terça-feira, 29 de março de 2011

LEGIÃO DOS SUPER-HERÓIS - Parte 329


- Legion of Super-Heroes 61 (Setembro de 1994)

Histórias:

* "End of an Era, Finale: Borrowed Time" - Escrita por Tom McCraw e Mark Waid, desenhada por Stuart Immonen, finalizada por Ron Boyd

Apoteótico final para a saga Zero Hora e mesmo para o universo de aventuras da Legião. Tudo bem que sabemos que será um recomeço. Mas a homenagem feita a essa edição, despedindo-se de tudo o que foi feito com os personagens até agora, é digna, honrosa e chega ser mais emocionante do que o final da saga que envolveu todas as revistas da editora na época. Há até mesmo uma cômica e singela homenagem ao lendário azar de Relâmpago, ao qual os legionário brincam tentando culpá-lo pela atual crise.

Todos os legionários vão até o planeta Terra do Universo compacto porque, afinal, devido ao colapso no núcleo, ele ainda está prestes a explodir e levar toda a Nova Terra também. Os heróis tentam usar seus poderes conjuntos para salvar o local, uma vez que os únicos heróis que poderiam movê-lo sumiram devido a crise temporal (com excessão do Ultra Rapaz, que viajou ao passado). Os heróis, no entanto, sentem o planeta se convulsionar em explosões de lava, sem nada poder fazer.

Ultra Rapaz (Dragon) retorna do passado, juntamente com os Cósmico, Satúrnia e Curto Circuito e os alerta sobre a crise no tempo do passado, que afetará toda a linha temporal e apagará o século XXXI da existência.

O Senhor do Tempo chega ao local e todos se preparam para a batalha. Só cessam as hostilidades pois Cósmico surge juntamente com o vilão, dando-lhe chance de revelar sua verdadeira identidade... o próprio Cósmico! Quando o herói adquiriu o conhecimento da Biblioteca Infinita, também obteve conhecimento capaz de lhe dar poder sobre o tempo. E essa era a origem do "vilão". As ações do Senhor do Tempo ao longo de décadas, portanto, nada mais eram do que manipulações para salvar o futuro e a Legião. Explica, inclusive, que criou as duplicatas temporais mais jovens (que não eram clones, como se imaginava) como estratégia para escapar da crise... um plano que parece ter falhado também.

O desaparecimento de alguns legionários é mais do que um efeito colateral da crise. Devido a cópia ser duplicata exata de um momento passado da existência de cada herói, caso ela morra, essa existência fica sem essa parte... e o copiado começa a sumir. Isso já vem acontecendo com outros heróis que não estão presentes no planeta.

Com a conclusão dessa ligação entre as duplicatas, o Senhor do Tempo chega explica que cada qual deve ficar junto a sua cópia... e se apagar da existência. Só assim, o século em que vive a Legião será totalmente apagado, inclusive toda a vida deles e tudo pelo que já passaram até hoje... criando uma nova realidade.

Os legionários ainda desconfiam dessa teoria do vilão, pois Solar morreu e Inferno (sua cópia) ainda está ali. É quando Pulsar retira sua armadura e revela que, na verdade, para manter seu corpo energético, teve que ocupar o cadáver de Solar.

Compreendendo a necessidade do sacrifício, cada um dos legionários junta-se a sua respectiva cópia... e se anulam. Começam a desaparecer um a um, deixando toda uma existência pra trás. No final sobram apenas os três (ou seis) fundadores: Cósmico, Relâmpago e Satúrnia, que ainda vêem os últimos momentos da Terra compacta. Os três se cumprimentam sob o grito de guerra dos legionários: "Longa Vida a Legião!".

Em seguida, os últimos legionários deixam de existir. O Senhor do Tempo parte. E todo o universo, o tempo e o século XXXI deixam de existir...

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