elas fossem de adamantium, não se moveriam. Wolverine, na verdade, ataca a "garganta" de Tess, apesar de suas garras não terem penetrado o suficiente para formar uma alavanca. O mutante pede que o Capitão use seu escudo para empurrar as garras mais pra dentro, mas, para isso, o vingador terá que bater com ele nas mãos de seu parceiro. Não há alternativa. Capitão América começa a golpear as mãos de Wolverine, sabendo que ele está sentindo cada impacto, mas confiando em seu famoso poder de cura. Algumas pancadas e Tess é "decapitado". As mãos de Wolverine sangram e começam a se curar. Porém, há outro problema. O homem que controlava Tess ainda está dentro de um dos prédios.

Dentro de um dos prédios, o homem diz estar tentando tornar a Terceira Guerra Mundial impossível. Assim que tiver o controle mental sobre os equipamentos (pois ele é um mutante com essa capacidade), vai acionar todo o arsenal nuclear do país e apontar todas as armas pro mar, onde elas não serão detonadas. E ameaça ativar os mecanismos que acionam os mísseis se alguém tentar impedi-lo. Ele ainda revela que foi um agente da SHIELD e sabe que a espécie humana está sentada num barril de pólvora nuclear. Seu filho é vítima da psicose nuclear e vive com medo de que o mundo possa acabar a qualquer momento. O Capitão nota que os russos podem interpretar mal suas intenções e contra atacar.

Em um momento de distração do vilão, Capitão América lança seu escudo e o derruba da plataforma que está em uma altura elevada. O herói pede que Wolverine o pegue. Wolverine sabe que o vilão é um psicótico como seu filho. Enquanto ele viver, o mundo estará em perigo. A humanidade ficaria melhor sem ele. Por outro lado, há uma maneira melhor de resolver a situação... e o mutante, que tinha a intenção de matá-lo com suas garras... deixa-o simplesmente cair. Os técnico se apressam em retomar o controle das defesas americanas. Em questão de minutos, os armamentos voltam ao seu estado normal. Capitão observa que deve haver um limite de alcance para seu poder mental, ou ele não teria se arriscado a ir até a base. Por isso, ordena que ele seja afastado do centro nuclear o quanto antes.

Antes, porém, ouve um sermão do Capitão América, pedindo que o mutante reze pra que os X-Men nunca se cansem de seu jeito, pois duvida que algum outro grupo o aceite em seus quadros. Wolverine, simplesmente desdenha, dá as costas e parte. 
A+:

* O nome do robô, Tess, na verdade é uma sigla em inglês que significa Total Elimination of Super-Soldiers (Eliminação Total de Super Soldados).

* História que retrata bem a paranoia nuclear da época (meados dos anos 80), onde a Guerra Fria estava no seu auge.

* O gás fosgênio, encontrado pelo Capitão América no laboratório subterrâneo de Schumann, de fato foi usado na Segunda Guerra Mundial como arma.

* História icônica que esclarece uma curiosidade dos leitores: Se o escudo do Capitão resiste a quase tudo e a garra do Wolverine rasga quase tudo, mesmo porque são feitos do mesmo material, quem sairia perdendo em um embate? A história demonstra que nenhum deles teria vantagem, apesar do verdadeiro contato entre as armas ter acontecido muito rapidamente. Vale detalhar que o escudo do Capitão, diferente das garras de Wolverine, é uma liga de adamantium e vibranium. Em republicações dessa história, existem versões editadas com um pequeno detalhe: o escudo ficou riscado após a batalha.

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Capitão América 113

4 comentários:

Anônimo disse...

Olá!!!

Q capa incrível! Adorei!

"Não há alternativa. Capitão América começa a golpear as mãos de Wolverine, sabendo que ele está sentindo cada impacto" Nossa! Coitado do Logan, só pq ele se regenera não quer dizer q deveriam abusar dele desse jeito.

"e o mutante, que tinha a intenção de matá-lo com suas garras... deixa-o simplesmente cair." ainda é assassinato.

"Capitão observa que deve haver um limite de alcance para seu poder mental, ou ele não teria se arriscado a ir até a base.Por isso, ordena que ele seja afastado do centro nuclear o quanto antes." Espera aí, o cara caiu e não morreu?

beijos
Jovie

Marcos Dark disse...

Essa capa é icônica, uma das mais belas capas produzidas na Marvel. Um detalhe ao qual um leitor me chamou atenção no fórum MBB, é que o original foi publicado com o uniforme marrom do Wolverine. Acabei publicando essa versão, que estava muito bem acabada.

Se ficou com pena do Logan ter arrebentado a mão aqui, não leia (mentira... leia, sim) o especial Wolverine: O Melhor No Que Faz 2, pela Panini. Apenas injetam as mais perigosas doenças em seu corpo pra ver o quanto resiste. Dói só de ver.

O vilão caiu e não morreu... mas se arrebentou um bocado!

Anônimo disse...

Só conheço o uniforme amarelo :)
Mas *essa* capa está maravilhosa, foi uma ótima escolha Marcos!

Q coisa horrível! Mas sabe o q lembrei agora, (não li) mas tem uma estória q o Magneto tira o adamantium dos ossos do Logan e o Charles fica super irritado com o Erik, e de alguma forma um tal de Massacre é criado. Vc deve saber do q estou falando, certo?
De fato, quebrar a mão não foi nada demais para o pobre Logan.

Beijos
Jovie

Marcos Dark disse...

Esses acontecimentos que citou pertencem a saga conhecida como Massacre Marvel.

O Capitão e os Vingadores estiveram envolvidos também e, com certeza, essa fase será abordada por aqui.