sexta-feira, 15 de junho de 2012

O DIÁRIO DE STEVE ROGERS - Parte 57

 - The Avengers 23 (Dezembro de 1965)
> Inédita no Brasil


História:

* "Once An Avenger..." - Escrita por Stan Lee, desenhada por Don Heck, artefinalizada por John Romita Sr

Quando os Vingadores se vêem despedaçados com a saída do Capitão América, restando no grupo apenas o trio formado por Gavião Arqueiro, Feiticeira Escarlate e Mercúrio, o vilão Kang decide atacar a mansão que serve de base aos heróis, afim de provar ser o conquistador em batalha para sua amada, a princesa Ravonna (que até tem uma queda pelo vilão, mas não concorda com sua atitude vilanesca).

Sabendo que seus ex-companheiros estão em perigo, o instinto de herói do Capitão América fala mais alto e ele deixa suas diferenças de lado, unindo-se o ao trio par enfrentarem Kang. Porém, o vilão convoca sua enorme tropa futurista para atacar quem quer que seja a impedir sua paixão por Ravonna.

Continua...

A+:

* O Capitão América, fora de seu tempo e desiludido, procura seu espaço no mundo que o cerca de forma digna. Apesar de ser acolhido na Mansão dos Vingadores, tendo ali tudo necessário para seu sustento (e graças a fortuna de Tony Stark, o Homem de Ferro), prefere depender de recursos conquistados com seus próprio esforço.

Mas, que emprego poderia arrumar um supersoldado da Segunda Guerra Mundial?

É justamente essa situação tão dramática e realista (beirando o absurdo), que caracterizou os personagens da Marvel nos anos 60 (refletindo nos quadrinhos de super-heróis desde então). Não importa o quão poderoso ou mesmo glorioso seja o herói. Suas dificuldades são tão humanas quanto as enfrentadas pelos leitores de suas revistas.

Para se ter uma idéia, se fosse diferente, os autores poderiam levar a história seguindo a lógica de que Tony Stark, milionário, bancaria os heróis e mesmo poderia dar empregos para suas respectivas identidades secretas em suas indústrias. Os Vingadores, dessa forma, se tornariam mais corporativos. Mas mostrar os heróis em dificuldades e até mesmo com preocupações financeiras era o que, como dito, marcava os quadrinhos da Marvel. No caso do Capitão América, ainda havia a depressão por estar sozinho em uma época que não era a sua.

Em tempo: o emprego que Steve Rogers (identidade do Capitão), encontra não poderia ser mais lógico e imediato: instrutor de boxe! Era uma forma de utilizar-se de suas habilidades em combate corporal para tentar ganhar o pão do dia a dia.

Os Vingadores desse período, como se pode ver, estavam longe de ser o grupo de heróis "mais poderoso da Terra". Nesse ponto, este título era águas passadas, uma vez que os realmente mais poderosos, Homem de Ferro e Thor, estavam até o pescoço cuidando de seus próprios problemas.

* O título dessa história, "Once An Avenger..." se tornaria uma espécie de lema do grupo nas décadas seguintes. Com diversos integrantes e, consequentemente, ex-integrantes, costuma-se dizer que "Uma vez Vingador (tradução do título)... para sempre se será um vingador.

6 comentários:

Anônimo disse...

Nada como uma crise para reunir ex-companheiros.

Steve não é homem que aceita ser sustentado por terceiros (vamos aplaudir essa pessoa)

"Mas mostrar os heróis em dificuldades e até mesmo com preocupações financeiras" isso lá na década de 60, mas e *essa* crise atual, também está sendo/foi retratada nos quadrinhos?

"o emprego que Steve Rogers, encontra não poderia ser mais lógico e imediato: instrutor de boxe!" Me passa o endereço agora ;)
Quando vc disse 'lógico e imediato' eu pensei "Modelo!", ele é um super soldado com um corpo perfeito, deveria ir modelar. (E eu tô falando sério) Mas eu entendo, instrutor de boxe é algo mais 'másculo' e tal.

A Vespa e o Hank não ganharam nenhuma menção, sabe, eles não eram exatamente fracos.

Beijos
Jovie

Dark Marcos disse...

Como o Capitão América é o herói que mais bem representa os valores norte-americanos, abordagens mais recentes faz com o que o personagem se mostre indignado com outro tipo de crise: a política.

Quanto a sua dica de emprego para Steve Rogers... é algo um tanto difícil para ele que se sente tão retraído e fora de época. Digamos que ele ainda agia timidamente e sem muita exposição. O emprego que arranjou é algo mais próximo para utilizar suas habilidades como soldado que é. E já que Nick Fury não arrumou nenhuma guerra pra ele lutar...

Citei os dois medalhões em matéria de força (Thor e Homem de Ferro) pois, em matéria de força bruta, eles são sem iguais dentro do Universo Marvel. O Hulk, claro, está nesse grupo, mas já não foi tão próximo quanto os dois primeiros. Hank e Vespa tem sua importância fundamental, também. Mas em outra categoria. Hank, por exemplo, é uma das mentes mais brilhantes da Marvel, dentro de uma categoria de um Reed Richards, por exemplo.

Anônimo disse...

Queria ver o que ele tem a dizer da época do Bush...

Ok, Steve é tímido. A carreira de modelo não ia rolar mesmo.

Oh, achei que quando Hank se torna um gigante isso representava algo mais significativo em questão de força.

Beijos
Jovie

Dark Marcos disse...

Na verdade, Hank Pym tem sua força proporcionalmente aumentada sim, conforme o tamanho que assume. Ainda assim, num suposto embate contra Thor ou Homem de Ferro, ele levaria a pior. Lembre que Thor derrotou diversos Gigantes do Gelo em Asgard de uma só vez!

Anônimo disse...

Marcos, Thor fez bemmmmmmm mais que isso.
E eu li aqui no seu blog =)

Beijos
J.

Dark Marcos disse...

Ah, já fez mesmo. Só para você ver como a máxima de que tamanho não é documento é verdadeira.