segunda-feira, 19 de novembro de 2012

O DIÁRIO DE STEVE ROGERS - Parte 208

 - Captain America and the Falcon 222 (Junho de 1978)
> Publicada no Brasil na revista Capitão América nº 43, pela Editora Abril ("O Enigma de Um Passado - Parte 2")


História:

* "Monumental Menace" - Escrita por Steve Gerber, desenhada por Sal Buscema, artefinalizada por Mike Esposito

Após ter seu apartamento invadido e ser atacado por um fusca (absurdo? E eu nem disse que o apartamento ficava no terceiro andar...), Capitão América tenta encontrar Veda na Mansão dos Vingadores, mas ela parece ter saído. Também contata Nick Fury e descobre que o Falcão não está. Ao que tudo indica, tudo está sendo arquitetado pela organização Corporação. Sem que o herói saiba, sua idosa vizinha é Veda, que faz parte da Corporação, disfarçada e, provavelmente, orquestrando o ataque.

Investigando sobre o seu passado, o herói se vê sozinho e é atacado por uma monstruosa criatura.

Continua...

A+:

* O texto utilizado no Brasil, pela Editora Abril, para uma cena dessa história... é "primoroso". Principalmente por não ser uma versão tão literalmente traduzida do original. Trata-se da cena em que um fusca invade o apartamento do Capitão (a idéia e a cena, por si só já dizem tudo). O texto narrativo diz "Embora pareça absurdo, tente imaginar-se morando no terceiro andar de um pequeno edifício... e, de repente, seu apartamento ser invadido por um Volkswagen 1600, tentando, a todo custo, atropelá-lo! Agora, responda, isso não seria suficiente para enlouquecer qualquer pessoa?". Bem... apesar do original não ser exatamente igual (como citar um modelo 1600, por exemplo), de fato, dá idéia do absurdo da cena.

* Outra peculiaridade da tradução/adaptação: ao pedir para utilizar o telefone (residencial) de uma senhora, o herói recebe um alerta para que seja breve, pois cada quatro minutos conta um impulso. Essa medida, obviamente, era utilizada para cobrança da tarifa de telefonia fixa no Brasil.

* Agora uma adaptação do roteiro. Enquanto no original, o herói é atacado pela conhecida estátua de Abraham Lincoln (cena absurda, porém, simbólica), a edição brasileira optou por "cortar" essa cena e transformá-la no ataque do vilão dessa saga: Animus. Essa prática era comum nas adaptações brasileiras, inclusive montando quadros em disposição diferente do original, praticamente dando uma nova versão da mesma história.

* Situações bizarras eram especialidade do escritor Steve Gerber, responsável por esta aventura. É de sua autoria, por exemplo, a criação do personagem Howard, o Pato, uma espécie de herói coadjuvante com um visual ao estilo Disney, e que era um pato alienígena, porém dentro do universo Marvel

* Investigando sobre seu passado, Steve Rogers descobre que seu nome completo é Steven Grant Rogers.

* Primeira história no qual o pôlemico editor Jim Shooter comanda o título.

* Última edição onde a revista é chamada de Captain America and the Falcon. Como a parceria entre os dois heróis parece ter terminado, o título agora passa a se chamar apenas Captain America.


2 comentários:

Anônimo disse...

Olá!!!!!

Eu fui olhar como era o Howard (ele lembra o Pato Donald) e tem um FILME de 1986!!!!! A fantasia é tão engraçada....mas é tipo, assustadora, olha só: http://i.annihil.us/u/prod/marvel/i/mg/8/30/4bc3ab2c41603/detail.jpg

"Investigando sobre seu passado, Steve Rogers descobre que seu nome completo é Steven Grant Rogers." Espera aí. Steven não conhecia o próprio nome comleto????? Vc acredita mesmo nisso?

"Última edição onde a revista é chamada de Captain America and the Falcon."
NÃAAAAAAAAAAAAAAAAAOOOOO.
Por quê?? Eu amo a parceria deles!!! Acabou muito cedo!!!! (Ok, não tão cedo)

O q será do Sam agora? Ele ganha a própria revista?

Beijos
Jovie


PS: Skyfall é muuuuuito bom!

Marcos Dark disse...

Eu VI o filme do Howard. E achei o máximo (na época) não por ser um filme do Howard, mas por ser um filme de um personagem DA MARVEL. Tosqueira sim, mas não chega a ser tão ofensiva. Curiosidade: há o dedo de George Lucas na produção.

Steve Rogers não sabia que seu nome do meio era Grant. Isso fica implícito. Na verdade, nada dessa investigação foi levada muito a sério pelos roteiristas do futuro. Alguns até contestaram e até mesmo criaram teorias de implante de memória para proteger segredos de Estado, caso o Capitão fosse capturado. Mas o sobrenome "Grant" foi uma das poucas coisas que permaneceram.

Falcão vai voar sozinho daqui em diante. E até vai se dar bem. Vai ter sua revista própria, porém ela não será um sucesso tão estrondoso para se manter. Mas vai se tornar um coadjuvante de luxo e até mesmo vingador.