quarta-feira, 14 de setembro de 2011

LEGIÃO DOS SUPER-HERÓIS - Parte 482

 - Legion of Super-Heroes 119 (Setembro de 1999)

História:

* "Eat The Poor" - Escrita por Tom Peyer e Tom McCraw, desenhada por Scott Kolins, finalizada por Ray Kryssing


Entre o final dos anos 80 e meados dos anos 90, o escritor e desenhista Keith Giffen, que fez sucesso em sua passagem pela revista da Legião dos Super-Heróis, homenageou o grupo com a criação da L.E.G.I.Ã.O. Tratava-se de uma espécie de empresa privada de policiamento planetário que tinha como seus integrantes heróis muito parecidos com os legionários. Eram liderados por Vril Dox, um coluano (assim como Brainiac 5) que tinha como maior característica, além da superinteligência, a total falta de escrúpulos para conquistar seus objetivos.

Esse grupo não pertencia ao futuro, mas ao presente dos heróis do universo DC, ou seja, mil anos antes da criação da Legião que conhecemos. Não se tratava de uma inspiração para a criação do grupo futurista, mas há várias passagens que interligam as duas equipes.

MOn-El e Aparição chegaram a ser integrantes da L.E.G.I.Ã.O. O primeiro, na verdade, pertencia ao período passado e ela, que descobriu ter a capacidade de dividir-se em corpos distintos, foi parar acidentalmente naquela época. E durante uma folga dos legionários, são justamente os dois quem relembram uma história desse passado tão longínquo, quando utilizavam os respectivos nomes de Valor e Fase.

A conversa acontece narrando-se para o robótico Gear, que teve seu corpo destruído no planeta prisão onde estava Sensora, mas foi consertado pela genialidade de Brainiac 5. Em um caso onde aprenderam melhor sobre a ácida inteligência de Vril Dox, os dois relembram quando foram parar em um planeta que era uma espécie de Igreja Monetária. Ou seja, o "deus" de adoração daquela raça era o dinheiro. O fanatismo era tanto que ser pobre era um crime passível de pena de morte. O que a L.E.G.I.Ã.O. descobre é mais aterrador ainda. Os pobres eram presos... e cozidos para servirem de alimento aos ricos!

Diante de uma aterradora situação, mas que não sinalizava os alienígenas canibais de serem vilões (afinal, essa era a cultura deles), Vril Dox surpreende (como sempre) negociando com os assassinos, em um investimento monstruoso que poderia lhe dar um ótimo retorno. Afinal, segundo ele, não havia melhor investimento do que negociar com um povo que tem a própria via em risco dentro de suas finanças. Com isso, torna-se um dos maiores investidores do planeta e, consequentemente, sua empresa/milícia pode controlar de perto as atrocidades cometidas. Assim era Vril Dox.

Um detalhe interessante: o bate-papo acontece em uma sala de jogos onde os legionários brincam em uma espécie de video-game chamado Dia do Julgamento, com personagens holográficos homenageando heróis e vilões do passado do universo DC. Dia do Julgamento, na verdade, foi uma saga onde os heróis daquela editora enfrentam nada menos do que a vinda dos demônios do Inferno para a Terra. Foi uma forma de mostrar a participação do Legião na saga... mesmo não estando lá.

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