quinta-feira, 28 de junho de 2012

O DIÁRIO DE STEVE ROGERS - Parte 70

- The Marvel Super-Heroes (1966)
> Episódios transmitidos no Brasil pela TV Bandeirantes, em 1967


A série The Marvel Super Heroes poderia ser chamada de desenho animado. Mas o correto seria chamá-los de desenho... desanimado! Não que suas histórias não fossem tão empolgantes quanto as que seus heróis participavam nos quadrinhos. Mas era justamente o excesso de fidelidade a fonte original que lhe deu essa fama. Afinal, as animações eram feitas como se de recortes das próprias revistas, utilizando os mesmos desenhos e apenas movimentando poucas partes do corpo e do cenário em volta do personagem. Quando muito, moviam apenas a boca. Era, no entanto, uma grande sacada de divulgação de novos personagens da Marvel, na época, trazendo novos leitores para suas respectivas revistas. No Brasil, esses mesmos desenhos ficaram muito populares, preparando terreno para que a Editora Ebal, em uma campanha publicitária junto aos postos Shell, iniciassem a publicação do Universo Marvel por aqui.

Produzido pela Grantray-Lawrence Animation, um estúdio do Canadá, entre setembro e dezembro de 1966, a idéia era apresentar diariamente, de segunda a sábado, um episódio completo com cada um dos heróis: Capitão América, Namor, Homem de Ferro, Thor e Hulk. Cada desenho era dividido em três blocos, aumentando assim o suspense e dando também uma idéia do que era a estrutura da história nos quadrinhos, que por vezes era também segmentada. Até mesmo o resumo no início de cada bloco, sobre o que havia acontecido anteriormente, seguia os padrões dos quadrinhos.

Mais famosas ainda ficaram as musiquinhas tema de cada personagem, homenageadas até hoje. Esses temas tiveram suas letras adaptadas para o português no Brasil e também fizeram enorme sucesso, sendo cultuadas até hoje. Uma curiosidade, ainda brasileira: um dos narradores das histórias (e narração também era um recurso copiado dos quadrinhos) da versão brasileira era o locutor Léo Batista.

Como as aventuras do Capitão América mostravam o herói em seu ressurgimento no Universo Marvel dos anos 60, era natural haver participações especiais de outros heróis Marvel, uma vez que ele era integrante e líder dos Vingadores. Sua série, portanto, retirava tanto as histórias de Tales of Suspense (onde aparecia sozinho), como adaptada da revista dos Vingadores.

4 comentários:

Anônimo disse...

Oi :)

Eu já vi um desses desenhos na Record (mas não lembro quando), era o Thor e ele só mexia a boca, LOL ou então o braço com o martelo.
Era uma coisa muito precária (e antiga).
Aff eu só lembro do Thor e eu não segui o desenho, por isso também não lembro de ter visto mais nenhum dos Vingadores q vc citou.

Beijos
Jovie

Dark Marcos disse...

Eram tão toscos que acabaram se tornando cult.
E forma produzidos por preço de banana por um estúdio que fazia desenhos de "baixa renda". Curiosidade: o estúdio faliu no ano seguinte.

Anônimo disse...

Oi!!

Esse tipo de 'curiosidade' você deveria incluir no seu post!!!

Beijos
J.

Dark Marcos disse...

Jovie,

Acontece que essa conversa que temos por aqui também faz parte da postagem. Aqui e em outras redes que participo. Sempre há algum detalhinho que algum abençoado leitor/leitora pega no ar. E até mesmo novidades pra mim. Essa é a magia da coletividade neste humilde blog.