quinta-feira, 5 de maio de 2011

LEGIÃO DOS SUPER-HERÓIS - Parte 355

 - Legionnaires Annual 2 (Agosto de 1995)

Histórias:

* "Four Horsemen" - Escrita por Tom McCraw, Tom Peyer e Mark Waid, desenhada por Jeffrey Moy, finalizada por W. C. Carani

No anual dos Legionários, como o tema de 1995 era abordar o primeiro ano de atuação dos personagens, preferiu-se dar foco ao final da saga do Triângulo Branco. Afinal de contas, a história da Legião estava sendo recontada e, até então, este era apenas o primeiro ano de atuação do grupo.

Os daxamitas atacam o planeta Terra! Não poupam nem mesmo hospitais ou igrejas (que, no futuro, são frequentados pelas mais diversas criaturas alienígenas pacíficas). É preciso a força unida da Legião dos Super-Heróis e da Workforce para enfrentar a crise.

Relâmpago e Cósmico conseguem a atenção de Satúrnia que, após o ataque do vilão durlaniano, regrediu mentalmente para o intelecto de uma criança. Com bastante dedicação, os dois colegas conseguem convencê-la da gravidade da situação e da sua utilidade durante a crise. Ela aparenta entender e ajuda como pode.

Roxxas é desmascarado como líder do Triângulo Branco e enfrenta Andrômeda, que se sente traída por sua própria raça. Com a ajuda de Violeta, que encolhe até um tamanho capaz de mexer com a fonte motora do cérebro de Roxxas, Andrômeda consegue abatar o daxamita. Porém o vilão, desesperado, consegue fazer com que um reator exploda e leve os dois juntos. Violeta consegue escapar do inferno apenas para olhar pra trás e chegar a conclusão que sua colega foi morta.

Outra baixa, ainda mais dramática, acontece quando Ultra Rapaz enfrenta um daxamita com a ajuda de Aparição. Quando pensam ter derrotado o alienígena, em um momento de comemoração em que se declaram apaixonados, o daxamita se levanta e incinera a floresta em volta deles. Ultra Rapaz, invulnerável, consegue escapar. Aparição, no entanto, distraída e sem usar seu poder de ficar imaterial... é incinerada em seus braços. E, novamente, o romance tem um fim dramático.

Quem derrota os daxamitas, no entanto, é alguém que traz um ás na manga: o milionário R. J. Brande. Em sua nave, após voltar do agora morto planeta Trom, Brande traz ninguém menos que o jovem filho de seu amigo, Jan (agora o último tromniano vivo), que consegue transmutar uma barra de aço no elemento que o bilionário usou para criar os portões estelares. Isso acontece quando os daxamitas investem contra a cidade... e acabam caindo no portal estelar. Vão parar em um planeta com o sol vermelho, que tira todos os seus superpoderes e lá ficarão até serem capturados pela Polícia Científica. A criação dessa armadilha teve a vital ajuda de Brainiac 5.

Após vencida da batalha é hora de contabilizar as baixas. Além das morte de Andrômeda e Aparição, XS lamenta não poder ajudar tanto quando desejava no Japão, onde um daxamita, além de criar um enorme tsunami, ainda matava em supervelocidade aqueles que conseguiam escapar.

Logo após, quando Cósmico vai prestar satisfações sobre a missão para a presidenta da Terra, esta mostra que o antigo Planeta Inferno, prisão que ficava dentro do Sol, agora tem uma nova detenta... Andrômeda! A legionária escapou mas, por ter participado do Triângulo Branco, foi presa como criminosa. Cósmico tem que aceitar essa decisão... mesmo que a ex-colega tenha derrotado Roxxas... e esconder esse segredo de todos.

A saga dos daxamitas foi uma releitura de vários momentos importantes na história da Legião, como detalhes do fim do planeta Trom, a morte de Aparição diante do namorado e a origem do poder de Roxxas. Também serve para reunir Relâmpago ao grupo, uma vez que sua ajuda foi de extrema importância.


2 comentários:

Anônimo disse...

Sim.. a morte de Aparição é bastante chocante. Acho que bem mais do que a versão anterior. Mas será que no futuro haveria momentos surpreendentes..??!

Fico aqui refletindo que só mesmo o leitor dessa arte para entender cada detalhe da sua descrição nessas resenhas. Imagino que a retratação de cada cena no enquadramento das revistinhas afeta diretamente a maneira a história é percebida aumentando a sensação de imersão, criando até mesmo um elo emocional mais forte com os personagens.
Disse isso porque senti vontade de querer mais..

Carmem Magalhães

Dark Marcos disse...

O que move a indústria dos quadrinhos de super-heróis é justamente "momentos surpreendentes".

E um fator que muito me agrada nesse tipo de quadrinho é a continuidade no sentido de que uma ação passada influi em uma futura. Seja ela separada por décadas de publicação ou mesmo por diversos autores. São regras que vão se construindo passo a passo.

Essa continuidade dá mesmo a sensação de proximidade com o personagem. Por isso até mesmo a mídia fica chocada quando se anuncia a morte de um personagem, mesmo que isso não seja um fator definitivo nos quadrinhos.