quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

LEGIÃO DOS SUPER-HERÓIS - Parte 265


- Legion of Super-Heroes Annual 2 (1991)
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Histórias:
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* "The Legend of Valor" - Escrita por Mary Bierbaum e Tom Bierbaum, desenhada por Brandon Peterson, finalizado por Scott Hanna

Tentanto mostrar um pouco de ordem na bagunça: Originalmente, a Legião dos Super-Heróis foi criada, no futuro, inspirada na lenda do Superboy. Com reformulações na mitologia dos personagens durante as décadas, Super-Homem só descobriu seus poderes já perto da idade adulta. Ou seja, nunca foi Superboy. Então, como se explicava a existência da Legião?

Por outro lado, dentro da própria Legião, haviam inúmeros "genéricos" do Superboy. O mais similar deles era o daxamita Mon-El. Era tão similar que chegou a ser apresentado como um suposto irmão mais velho do garoto de aço. Descoberta a verdade, o herói mostrou possuir um fraqueza com o chumbo, que podia envenená-lo em segundos. Devido a isso, ele não poderia viver em nossa atmosfera. A solução rápida de Superboy, na época, foi exilá-lo na dimensão neutra conhecida como Zona Fantasma. A solução para sua fraqueza foi encontrada mil anos depois (sim, ele ficou exilado na Zona Fantasma por todo esse tempo e não envelheceu), na época da Legião dos Super-Heróis. Finalmente liberto, passou a integrar o grupo.

Com novas reformulações, graças a personagens com poderes de alterar tempo e realidade como Senhor do Tempo, Mordru e Glorith, Mon-El, de tão poderoso, acabou por ser um dos responsáveis pela destruíção do Senhor do Tempo. Com isso, sua história também foi remodelada, unindo-se o útil ao aceitável. Agora o personagem se chamava Valor, ainda um poderoso Daxamita, mas vivia no presente. Seus atos heróicos inspirariam a criação da Legião dos Super-Heróis, da mesma forma que o Superboy fez décadas passadas.

Mas... o que de tão especial Valor fez no presente, afinal, para inspirar a criação de um supergrupo no futuro? Mais ainda... por que em vários planetas ele é visto mais do que uma lenda, mas quase um santo, quase um deus?

A resposta está nesse segundo anual da Legião no qual o casal Mary e Tom Bierbaum amarram várias pontas soltas para explicar essa nova origem e, discretamente, fazer uma homenagem a histórias do passado. A arte de Brandon Peterson impressiona em vários momentos e no detalhismo de algumas cenas.

Valor foi um dos líderes de uma revolta contra um campo de concentração dos alienígenas domínions. Foi auxiliado por várias outras raças, inclusive de domínions rebeldes que traziam em sua testa um losango e eram chamados de Casta Diamante, para serem diferenciados de seus irmãos malignos.

Após a derrota dos vilões, vários prisioneiros e refugiados foram alocados para colonizar outros planetas. Não por coincidência, planetas que se tornariam importantes mil anos depois. Dessa forma, explica-se a adoração que os povos desses planetas teriam por sua figura.

Logo após, os atos de Valor chamaram a atenção da divindade Glorith, que buscava nele uma espécie de parceiro para dominar a existência. Valor, notando as más intenções de Glorith, recusou-se a acompanhá-la. Como castigo, ela o jogou em uma dimensão fantasma.

Por coincidência, essa dimensão era o mesmo local onde a heroína Etérea acessava quando ficava intangível e, numa dessas ocasiões, vislumbrou Valor vagando como um fantasma. Outros legionários tomaram conhecimento do castigo de Valor e conseguiram tirá-lo da dimensão fantasmagórica... diretamente para o mundo de mil anos depois, o mundo da Legião dos Super-Heróis.

Desde então, aquele que se tornou uma lenda da história, vive no futuro auxiliando seus colegas legionários.

2 comentários:

Anônimo disse...

Essa liberdade de pensar, criar e recriar do autor faz com que a leitura se torne cada vez mais espontânea e prazerosa. Vejo isso
como uma grande conquista para formação dos leitores dos quadrinhos.

Nessa parte o nome da heroína Etérea é citado apenas como referência de uma dimensão fantasma onde Glorith teria jogado Valor para ficar vagando. Isso seria um castigo pelo fato dele não querer acompanhá-la, uma vez que percebia suas más intenções.

Gostei da abordagem dessa saga.

Carmem Magalhães

Dark Marcos disse...

Há, nos quadrinhos, esse infinidade de detalhes que estão escondidos em cada quadro (chegando ao extremo de haver até mesmo nos requadros).

Homenagear um local, uma situação com um personagem, ou autor é tão personagem da história quanto seu protagonistas.