domingo, 22 de abril de 2012

O DIÁRIO DE STEVE ROGERS - Parte 3

 - Captain America Comics 3 (Maio de 1941)
> Inédita no Brasil

Histórias:

"The Return of the Red Skull" - Escrita e desenhada por Joe Simon e Jack Kirby
"The Hunchback of Hollywood and the Movie Murder" - Escrita e desenhada por Joe Simon e Jack Kirby
"The Queer Case of the Murdering Butterfly and the Ancient Mummies" - Escrita e desenhada por Joe Simon e Jack Kirby


O Caveira Vermelha parece ter feito sucesso o suficiente para voltar da própria morte e infernizar a vida do Capitão América. Os desenhos de Jack Kirby (apesar de unidos aos de Joe Simon) eram bem diferentes daquele pelo qual ele ficou conhecido nas décadas de 60 e 70. No entanto, certo estilo é reconhecível em sua obra. Apesar das forma geométricas mais quadradas não serem parte da composição de seus desenhos, é também através de linhas curvas que o desenhista apresentava idéias inovadoras e maquinários fantásticos. Um bom exemplo disso é a escavadeira/furadeira gigante usada pelo vilão, impressionando em uma cena apocalíptica, onde ele destrói uma cidade inteira.

Um momento forte e nada ingênuo da história é o enforcamento de Capitão América e Bucky. A situação acontece de forma mais polêmica ainda. Dois picaretas que se apresentam em circos decidem se vestir com os uniformes dos heróis para ganhar dinheiro. Justo no dia que começam a fazer suas apresentações, o Caveira Vermelha retorna e pensa se tratar da verdadeira dupla. O rancoroso vilão, mesmo sob protestos dos dois farsantes, não pensa duas vezes em enforcá-los e admirar os corpos pendurados. Uma cena macabra, que só é quebrada pela entrada heróica dos verdadeiros heróis, deixando o vilão confuso.

Na segunda história, o regimento ao qual Steve Rogers pertence participa de uma espécie de visita a um estúdio de cinema. Na história, são feitas citações cinéfilas como o nome do principal suspeito dos crimes que ali ocorrem: Goris Barloff, uma clara homenagem ao ator Boris Karloff, que imortalizou o clássico Monstro de Frankenstein no cinema. A homenagem ainda permite explorar o clichê de que o ator que faz vilões no cinema, sempre pode ser confundido pelo público como uma pessoa sombria e vilanesca como os personagem que interpreta. Mito que é desfeito quando os heróis descobrem que os crimes nos estúdios estão sendo praticados por outros atores.

Na terceira história, um interessante vilão, chamado Borboleta, usa a figura do super ladrão que sempre burla os mais fantásticos sistemas de segurança. Nessa história, os assaltos acontecem em um museu. Da mesma forma que a história anterior, o mote está em descobrir quem está por trás da máscara do criminoso, sendo que os suspeitos são apresentados ao leitor ao longo da narrativa.

Apesar da presença (retorno) do Caveira Vermelha, é uma edição que foge um pouco da perseguição nazista e mostra que o Capitão América também pode ser um personagem interessante em aventuras de ação e suspense.

A+:

* Nessa edição, na terceira história, é a primeira vez que o Capitão América utiliza seu famoso escudo como arma de ataque, e não apenas para se defender (afinal, era um escudo). Com um formato circular, o "adereço" é arremessado contra o vilão Borboleta, que alçava vôo e é derrubado... ferindo-se gravemente na queda, aliás.

* Apesar de não estarem creditados, Al Avison e Al Gabrielle fizeram a artefinal dos desenhos de Jack Kirby. Creditar a equipe não era uma prática comum na época. Porém, geralmente os autores principais assinavam em algum quadro de destaque na própria história.

Nenhum comentário: