terça-feira, 22 de março de 2011

LEGIÃO DOS SUPER-HERÓIS - Parte 322


- Legion of Super-Heroes 59 (Julho de 1994)

Histórias:

* "A Time of Loss" - Escrita por Tom McCraw e Mark Waid (writers), desenhada por Stuart Immonen, finalizada por Ron Boyd

Edição onde o suspense sobre uma iminente fatalidade é muito bem trabalhado e tem uma narrativa que, apesar do acontecimento trágico, brinca com o acompanhamento do leitor. Esse toque de gênio tem o talento do escritor Mark Waid envolvido, que estará na equipe fixa da Legião dos Super-Heróis nos próximos meses.

NA explosão no Mundo de Weber, o núcleo do planeta artificial se torna instável, a ponto de explodir. É quando alguém aparece em super-velocidade e lança a ameaça ao espaço. Trata-se de Valor, que chega em boa hora juntamente com o agora heróico Dev-Em (em uma versão tão antiga do personagem que chega a ser alternativa).

A história retorna no tempo e ficamos sabendo como a Legião dos Super-Heróis derrotou os Heróis de Lallor e os khúndios. Também é descoberto que Universo estava envolvido na conspiração com os alienígenas (o que, convenhamos, não é novidade) e o vilão político tenta fugir antes de ser capturado. Sua fuga é impedida pela Garota Infeciosa, ex-legionária capaz de infectar suas vítimas com diversas doenças, que é o que acontece com Universo.

Enquanto isso, após a batalha, é fato que uma das bombas explodiu e Vírus (Violeta) estava muito próximo dela. Todos estão em uma espécie de sala de espera da enfermaria de Weber, aguardando novidades por sua colega atingida.

Em outro recordatório, vemos que Pulso (Garota Relâmpago), em seu corpo de criança, conseguiu chegar até Vírus, no momento exato em que ela cortava os fios da bomba... e era eletrocutado pelo dispositivo. Pulso, com sua capacidade de manipular eletricidade, consegue segurar a descarga que detonaria essa bomba. Apesar disso, recolhe Vírus em colapso, com seu coração parado. Mas... se não foi essa bomba que explodiu...

Acontece que havia uma segunda bomba, capturada por Laurel Gand. E foi essa que realmente explodiu. Seu corpo, muito avariado, foi encontrado por Vésper (que retorna para a Legião após sua temporada com a tribo indígena a qual pertence) e, na verdade, é dela que os heróis aguardam notícias de recuperação. Vírus logo chega, ilesa, demonstrando que conseguiu ser salva. Já Laurel...

Destaque para a explicação científica de Brainiac 5 em relação a perda da heroína (que secretamente, ele amava): "Ela entrou em um novo ciclo de conhecimento. Sua consciência passou para um nível superior. Onde quer que esteja, ela vai encontrar novas informações a serem recolhidas ... novos horizontes para explorar. Portanto, não precisamos lamentar sua partida." Em seguida, ele esconde seu rosto... e chora.

Além da perda da heroína, outros acontecimentos paralelos ocorrem no local e fora dele. O fluxo temporal parece continuar enlouquecido e transforma Celeste em uma darkstar (uma espécie de polícia universal ao estilo dos Lanternas Verdes) diante dos olhos de seus amigos. Valor diz a Dragon (Ultra Rapaz) que encontrou Etérea, sua amada que acreditavam estar morta, no passado, participando de um grupo conhecido como L.E.G.I.Ã.O. Mysa, a Feiticeira Branca, mais saidínha depois de ter derrotado Mordru, dá em cima de Lobo Cinzento com o qual quer aprender os prazeres da vida que até então não desfrutou. E Polestar (Cósmico) parece ter enlouquecido, colocando a Nova Terra em risco com a colisão de vários destroços.

A destruição do fluxo temporal (e mesmo a chegada de Mark Waid) trarão grandes mudanças aos heróis. É o fim de uma era...

2 comentários:

Anônimo disse...

Um dos acontecimentos importantes narrados nessa edição é a volta da Etérea. Enquanto todos acreditavam da sua morte no passado, Valor a descobre participando de um grupo e conta ao seu amado Ultra Rapaz, conhecido aqui como Dragon.

A morte é um recurso comum. Personagens morrem e voltam. Percebo que nas HQs há permissão para que seja aceita qualquer coisa incompreensível. A magia às vezes se perde na era onde tudo tem que ser lógico, racional e explicadinho. Aqui o absurdo também é estético - e permite histórias cheias de forças além da compreensão.

Fico encantada com essas descobertas!!

Carmem Magalhães

Dark Marcos disse...

A morte nos quadrinos é, acima de tudo, um recurso. Recurso para se renovar um produto (personagem) que possa se mostrar gasto durante as décadas em que foi publicado.

Esse recurso chega a ser odiado por alguns, justamente porque nada é definitivo (a não ser que o editor pense o contrário) nos quadrinhos. Mas, claro, existem casos e casos. Vai depender muito da criatividade de cada escritor. Às vezes, um recurso banal no roteiro prévio, acaba se tornando uma obra prima nas mãos de alguém talentoso.