quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

O DIÁRIO DE STEVE ROGERS - Parte 290


- Marvel Super Heroes Secret Wars 12 (Abril de 1985)
> Publicada no Brasil Guerras Secretas, pela Panini ("... Nada a Temer")

História: 

* "... Nothing to Fear" - Escrita por Jim Shooter, desenhada por Mike Zeck, artefinalizada por Arthur Adams e John Beatty

Doutor Destino matou todos os vinte e um heróis das guerras secretas. Mas não está tranquilo. Sua maior preocupação agora é seu próprio poder. Afinal, apesar de ser onipotente, ainda tem falhas humanas. Dessa forma, um mero descuido seu pode desencadear a morte de um sistema solar inteiro. Até mesmo dormir pode fazer com que seu sonhar, por mais abstrato que seja, se torne realidade. QUALQUER pensamento seu pode se tornar realidade.

Baseado na angústia de Destino, Garra Sônica apresenta uma interessante teoria: e se Destino, acidentalmente, ressuscitasse os heróis? Demonstrando através de hologramas, Garra apresenta uma simulação do que poderia acontecer, mostrando a curandeira Zsaji seguindo até onde os heróis foram mortos e os encontrando despedaçados... menos um... seu amado Colossus. E se... Colussus revertesse a sua forma metálica pouco antes do raio mortal cair? (afinal, o Capitão América alertou que isso poderia acontecer). E se... Zsaji sacrificasse a própria vida para trazer Colussus à vida? E se, enfurecido por sua amada estar morta, Colussus conseguisse recuperar o Senhor Fantástico, que não foi despedaçado graças a seu corpo elástico, e o colocasse em uma das milagrosas máquinas daquele mundo alienígena, fazendo com que ressuscitasse? E se... Senhor Fantástico utilizasse a mesma tecnologia para ressuscitar todos os heróis?

As ideias passadas pelo Garra Sônica atormentam o Doutor Destino ainda mais. Principalmente agora que uma simples teoria pode se tornar realidade pelo simples fato de existir na mente de Destino. E se... essa teoria, enquanto contada, estivesse se tornando realidade? E isso acontece, como demonstra o martelo de Thor entrando pela Torre de Destino. Os heróis, liderados pelo Capitão América, avançam contra o vilão.

Destino dá uma pequena parcela de poder ao Garra Sônica, que cria um exército de monstros para derrotar os heróis. O único que consegue entrar na torre é o Capitão América, mesmo com seu escudo despedaçado. Destino atomiza o Capitão, mas o vê renascer toda vez que repete o processo. Isso acontece devido ao medo inconsciente de Destino em fazer algo apenas por imaginar. Morrendo e renascendo várias vezes, Capitão América consegue chegar até Destino, abatendo-o. Mas o vilão está totalmente descontrolado e o Capitão oferece ajuda... como se fosse uma âncora na realidade ao qual Destino precisa se agarrar... Nesse momento, Garra Sônica entra no salão e revela estar possuído... pelo Beyonder. A entidade se aproveita do momento de fraqueza de Destino e toma de volta seu poder supremo. Novamente poderoso, Beyonder devolve Destino (restaurando a sua forma anterior, com suas cicatrizes) e Garra Sônica para a Terra, desaparecendo em seguida.

Há uma energia residual no planeta que aparentemente faz com que os desejos dos heróis se tornem realidade (de certa forma, o prêmio prometido pelo Beyonder). Isso facilita o trabalho do Senhor Fantástico ao montar o aparelho que os leva de volta para casa, bem como o Capitão América em restaurar seu escudo destroçado. Os heróis são enviados para a base espacial para onde o Beyonder os transportou e, dali, de volta para casa.

A+:

* Edição final com mais páginas do que o usual. Essas páginas extras, quando publicadas pela primeira vez no Brasil, foram cortadas, adaptando-se ao número de páginas das edições anteriores e suprimindo informações sobre fatos que ainda não haviam acontecido na cronologia dos heróis Marvel nas revistas mensais. A cena onde é mostrado o destino de Denver, transportada pelo Homem Molecular, e onde também é explicado um pouco mais sobre a entidade Beyonder, foi totalmente cortada dessa primeira versão.

* Existem teorias de que Mike Zeck não teria desenhado todas as páginas de Guerras Secretas no decorrer da minissérie. Essa impressão é ainda mais acentuada na última edição, onde a arte parece mostrar vários estilos diferentes de seus desenhos. Na verdade, exceto pelas edições 4 e 5 (de fato, desenhadas por Bob Layton, e não por Zeck), o que aconteceu é que vários arte finalistas ajudaram na empreitada. Além do prazo curto entre uma edição e outra (leve em conta que eram vários personagens desenhados em uma única saga), a última edição ainda apresentou mais páginas e o "mutirão" foi ainda maior, deixando estilos mais evidentes dos finalistas. Para piorar a situação, o escritor da série era ninguém menos que Jim Shooter, que também era o editor-chefe na época e tinha uma fama de ser um tanto carrasco no que diz respeito a prazos.

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