terça-feira, 15 de janeiro de 2013

O DIÁRIO DE STEVE ROGERS - Parte 263


 - Captain America 280 (Abril de 1983)
> Publicada no Brasil no Almanaque do Capitão América nº 76, pela Editora Abril ("Os Corvos")

História: 

* "Sermon of Straw" - Escrita por J. M. DeMatteis, desenhada por Mike Zeck, artefinalizada por John Beatty

Um sinistro psicopata anda aterrorizando Nova Iorque. Acompanhado de corvos, ele consegue entrar até mesmo em apartamentos no alto dos edifícios. O vilão é conhecido como Espantalho e se veste como tal.

Alheio a esses problemas, Capitão América faz sua ronda repensando sua vida até aqui, principalmente depois que seu amigo Arnie o convenceu que lamentar-se nunca foi solução. Mas o herói tem como destino um escritório onde seu nome está sendo envolvido: a Liga para a Moralização da Sociedade. Formado por publicitários, a Liga tem usado a imagem do Capitão como porta-voz de seus ideais. Na verdade, o filho do líder da Liga simplesmente usou a imagem do herói, sem pedir sua autorização (e sem que seu pai soubesse). O grupo ainda tenta convencer o Capitão de sua campanha moralista. Antes que o Capitão se convença, outro integrante revela notícias sobre o Espantalho, principalmente porque ele matou sua esposa. O Capitão promete encontrar o assassino.

Steve decide voltar a trabalhar para Bennett, que o enfureceu anteriormente com uma crítica aos judeus. Bennett pede desculpas pelo inconveniente e lhe mostra um novo trabalho que, para a surpresa de Steve, é para a Liga da Moralização da Sociedade.

Dias depois, o Capitão América se vê novamente cercado de ocupações. Além de sua vida particular, ainda procura pelo Espantalho e vigia as ações da Liga. Em uma de suas rondas, depara-se com um ataque do vilão... contra Bennett. O Espantalho se irritou com as acusações públicas da Liga, que o acusou de louco, e decidiu atacar pessoas ligadas a ela. Capitão América salva Bennett, apesar de este sair muito ferido. O Espantalho revela ser um hábil contorcionista e, juntamente com seus corvos assassinos, consegue fugir do herói.

A Liga decide se apresentar em um programa de TV, mas o espantalho, seguido de seus asseclas invade a transmissão, fazendo o líder da Liga um refém, que confessa que formou o grupo apenas para se aproveitar do pânico causado pela onda de violência propagada pelo vilão. Após a confissão, o Espantalho decide matá-lo ao vivo, mas é detido pelo Capitão. Ao ser surrado, o vilão se encolhe e implora como uma criança, mostrando uma mentalidade perturbada. Seu irmão, o qual era acusado de "débil mental" por sofrer nas mãos de seu pai, revela que o Espantalho enlouqueceu desde a última vez que ficou preso e passou tempos na solitária. Inventou a história de um pai violento e acreditava ser uma espécie de encarnação de um verdadeiro espantalho.

Enfim, todas as vítimas do Espantalho morreram, na verdade, por causa de mentiras criadas por sua mente. E, de certa forma, a própria Liga da Moralidade também usou mentiras para se aproveitar da ocasião... e do Capitão América, que não ficou nada satisfeito com a confissão.
A+:

* Aqui, em uma única história, se encerram duas subtramas que vinham sendo desenvolvidas nas histórias anteriores: os ataques do Espantalho e o avanço da Liga para a Moralidade da Sociedade. No entanto, sem que houvesse pistas anteriores, as duas subtramas tinham forte ligação, já que o Espantalho estava matando pessoas que tinham envolvimento com a Liga.

* Mike Zeck desenha um Espantalho de forma que o personagem realmente pareça assustador. No entanto, o vilão não é levado muito a sério, sendo considerado um inimigo de segunda (para não dizer de terceira). O potencial em aproveitá-lo como alguém mentalmente instável, até então, foi usado apenas nesta história. E nem vou citar, para não confundi-los, o inimigo do Batman, da editora concorrente, que tem o mesmo nome e praticamente mesmo visual.

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