sábado, 25 de dezembro de 2010

LEGIÃO DOS SUPER-HERÓIS - Parte 246


- Legion of Super-Heroes 11 (Setembro de 1990)
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Histórias:
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* "Tenzil for the Defense" - Escrita por Keith Giffen, Mary Bierbaum, Tom Bierbaum, Al Gordon, desenhada por Keith Giffen e E. Craig Brasfield

Depois da barra pesada da última edição, onde os legionários foram massacrados pelo vilão Roxxas (e agora estão sob os cuidados de Brainiac 5, sendo que alguns em estado gravíssimo), temos uma história muito desencanada, descompromissada... quase irresponsável. Bem ao estilo que Keith Giffen escreve quando está de bom humor (às vezes humor negro, mas ainda assim bom humor).

Giffen foca a história em um dos legionários mais bizarros que já existiram, o Digestor. O poder do personagem é comer qualquer coisa que lhe apareça pela frente, uma vez que seu corpo é capaz de digerir até aço, rochas e outros materiais.

Um personagem tão bizarro deveria ter uma vida idem. Portanto, aqui ele é mostrado como uma mescla de ator canastrão, advogado e arqueologista. Tudo da forma mais picareta que se possa imaginar. Ah, sim... como se não bastasse essas atividades extra curriculares, Tenzil (seu verdadeiro nome) é um dos mais importantes nomes na política de seu planeta natal. Mas, assim como é difícil levar a sério seu poder... ele mesmo pouco se importa pra tudo o que faz.

Sua missão aqui é defender Polar, que está preso a dois anos simplesmente por discordar do governo da Terra (secretamente manipulado pelos alienígenas Domínions). Seus argumentos de defesa mais irritam o juiz do que convencem. Questiona, por exemplo, sobre o anel da Legião que Polar carrega no dedo. O herói de poderes congelantes explica que aquele nem mesmo é um anel da Legião de verdade, apenas uma réplica que adquiriu para lembrar os velhos tempos. Digestor retruca dizendo que, na verdade, aquele é um anel de Lanterna Verde. E prova sua afirmação atirando uma torta gosmenta na cara de Polar... Sua justificativa é que os anéis dos Lanternas Verdes não conseguem bloquear a cor amarela e... como a torta era amarela... O restante do julgamento não é mais sério que isso. Mas Digestor é um picareta tão cara de pau que acaba encontrando uma brecha para libertar o ex-colega.

Nada melhor que dar risadas depois de um massacre sangrento da última edição. Nota para a sequência em que Digestor apresenta teorias arqueológicas absurdas. Diante de uma descoberta que o leitor mais atento perceberá que nada mais é do que a antiga batcaverna, esconderijo de Batman (lembre-se que as histórias da Legião se passam mil anos no futuro), o herói afirma que trata-se de uma descoberta do tempo pré-histórico, por encontrar uma réplica de dinossauro, e que também ali viveram presidentes americanos gigantes, por encontrar uma moeda americana gigante. Acontece que essas eram meras lembranças ou troféus das aventuras de Batman no passado. Nem mesmo encontrando uma porção de batrangues (os bumerangues em forma de morcego que Batman usava), Digestor dá o braço a torcer.

Para alguém que se chama Digestor, as artimanhas do herói nada mais são do que intragáveis. (desculpem o trocadilho infâme... foi influência dessa história).
 

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