quarta-feira, 17 de outubro de 2012

O DIÁRIO DE STEVE ROGERS - Parte 175

 - Captain America and The Falcon 175 (Julho de 1974)
> Publicada no Brasil na revista Almanaque do Capitão América nº 39, pela Editora Abril ("O Último Tentáculo - Parte 3")

História:

* "... Before the Dawn" - Escrita por Steve Englehart, desenhada por Sal Buscema, artefinalizada por Vince Colletta

Nos porões do Império Secreto, onde os heróis foram jogados para serem executados, dois encapuzados revelam ser agentes da SHIELD infiltrados: Gabe Jones e... Peggy Carter, que agora integra a agência de espionagem. Gabe explica que descobriram que o Império Secreto é uma espécie de braço independente da organização Hidra.

A nave movimentada pela invenção das Indústrias Brand e pela energia gerada pela mente dos mutantes pousa na Casa Branca. No gabinete do presidente, Rocha Lunar, que recebe as honras como novo herói nacional é alertado por Quentin sobre a chegada da nave e que deve atacá-la. Trata-se, na verdade, de uma farsa montada pelos vilões, uma vez que o próprio Quentin faz parte do Império Secreto. Após uma "batalha" contra o campeão do Império, Rocha Lunar parece negociar a rendição da nação americana.

No entanto, Capitão América, Falcão e os X-Men surgem da nave e enfrentam os inimigos. O próprio Capitão consegue derrotar o poderoso Rocha Lunar. Quentin, desesperado, agradece o Capitão América por ter derrotado o Rocha Lunar, dizendo que este é um traidor. Rocha Lunar, não entendendo o blefe, diz diante das câmeras que o mentiroso é Quentin e que seu Comitê é uma fachada para o Império. Diante de uma transmissão para toda a nação, esse incidente revela o verdadeiro inimigo e, finalmente, mostra que o Capitão América é inocente.

O Encapuzado conhecido como número 1, líder do Império Secreto, toma uma estranha decisão e foge para dentro da Casa Branca. Perseguindo-o, o Capitão América fica cara a cara com o vilão e retira seu capuz. O herói fica transtornado ao verificar que se trata de um político de alta patente do próprio governo americano. Este, por sua vez, comete suicídio antes que seja capturado.

O Capitão América sai da Casa Branca visivelmente arrasado. Apesar de terem derrotado o Império Secreto, viu tudo pelo que luta ser corrompido pelo poder e ambição dos poderosos.

A+:

* Em momento algum é mostrado quem é o "político de alta patente" que se fazia de líder do Império Secreto. Mas, a idéia era dizer que se tratava do próprio presidente dos Estados Unidos. Pela época original da publicação desta história, o personalidade em questão era Richar Nixon, presidente dos Estados Unidos que, em agosto de 1974, renunciou devido a um escândalo político que entraria para a história como "O Escândalo de Watergate".

6 comentários:

Anônimo disse...

A Peggy não está super velha para atuar em campo? Ela não deveria ter ganho uma mesinha na Shield?

Nixon....legal.

"O Capitão América sai da Casa Branca visivelmente arrasado. Apesar de terem derrotado o Império Secreto, viu tudo pelo que luta ser corrompido pelo poder e ambição dos poderosos."
O Cap vai entrar em depressão OUTRA vez!!!!

Beijos
Jovie

Dark Marcos disse...

Vai.
E, desta vez, é das graves...

Anônimo disse...

Oh meu deus, DM! Como você me conta uma coisa dessas e não dá DETALHES?!!

beijos
J.

Anônimo disse...

Oi Marcos..

Aqui observei uma grande fragilidade do Cap América. Não imaginava que nessas histórias deixasse transsparecer tamanha sensibilidade de um herói. Isso é normal nos quadrinhos, ou sou eu que tenho a imagem de um herói diferente? Chorar eu entendo, mas depressão?

Carmem Magalhães

Dark Marcos disse...

Mas eu vou contar, Jovie... No momento certo... que nem está tão longe assim...

Dark Marcos disse...

Carmem,
Esse clima "deprê" é uma das características dos quadrinhos da Marvel, que tornou os personagens mais humanos e com problemas muito semelhantes aos dos leitores em geral. Era uma forma do leitor se identificar com um personagem que, apesar de poderes fantásticos, tinha sentimentos tão reais quanto as pessoas do mundo real.

Isso era muito evidente no Homem Aranha, que trazia essa característica como um dos principais fatores de sucesso do personagem. No caso dele, podemos dizer que o personagem era Pete Parker e não o Homem-Aranha.

No caso do Capitão América, além das agruras do personagem, é notável uma discreta (ou nem tanto) crítica política levantada pelo próprio herói que, ironicamente, era o símbolo da America.

Vale lembrar que pesa muito a visão do autor, uma vez que os heróis são publicados até hoje e equipes criativas trocam de tempos em tempos, mudando, inclusive, a abordagem.