quarta-feira, 25 de abril de 2012

O DIÁRIO DE STEVE ROGERS - Parte 6

- The Masked Marvel (Novembro de 1943)

* Dirigido por Spencer Gordon Bennet; com William Forrest (Laura), Louise Currie (Cidadão Kane), Johnny Arthur (Do Mundo Nada Se Leva)
Para aqueles que ainda tem preconceito quanto a histórias "com continuação", comum nos quadrinhos de super-heróis, saiba que essa tendência já vem de longa data e até mesmo em outra mídia.

Os seriados eram filmes subdivididos em capítulos (vários aliás) que eram apresentados ao espectador de forma a deixar sempre um "gancho" no final de cada episódio, para atiçar a curiosidade e fazê-lo voltar para ver a continuação. De certa forma, é algo mais próximo das telenovelas de hoje (que, estranhamente, ninguém tem preconceito de também ser "em continuação"). Esses seriados eram uma prática desde a década de 20 e fez muito sucesso nos cinemas americanos e até mesmo no Brasil, nas chamadas matinês.

Uma grande história era criada, divida em capítulos, com começo, meio e fim. Assim que uma série de histórias se completava, um novo seriado entrava no ar. Capitão América iria ter seu próprio seriado. Mas, antes, seu predecessor também fez certo sucesso. Tratava-se de The Masked Marvel (O Maravilhoso Mascarado, ou, simplesmente, O Mascarado).

Com doze capítulos, The Masked Marvel contava a história de um herói mascarado que auxilia um grupo de investigadores a desvendar os crimes de um sabotador japonês. Era a época da Segunda Grande Guerra e o vilão não poderia ser menos estereotipado.

Mas a sacada desse seriado não estava apenas em atiçar a curiosidade do espectador quanto a forma como o herói escapava das armadilhas. O grande mistério era... quem é o Mascarado, afinal? Ele não usava um uniforme, por assim dizer. Além da discreta máscara, usava um terno alinhado da mesma tonalidade e modelo utilizados pelos outros investigadores que, por sua vez, tinham feições muito parecidas... quando encobertas por uma máscara. O chapéu do herói também ajudava a encobrir seu penteado e mesmo sua voz mudava muito quando atuava como vigilante.

O seriado contava com cenas de ação e efeitos especiais impressionantes para a época. Uma curiosidade é que, apesar da identidade secreta do herói na história ser um dos investigadores, o Mascarado não era interpretado por nenhum dos atores do elenco, mas sim por seu dublê. Como o público percebeu a diferença, isso acabou causando certa decepção. Era claro que o roteiro primava por revelar um deles como sendo a identidade secreta do herói. Mas era notável que o homem por trás da máscara não era o mesmo que lutava quando disfarçado. Além do mais, nem mesmo a voz "alterada" para esconder sua identidade era um recurso "sincero", por assim dizer. O Mascarado era dublado, pois seu intérprete não tinha uma voz que mostrasse a firmeza necessária para um combatente do crime.


2 comentários:

Anônimo disse...

Isso é muito legal!!!!! Nunca tinha ouvido falar disso. Onde vc encontra essas coisas? LOL


bjos
J.

Dark Marcos disse...

Navegando por aí, minha querida Jovie. Guiado por minhas reminiscências quadrinhísticas.