segunda-feira, 18 de março de 2013

O DIÁRIO DE STEVE ROGERS - Parte 321


- Captain America 321 (Setembro de 1986)
> Publicada no Brasil na revista Capitão América n° 128 ("Ultimato")

História: 

* "Ultimatum" - Escrita por Mark Gruenwald, desenhada por Paul Neary e artefinalizada por John Beatty

Sobre o Atlântico Norte, a 25 quilômetros da costa britânica, um avião é sequestrado por terroristas que o abordam montados em uma espécie de esqui voador. O grupo chama a si mesmo de Ultimato e são liderados pelo vilão Apátrida, que foi deportado por atos de terrorismo. Levando 110 reféns para uma base abandonada da Hidra, Apátrida exige a presença do Capitão América.

Enquanto isso, o Capitão América janta na casa de Hiram, o jovem hacker que o vem ajudando em sua linha direta. Na verdade, o herói foi levar as novas jaquetas personalizadas com seu símbolo, para o grupo liderado pelo jovem. No meio do jantar, Capitão América surpreende Hiram e sua mãe ao tirar sua máscara. Ele diz já ter confiança o suficiente neles para fazer isso. A mãe de Hiram demonstra certo interesse em Steve e pede para que seu filho os deixe a sós um momento. Mas o garoto logo volta com uma mensagem urgente: Terroristas exigem a presença do Capitão América.

Em algum lugar da Europa, o Capitão América enfrenta uma nevasca para chegar à base do Ultimato. Vestindo o uniforme de um dos terroristas, o herói consegue se infiltrar cada vez mais, até chegar ao local onde os reféns estão mantidos. Porém, quando um dos terroristas percebe de quem se trata, começa a atirar nos reféns. Em um ato desesperado, munido de uma submetralhadora que roubou, e com seu escudo distante, pois já o havia atirado, o Capitão América atira e mata o terrorista. Essa atitude, a de ter matado um homem, mesmo em uma situação de emergência, o deixa chocado... algo que ele já vinha se sentindo incomodado ao infiltrar na base, lutando cada vez mais desonestamente contra os vilões.

Os reféns são resgatados, mas o Capitão promete vingar o homem que matou... e sua honra.
A+:

* Apesar de o Capitão América ser basicamente um soldado que participou da Segunda Guerra, a ingenuidade dos quadrinhos até então mostra que o herói fica chocado ao tirar uma vida, por mais que a situação peça isso. Essa forte ética do personagem seria trabalhada nos anos seguintes e culminaria em mostrar que, afinal, o personagem é um militar.

4 comentários:

Anônimo disse...

Olha, eu sei q o Steve é um soldado, mas essa capa é chocante mesmo assim, normamente ele não usa armas!

Não fui muito a favor desse grupinho novo do Cap, mas ao menos ele ainda tem amigos (já q os Vingadores nunca aparecem e o Sam desapareceu das estórias dele). Esse Mark G não gostava da Bernie né? TODA mulher q aparecer agora vai dar em cima do Steve????!!!

"o Capitão América atira e mata o terrorista" Tá o Steve já matou antes (mas isso lá..........na era de ouro), ele vai ficar tão arrasado e sem ninguém por perto pra ajudar.....tem certeza q ele não vai cair em depressão outra vez?

"culminaria em mostrar que, afinal, o personagem é um militar" COMO assim, pq isso soou beeem ruim para o lado do Cap.

Beijos
Jovie


Marcos Dark disse...

Gruenwald queria destacar mais o lado super-herói do que o lado civil. Pra isso, foi eliminando o quadro de coadjuvantes.

Se ele vai cair em depressão? Bom... digamos que, nesse sentido, brevemente ele irá mesmo é... Você verá. Você verá.

Já o lado de militarização do personagem, ainda vai levar um tempinho para acertarem o ponto exato.

Anônimo disse...

"Pra isso, foi eliminando o quadro de coadjuvantes."
Tudo bem destacar como o Cap é um herói e tal, mas depois de derrotar os vilões e salvar o mundo, o Steve volta para uma existência solitária. Isso é tão trágico.

J.

Marcos Dark disse...

Herói sofre...