sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

O DIÁRIO DE STEVE ROGERS - Parte 238

 - Captain America nº 253 (Janeiro de 1981)
> Publicada no Brasil no especial Os Maiores Clássicos do Capitão América nº 1, pela Editora Panini ("Se Um Velho Conhecido For Esquecido")


História:

* "Should Old Acquaintance Be Forgot" - Escrita por Roger Stern e John Byrne, desenhada por John Byrne, artefinalizada por Josef Rubinstein

Em uma pequena vila inglesa, vítimas de um assassino aparecem com a garganta rasgada e desprovidas do próprio sangue intrigando a polícia e a população local. Os policiais apressam em informar Lady Crichton de que o corpo de uma mulher foi encontrado nas mesmas condições das outras vítimas. Dentro da mansão, o pai de Lady Crichton ouve o relato e decide pedir ajuda a um velho amigo.

Em Nova Iorque, Steve Rogers e Bernie parecem estar se acertando aos poucos. Apesar do gosto cultural estranhamente antiquado de Steve, a moderninha Bernie começa a entender um pouco de seu mundo, compartilhando seus conhecimentos musicais e de cinema da década de 40 (época das obras que Steve tanto gosta). A conversa dos dois é interromida, quando Steve recebe uma ligação de Jarvis, o mordomo dos Vingadores, informando que ele (o Capitão América) recebeu uma estranha mensagem codificada da Inglaterra. Steve reconhece a mensagem e pede desculpas e Bernie, pois precisa viajar urgentemente para o velho continente. Ela simpaticamente dá uma desculpa de que está tudo bem e que um ex-namorado estará na cidade durante aquele final de semana (uma mentirinha do qual ela, depois, se sente um tanto infantil de ter inventado).

Steve parte para a Inglaterra e chega a Solar Falsworth, onde encontra uma velha amiga. Jacqueline Falsworth já foi a super-heroína Spitfire, no passado, e lutou ao lado do Capitão América, durante a Segunda Guerra, no grupo conhecido como Os Invasores. Hoje, deixando os dias de heroísmo para trás, Jaqueline se sente até um tanto envergonhada ao ver Steve ainda jovial, enquanto ela envelheceu décadas. Ela conta que seus poderes sumiram com o tempo e que se casou com Lorde Crichton, tornando-se Lady Crichton e constituindo família. Hoje, viúva, se orgulha de seu jovem filho.

Dentro do solar, Steve ainda encontra Lorde Falsworth, pai de Jacqueline, que foi o autor da mensagem que chamou o herói para a Inglaterra. Apesar de desacreditado pelos demais, Lorde Falsworth afirma que o autor dos recentes assassinatos é um antigo inimigo dos Invasores: o vampiro conhecido como Barão Sangue. Poucos acreditam nessa história, uma vez que o corpo do vampiro está preso em seus caixão, com uma estaca no peito, rodeado de crucifixo e alho, dentro de um local fortemente guardado. Também leva-se em conta o ressentimento de Lorde Falsworth por ter perdido a mobilidade das pernas devido a um ataque do vampiro que, aliás, era seu irmão.

Investigando o caso, Capitão América chega até um médico que estudou os corpos das vítimas, Doutor Cromwell, e lhe pergunta se podem ser ataques de um vampiro. Surpreendentemente, Cromwell reage de forma agressiva expulsando o herói de sua casa. O policial que o acompanha explica que, no passado, houve a suspeita de um vampiro nas imediações e a população entrou em pânico. Acabaram, por engano, queimando a casa de Cromwell, desconfiando que a criatura ali estava. Não era verdade. No entanto, o incidente matou a filha do médico e o deixou deformado (ele esconde suas cicatrizes com sua barba).

O outro ponto de investigação é a tumba do Barão Sangue. Ao abrirem o caixão, há realmente um corpo com uma estaca no peito. Porém, para desespero do policial, Capitão América retira a estaca. O herói explica que aquele não é o corpo do Barão. Trata-se do corpo de uma mulher, morta a doze anos e colocada em seu lugar. O Capitão percebeu esse detalhe devido a sua experiência em campo de batalha, onde viu vários corpos de vítimas.

No Solar Falsworth, ao cair da noite, o Barão Sangue se esgueira para dentro do quarto onde o herói repousa, pois ficou sabendo que seu velho inimigo ali estava. No entanto, o herói estava preparado e reage ao ataque do vampiro. Os dois tem uma feroz luta dentro do solar. Apesar da aparência mirrada de Sangue, sua força sobrenatural chega a ser maior que a do Capitão América. Utilizando outra face de seus poderes, o vampiro ainda cerca o local com vários ratos e animais da noite. Por um instante, o Capitão América se distrai e é pego pelo olhar hipnótico de Sangue... que está prestes a morder seu pescoço.

Continua...
A+:

* Um mistério é resolvido. O Capitão América, como é lembrado aqui, já lutou ao lado do Príncipe Namor. Mas, quando ele foi encontrado pelos Vingadores (sendo descongelado), uma de suas primeiras missões foi lutar contra... Namor. Mesmo assim, ele o tratou como se nunca tivesse visto. Na época em que esta história do encontro dos dois foi publicada, esse era o tipo de detalhe que não era levado tanto em consideração. Porém, decadas depois, os autores tentavam amarrar as pontas soltas. Nessa edição, a questão do não reconhecimento de Namor é explicado pelo choque de ser congelado e mesmo a manipulação de suas memórias terem apagado o antigo aliado de suas lembranças.

2 comentários:

Anônimo disse...

Olá!

Um Vampiro de verdade??!!!!!

Estou amando a Bernie - espero q ela não morra queimada.
E Steve poderia se atualizar, não tem problema nenhum em ouvir coisas 'novas'.

Amei o tom dessa estória. Quantas páginas a mais o Capitão América ganhou? Deu para fazer tanta coisa!

Não vai rolar um crossover com o Blade? (já tá todo mundo no mesmo Universo...)

Beijos
Jovie

Marcos Dark disse...

Antes as histórias do Capitão América tinham como padrão 17 páginas. Agora passaram a ser 22.

De fato, muita coisa pode ser feita com cinco páginas a mais. Mas roteiristas eficientes conseguem inserir muita informação em pouco espaço, seja 22, 17 ou até menos espaço. Claro que a parceria com um desenhista talentoso conta muito.

Quanto a um encontro com Blade... quem sabe... é um universo pequeno esse tal de Marvel...