domingo, 30 de dezembro de 2012

O DIÁRIO DE STEVE ROGERS - Parte 246

 - Captain America 260 (Agosto de 1981)
> Publicada no Brasil no Almanaque do Capitão América nº 62, pela Editora Abril ("Nas Celas do Ódio")

História:

* "Prison Reform" - Escrita por Al Milgrom, desenhada por Alan Kupperberg, artefinalizada por Quickdraw Studios

Tempos atrás, uma prisão especial foi criada de forma que a porta que libertava os detentos só podia ser aberta dizendo uma senha que, por acaso, era "Capitão América". Essa prisão foi vista por aqui, na parte 39 do Diário de Steve Rogers: http://quadrinhosdarkmarcos.blogspot.com.br/2012/05/o-diario-de-steve-rogers-parte-39.html. Mas o que parecia ser uma homenagem digna não era exatamente uma boa idéia. Pois bastava um mero diálogo entre detentos, do tipo:
- E você foi preso por quem?
- Ah, eu fui preso pelo CAPITÃO AMÉRICA!
Pronto! As portas se abriam só de se mencionar o nome do herói.

Um novo sistema foi criado para que os detentos não fugissem. E para testar esse novo sistema, o diretor valeu-se de um teste um tanto radical: prendeu o próprio Capitão América! A idéia é que ele fosse colocado junto com os presos, nas mesmas condições (ou seja, sem o escudo, apesar de manter o uniforme) e tentasse fugir. Se não conseguisse, a segurança era perfeita.

Obviamente, assim que é colocado em uma cela, o herói é hostilizado por um criminoso. Mas nada o impede de dar uma surra no agressor e o intimidá-lo, algo que vai enfrentar em vários momentos.

Mesmo assim, no meio dos criminosos, o herói descobre alguém que pode ser recuperado. O jovem Tony Zack está preso por não ter oportunidades no mundo lá fora. Com isso, envolvesse com uma gangue, mas é pego em um assalto. O Capitão América dá um sermão em Tony, lembrando que muitas pessoas passam pelas mesmas dificuldades que ele, nem por isso se virando para o mundo do crime. O fato é que Tony é um jovem que precisa de orientação, algo que definitivamente não tem entre perigosos e experientes detentos. Diante desse drama, o Capitão América analisa o próprio sistema prisional, onde sob condições inumanas, ao invés de recuperar criminosos, apenas faz com que se tornem mais perigosos.

O Capitão América utiliza a oficina da prisão para criar uma versão miniatura de seu escudo, que acaba ajudando em sua fuga. Quando isso acontece, outros presos também tentam segui-lo, mas são presos novamente pelos carcereiros. O herói, no entanto, consegue escapar do local.

O diretor da prisão fica arrasado, afinal, mesmo com toda a segurança, o Capitão América provou que é possível fugir. No entanto, uma repórter que fazia a cobertura da "experiência" lembra que não tentavam deter um homem comum, mas a encarnação da própria liberdade. O herói aproveita para lembrá-los que, se houver uma reforma na prisão, ela também deve ser no sentido de melhorar as condições para recuperação dos detentos e a sua reintegração na sociedade. E não se esquece de que o nome Tony Zack deve receber uma atenção especial e ser exemplo dessa reforma.
A+:

* Na coletiva de imprensa, onde é revelado o verdadeiro motivo do Capitão ter sido "preso", dois ilustres "penetras" estão entre os repórteres: Clark Kent e Jimmy Olsen. Obviamente, por se tratar de personagens da editora concorrente da Marvel, o nome dos personagens não é citado. Foi apenas uma brincadeira do desenhista Alan Kupperberg, que colocou dois repórteres visualmente parecidos com os personagens da DC Comics.

2 comentários:

Anônimo disse...

Essa capa está maravilhosa!

Legal o Steve se preocupar com o sistema carcerário. Ainda q ele não foi parar num lugar tipo "Oz". Algum dia eles abordariam a pena de morte??????

Não sei pq o diretor ficou arrasado, estranho seria se o Cap não conseguisse fugir da prisão.

(E meu deus, lá na parte 39 o Cap ainda dividia a revista com o Homem de Ferro!!)

Clark Kent?! Eu sou super a favor de crossover com a DC!

beijos
Jovie

Marcos Dark disse...

De uma forma indireta, algumas histórias abordariam a pena de morte, sim. Ou a morte tratada de uma forma tão banal, que uma execução poderia ser vista com espetáculo, como veremos na próxima parte.

O diretor ficou chateado pois espalhou para a imprensa que a segurança era tão boa que nem mesmo o Capitão América seria capaz de fugir.

Clark é personagem preferido das brincadeiras de autores que o escondem em histórias de personagens de outras editoras.