sábado, 15 de dezembro de 2012

O DIÁRIO DE STEVE ROGERS - Parte 232

 - Captain America nº 247 (Julho de 1980)
> Publicada no Brasil no especial Os Maiores Clássicos do Capitão América nº 1, pela Editora Panini ("À Primeira Luz da Aurora")


História:

* "By The Dawn's Early Light" - Escrita por Roger Stern e John Byrne, desenhada por John Byrne, artefinalizada por Josef Rubinstein


Algo incomoda o Capitão América em relação as memórias de seu passado. Para tentar aliviar essa angústia, o herói procura seu amigo Nick Fury. Porém, ao chegar na SHIELD, descobre que ele está em missão. Quem o atende é Dum Dum Dugan, o melhor operativo de Fury. Já orientado por seu superior quanto o possível auxílio ao Capitão, Dum Dum o leva até os arquivos secretos onde o herói encontra seu clássico primeiro escudo (utilizado pelo personagem na década de 40) e, o mais importante, um diário com suas memórias.

No diário, o Capitão América descobre que suas atuais memórias foram implantadas para confundir o inimigo caso fosse capturado (isso na Segunda Guerra Mundial). Dessa forma, agora sabe que seu nome do meio não é Grant (na verdade ele não tem nome do meio) e que não tinha um irmão chamado Mike, que possivelmente teria morrido em Pearl Harbor. Curiosamente, Grant e Mike eram filhos do cientista Walter Rogers (que, apesar do sobrenome, não tem nenhum parentesco com Steve), reponsável por implantar as falsas memórias. De fato, Grant e Mike morreram em Pearl Harbor.

Capitão e Dum Dum ouvem a Ferrari voadora de Nick Fury chegar mas, dirigindo-a está o vilão nazista conhecido como Barão Strucker. Ele estava detido desde a última batalha com o Capitão América e estava sendo visitado por Fury que, inimigo do vilão, teve o prazer de levar a notícia de que seria extraditado para Israel, onde provavelmente seria julgado e morto. No entanto, conseguiu dominar Fury e fugir do local. Como Dum Dum estava comunicando a Fury que o Capitão estava na base, Strucker decidiu ir até o local para se vingar do herói.

Capitão América enfrenta Strucker mas, na confusão, é separado de seu escudo, restando-lhe apenas o clássico escudo que usou na década de 40. Apesar deste não oferecer a resistência de sua atual arma, serve de distração para derrubar o Barão. Capturado, porém, Strucker aciona uma espécie de bomba em seu corpo... e explode. O choque dessa atitude não é maior do que o fato de o Strucker revelar ser... um robô! O trio, então, tenta descobrir quem enviou um robô tão perfeitamente real como aquele.

De um outro local, observando a cena, está o vilão Mecanus, especialista em robôs realistas, que está por trás desse ataque.

Continua...
A+:

* A entrada do escritor Roger Stern e do desenhista John Byrne mexeu bastante com a revista e com o próprio personagem. Stern, até então, era mais conhecido por ser um dos editores das revistas da Marvel (inclusive do Capitão), apesar de já ter roteirizado algumas histórias. Byrne era a estrela da Marvel entre o final dos anos 70 e início dos 80, sendo requisitado em vários títulos da editora e iniciando uma tendência a homenagear o desenhista Jack Kirby, se envolvendo em títulos onde havia personagens trabalhados por ele no passado.

* Com essa história, desmentem-se fatos do passado do personagem (criados pelo escritor Steve Gerber), deixando caminho livre para que os autores criem uma nova mitologia para ele. E, verdade seja dita, as memórias do passado do herói foram feitas em uma época que sua revista estava relegada a título secundário da Marvel, sofrendo com constantes trocas de equipes criativas ou mesmo "enxertos" de escritores e desenhistas que estavam ali apenas para cumprir o cronograma de lançamento mensal. Uma das memórias verdadeiras (ou novas) do herói, é o fato de que ele tinha talento como desenhista. Porém, tendo uma vida de pobreza, não teve condições financeiras para ingressar em uma escola que o direcionasse para as artes. O talento, no entanto, permaneceu e está sendo usado nessa fase de suas histórias, onde mantém a ocupação de desenhista nas horas em que não está agindo como herói.

* A própria existência do Barão Von Strucker, inimigo de Fury desde a Segunda Guerra, é meio que desfeita, uma vez que é que revelado ser aquele apenas um robô do vilão. Seu ressurgimento, até este momento, portanto, não aconteceu realmente. Algo parecido foi feito com o vilão Garra Amarela, tempos atrás. Porém, nesse caso, o vilão já foi oficializado como "vivo" dentro do Universo Marvel.

* Há um maior detalhamento do local onde o Capitão América (ou Steve Rogers) mora. Sua residência se situa em Brooklyn Heights, o que faz com que use a famosa Ponte do Brooklyn como principal fonte de acesso.

* O primeiro escudo do Capitão América apareceu em sua primeira história e foi trocado devido a um outro super-herói, de outra editora, já utilizar um escudo no mesmo formato. Na época, a editora optou por trocá-lo pelo modelo circular (capaz de ser lançado e recuperado) sem muitas explicações do porque disso.

* Ao chegar na nova base de SHIELD, escondida em um beco sem saída no meio de Nova Iorque, Capitão América passa por uma pichação onde se vê escrito "Sal B. esteve aqui". É uma pequena homenagem do desenhista John Byrne a Sal Buscema, que foi um dos desenhistas fixos da revista do herói.

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