sábado, 8 de janeiro de 2011

LEGIÃO DOS SUPER-HERÓIS - Parte 259


- Legion of Super-Heroes 19 (Junho de 1991)
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Histórias:
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* "(sem título)" - Escrita por Keith Giffen, Mary Bierbaum e Tom Bierbaum, desenhada por Keith Giffen

No final da saga Perdido No Tempo, a Lua da Terra é destruída e as consequências imediatas desse evento são sentidas nessa edição. Os pedaços da Lua obviamente caem no planeta Terra, dizimando boa parte do planeta e da população em um evento digno de um filme catástrofe. Um painel final mostra quais as cidades foram atingidas pelos maiores pedaços no mundo todo. Como curiosidade, as capitais brasileiras que são riscadas de imediato do mapa são Rio de Janeiro, São Paulo, Salvador e Belém (além de todas as sequelas no restante do território, é claro).

Paralela a catástrofe, ficamos sabendo que o destino do Ultra Rapaz, após enfrentar o psicopata Roxxa, foi ser mandado milhares de anos ao passado, indo parar no Antigo Egito. Tal qual um náufrago temporal, o herói conhece uma moça e, como ela lhe faz lembrar de sua antiga e falecida amada, Etérea, acaba se envolvendo e até mesmo tenciona constituir uma família. Acontece que a moça é um Lorde do Caos disfarçado que apenas quer os conhecimentos do futuro que ele pode trazer.

Para destruir o Lorde do Caos, uma poderosa entidade que habita aquela época e lugar, Nabu, destrói a criatura e, com seus vastos poderes místicos, consegue enviar o Ultra Rapaz de volta para o futuro.

Nabu é um conhecido personagem do universo de heróis da DC, sendo mais identificável como o super-herói Senhor Destino. Personagem este, inclusive, que já foi trabalhado pelo escritor e desenhista Keith Giffen, que aqui nos apresenta uma versão ancestral do mesmo.

2 comentários:

Anônimo disse...

Oi Marcos.. como leitora iniciante dessa arte quero focar a Etérea (Moça Fantasma) nessas histórias, como uma forma de estudo mesmo dos personagens da mitologia da legião. Aqui ela é dada como morta de uma saga anterior. E, diante dos fatos, o Ultra Rapaz se envolve com uma moça que o faz lembrar sua amada. Mas a mesma é um disfarce, só tem interesses com ele para conhecimentos futuros. Sorte dele ter sido salvo por Nabu. Fico imaginando.. se a Etérea é uma moça fantasma e com poderes de se incorporar em outra pessoa (como em quadrinhos um personagem que morreu pode voltar de alguma forma), vejo que o autor usou uma grande estratégia: ao mesmo tempo que fala desta moça como má se refere também como ter algo parecido com a Etérea. Afinal.. aqui ela se incorporou na moça ou teve alguma influência com o Nabur para tirar o seu amado dessa situação??

Carmem Magalhães

Dark Marcos disse...

Olá, Carmem.

Nabu, aqui, serve como catalisador para que o Ultra Rapaz viaje no tempo.

Mas é interessante observar que tudo que envolve a Moça-FANTASMA não está ligado exatamente a um evento sobrenatural. Como bem sabe, o codinome se deve a sua intangibilidade, ou seja, há uma explicação pseudo-científica para ser chamada assim.

Esse detalhe é aproveitado pelos diversos autores de diversas formas. Uma delas é fazer justamente uma ligação entre o místico e o não místico. O fato da heroína entrar em fase e atravessar dimensões (daí o seu poder) também dá a entender que essas dimensões são lugares místico... etéreos. Com isso, discretamente, as histórias acabam mostrando medalhões do mundo dos heróis místicos (como Nabu) de uma forma cética, com a tal da explicação pseudocientífica.