sábado, 9 de março de 2013

O DIÁRIO DE STEVE ROGERS - Parte 312


- Captain America 312 (Dezembro de 1985)
> Publicada no Brasil na revista Capitão América n° 116 ("O Flagelo das Nações")

História: 

* "Deface the Nation" - Escrita por Mark Gruenwald, desenhada por Paul Neary, artefinalizada por Dennis Janke

Madrugada. Na praça da ONU, um vilão uniformizado, pilotando uma espécie de quadriciclo voador, destrói os mastros e as bandeiras de vários países. Ele se regozija por essa vitória e diz se chamar... Apátrida

No apartamento de Steve Rogers, para sua surpresa e da sua noiva, Bernie, ele recebe uma carta do exército americano contendo... um cheque de um milhão de dólares! É o reconhecimento por seus serviços prestados, atualizados até ali, uma vez que ele sumiu na década de quarenta, mas não foi dado como morto. Isso acontece porque Steve apenas preencheu um formulário para saber sua situação diante do exército. 

Inicialmente, Steve disse que não aceitaria o dinheiro, pois não acha justo, uma vez que, apesar de não ter morrido, ele se manteve inativo nos anos que esteve congelado. Porém, ele tem uma ideia para aplicar a quantia: baseado em sua aventura recente, onde um garoto alertou sobre o androide do Pensador Louco, decide montar uma operação para que deixe o povo americano em contato direto com ele. Dessa forma, enquanto Bernie mantém contato com vários serviços particulares de recados... Steve abre uma conta especial para o dinheiro... e, como Capitão América, contrata um agente imobiliário, um consultor de telecomunicações e uma firma de relações públicas.

Enquanto isso, Cascavel e Cobra Venenosa, integrantes da Irmandade da Serpente, caçam alguma pista do vilão Modok, uma vez que a organização foi contratada pela IMA para assassinar seu antigo líder.

A equipe do Capitão América faz um bom trabalho de divulgação de seu novo serviço. Em pouco tempo, vários jornais estão anunciando a novidade e até mesmo uma entrevista coletiva está marcada.

O Apátrida fica sabendo da entrevista coletiva do Capitão América e decide destruir o herói, uma vez que ele também é símbolo do nacionalismo ao qual ele é contra. Em seus pensamentos, relembra que seu pai deixou sua vida de milionário industrial para se tornar um embaixador americano que sempre lutou pela paz entre diferentes países. Tragicamente, seu pai morreu pisoteado em frente a uma manifestação da embaixada da Latvéria (país do qual o vilão Doutor Destino é o ditador). Desde então, luta a favor da unidade no mundo... destruindo os símbolos que separam a Terra. E o único modo que encontrou para espalhar essa mensagem é através da única língua que julga que todos entendem... a violência.

No dia da entrevista, o Capitão América discursa sobre a responsabilidade em usar seu uniforme, considerando-se um defensor da pátria, da Terra, do governo e do povo. Lembra ainda que é o povo que faz da América e do governo serem o que são. Porém, acredita que não os tem servido como merecem. Às vezes por ter muitas atividades. Outras, pela dificuldade de ser encontrado. 

Antes que termine seu discurso, o Apátrida invade o local atirando com sua pistola flamejante na bandeira atrás do herói. Capitão América consegue destruir o veículo do vilão com o escudo, mas este se aproveita da situação para pegar a arma do herói. O Apátrida aponta sua arma para a multidão e ameaça dispara caso o Capitão reaja. Ele explica que sua missão é matar o conceito de nacionalismo. Começou pelos símbolos... as bandeiras... e elas foram só o início. Diz que não é contra a América... mas contra TODOS os países, contra o próprio conceito de país. Acredita que todos os homens são irmãos... mas o nacionalismo fez com que as pessoas se achassem umas melhores do que as outras... e isso é errado, pois todos os homens são iguais. Apátrida ainda nota que quando se afirma ser americano, está se distanciando de alguém que não pode dizer o mesmo. E todas as nações trazem esse conceito. Foi isso que levou a humanidade para a guerra... chegando ao ponto de deixá-la à beira da destruição nuclear. Sem fronteiras, a humanidade seria unida naturalmente e a Terra não deveria estar dividida.

O Capitão América concorda em parte com as afirmações do Apátrida. Mas discorda em usar violência e terrorismo para justificar isso. A multidão fica a favor do Capitão América e isso enfurece o Apátrida. Ele fica ainda mais desesperado quando percebe que a polícia cercou o local. Aproveitando-se de um momento de distração do vilão, Capitão América consegue desarmar e destruir o seu lança-chamas portátil. Também recupera seu escudo. Cada vez mais, o Apátrida perde o controle da situação. Até que o Capitão América finalmente o nocauteia.

O herói se desculpa, lembrando que sempre que aparece em público, alguém resolve atacá-lo. Diz que o Apátrida estava errado. Não vê nenhum mal em ser nacionalista. A América é feita da união de raças, o que contribui para a formação da cultura americana. Diz que o povo deve se orgulhar dessa herança, sem nunca esquecer que todos são seres humanos e merecem, apesar dos defeitos, o mesmo respeito e dignidade. Ao fim do discurso, o herói jura que nunca mais aparecerá em público.

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