domingo, 30 de dezembro de 2012

O DIÁRIO DE STEVE ROGERS - Parte 247

 - Captain America Annual 5 (1981)
> Publicada no Brasil na revista Capitão América nº 117, pela Editora Abril ("Observador Mortal")


História:

* "Deathwatcher" - Escrita por David Michelinie, desenhada por Gene Colan, artefinalizada por Dave Simons

O vilão Constritor está de volta e ameaça disparar contra a população através de um canhão armado em um navio no porto de Nova Iorque. Capitão América invade o navio para impedi-lo mas ouve um estrondo do lado de fora. Aliviado, e para a surpresa do próprio vilão, esse estrondo não foi o disparo do canhão, mas uma bomba armada para sabotar o navio. Quem a armou? Ninguém sabe.

Nos dias que se seguem, o herói se vê envolvido em uma guerra de gangues na cidade. A causa disso são sabotagens e até assassinatos dos líderes dessas gangues, levando-os a total desconfiança de seus rivais. Mas a verdade começa a se revelar quando um dos criminosos pede ajuda para a própria polícia e até mesmo serve de isca para pegar o assassino. Apenas devido a intervenção do Capitão América, o líder criminoso não cai em um fosso de elevador, cheio de lâminas afiadas no fundo.

Até mesmo os assaltos a banco parecem estar sendo orquestrados pelo misterioso justiceiro. O herói confirma isso seguindo um dos assaltantes, que foge em uma moto e entra em um caminhão, onde um homem em cadeira de rodas, identificado como Samson Scythe, revela ser o arquiteto das armadilhas mortais pela cidade. Samson explica que era um jovem rico que viajou o mundo todo e ficou totalmente entediado. Entediado com tudo! Com a vida social, entediado de andar (a ponto de deixar suas pernas atrofiarem e precisar da cadeira de rodas) e até mesmo entediado de comer (alimenta-se através de uma solução intravenosa). Sua única emoção foi ver a morte de perto, quando esteve na Guerra do Vietnã. Mas a guerra acabou e Samson voltou a sentir tédio. As coisas só mudaram quando recebeu ajuda de um ex-colega dos campos de batalha, que se tornou seu mordomo e confidente, auxiliando-o na única diversão em sua vida: ver a morte. Para tanto, seu mordomo organizava emboscadas aos criminosos, filmando a execução dos mesmos e transmitindo para um painel.

Capitão América consegue escapar dos capangas de Samson, mas o segue até sua mansão, onde diversas armadilhas o aguardam até chegar na sala de painéis. Como última resistência, o mordomo de Samson dispara um lança chamas contra o herói, mas este se defende. A consequência disso é que a sala é incendiada e Samson, que não pode andar, é pego pelo fogo. Morre feliz (de uma forma bizarra) já que, ao tentar se salvar, fica hipnotizado com uma imagem em um dos painéis: sua própria morte em meio ao fogo.

Após o trágico fim de Samson, Capitão América entrega o mordomo aos cuidados da polícia.


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Capitão América 117

4 comentários:

Anônimo disse...

Uma nova guerra de gangues! Da última vez o Falcão estava por perto.....

"Samson explica que era um jovem rico que viajou o mundo todo e ficou totalmente entediado. Entediado com tudo!" Aff, é porque ele não precisa trabalhar, nem tem qualquer tipo de objetivo na vida.

"Mas a guerra acabou e Samson voltou a sentir tédio" O mundo está cheio de zonas de conflito! Esse homem é um folgado mesmo!

Já o mordomo desse cara tem bastante potencial para se tornar um grande vilão.
Ele nunca mais vai aparecer, né?

"sua própria morte em meio ao fogo." Quem na Marvel gosta de assassinar os personagens assim? Não bastou a Sharon????

Beijos
Jovie

Marcos Dark disse...

Nessa época, o Falcão estava tão ocupado que tinha sua própria revista mensal.

Esse vilão é o cúmulo da preguiça. Aqui, devia ser renomeado como Pedro Malasartes.

O mordomo ser aproveitado como um novo vilão é uma boa idéia! Vou até comentar isso com os autores... quem sabe...

E o Jim Shooter devia ser meio piromaníaco pra gostar tanto de brincar com fogo...

Anônimo disse...

Não esqueça de me contar o q os autores disseram ;)

J.

Marcos Dark disse...

Mas é claro.