sábado, 28 de abril de 2012

O DIÁRIO DE STEVE ROGERS - Parte 9

- Captain America (Fevereiro de 1944)

* Dirigido por Elmer Clifton e John English; com Dick Purcell, Lorna Gray, Lionel Atwill


Essa primeira incursão do personagem em um seriado onde aparece sendo interpretado em "carne e osso", é considerado uma adaptação livre, sem qualquer semelhança com os quadrinhos. Pode-se dizer que a única semelhança do personagem aqui apresentado é seu uniforme e, ainda assim, com várias modificações. Apesar das cores apresentadas nos cartazes corresponderem aos quadrinhos, na tela o Capitão América parecia usar um uniforme negro. Mesmo levando-se em conta que se tratava de uma produção que não era a cores, a verdade é que, nas filmagens, o uniforme era negro e cinza.

A faixa listrada por exemplo, cobre apenas sua barriga. E aqui digo "barriga" porque o ator Dick Purcell estava claramente gordinho para o papel. Além disso, o famoso escudo do personagem não foi usado, sendo apenas levemente lembrado na fivela em seu cinto. Como arma, o herói simplesmente usava uma pistola, a qual não vacilava em usar contra seus inimigos. As asinhas na parte coberta em sua cabeça e as botas também foram ignoradas.

As outras diferenças gritantes estavam no fato da identidade secreta do personagem não ser o soldado Steve Rogers. Em seu lugar, preferiu-se utilizar o promotor (!) Grant Gardner (!!) que combatia o crime vestido de Capitão América. O soro do supersoldado, aplicado no herói e do qual se originava sua superforça, foi suprimido dessa versão. O herói contava ainda com uma espécie de secretária, que o auxiliava em suas investigações.

Feito para o formato de seriados cinematográficos, onde a história era serializada para cativar o público, Capitão América foi um dos mais caros empreendimentos da produtora Republic nesse segmento. As mudanças no conceito do personagem  tinham como desculpa que tais detalhes (o personagem ser um soldado, sua identidade secreta e até o escudo) não estavam tão claros no escopo de suas aventuras (pois é...). Nem mesmo o tom de ter os nazistas como inimigo foi utilizado. No lugar de espiões alemães, o Capitão enfrentava um rico explorador conhecido como O Escaravelho, que tencionava se apoderar de armas avançadas, além de assassinar seus antigos colegas de expedição. Para tanto, o vilão contava com uma espécie de gás hipnótico que induzia a vítima ao suicídio. Sua marca registrada era um escaravelho de metal no local do crime.

Ainda com todas as mudanças, o seriado fez sucesso na época. O ator que interpretava o personagem, Dick Purcell, faleceu precocemente (com apenas 35 anos de idade) logo após a finalização das filmagens, vítima de um ataque cardíaco. Segundo boatos, sua condição cardíaca se agravou devido ao estresse causado justamente nas gravações da série.


2 comentários:

Anônimo disse...

Oi.
De Capitão América só ficou o título né? Mudaram tudo!!!
A mesma coisa aconteceu com o John Constantine de Hellblazer no cinema. Na época eu não sabia nada do personagem e não liguei; mas algumas estórias depois (graças a um amigo que compra a Vertigo) eu descobri o porquê de tantos fãs terem ficados irritados com a adaptação: MUDARAM tudo.

Amei o video!

Beijos
J.

Dark Marcos disse...

Eu diria que a mudança feita no conceito do Capitão América foi muito maior no que no de John Constantine. Tudo leva a crer que as mudanças da Republic não foram nem no sentido de se adaptar para a tela, mas pura malandragem contratual mesmo.