domingo, 17 de outubro de 2010

LEGIÃO DOS SUPER-HERÓIS - Parte 204





- Cosmic Boy 1 a 4 (Dezembro de 1986 a Março de 1987)
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Histórias:
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* "Those Who Will Not Learn The Lessons Of History" - Escrita por Paul Levitz, desenhada por Keith Giffen e Ernie Colón
 
* "Is History Destiny?" - Escrita por Paul Levitz, desenhada por Keith Giffen e Ernie Colón
 
* "Past, Present... And Future" - Escrita por Paul Levitz, desenhada por Keith Giffen e Ernie Colón
 
* "Time Without End" - Escrita por Paul Levitz, desenhada por Keith Giffen e Ernie Colón


> No Brasil, publicado na revista Super-Homem nºs 51, 52 e 53, pela editora Abril, de setembro a outubro de 1988.

Nessa época, os quadrinhos de super-heróis sofreram uma grande revolução, levando-os a uma verdadeira explosão no mercado de entretenimento. E a minissérie com o personagem Cósmico traz vários sinais desse fenômeno.

Com a maxissérie Crise Nas Infinitas Terras, a editora DC Comics conseguiu, de certa forma, zerar a mitologia de seus principais personagens e passa a reescrever suas origens, até mesmo remodelando-os. Com o seu principal personagem, Superman, por exemplo, agora sabemos que ele só foi desenvolver seus poderes já na idade adulta. Isso significava que ele nunca foi Superboy que, pela antiga cronologia, iniciou sua vida de herói com apenas oito anos.

Por outro lado, algumas pontas soltas ficaram a ser respondidas dentro dessa nova ordem. Já que nunca houve um Superboy, como explicar a existência de uma Legião dos Super-Heróis, já que o grupo formou-se parcialmente inspirado na existência do garoto de aço? Esse talvez seja o detalhe mais gritante (e desenvolvido após essa minissérie) sobre a mudança na história dos heróis DC... consequentemente mexendo com o passado da Legião.

Crise nas Infinitas Terras também abriu precedentes para grandes sagas envolvendo TODOS os personagens e TODAS as revistas do Universo DC. Talvez, por isso, a maxissérie Lendas tenha sido tão aguardada, a ponto de se ter a expectativa dos leitores terem uma espécie de Crise II nas mãos. Porém, mesmo dirigida pelo escritor e desenhista John Byrne, estrela dos quadrinhos na época e responsável pela reformulação do Superman, não era tão bombástica assim. Serviu mesmo como prelúdio para o início de novas séries como a reformulada Liga da Justiça em uma versão cômica criada por J.M. DeMatteis e Keith Giffen.

Uma curiosidade a respeito dessa minissérie do Cósmico é mostrar fatos da realidade (dos anos 80) dentro dos quadrinhos. Como exemplo, a explosão da nave Challenger mostra que a corrida espacial não se desenvolveu tão rápido quanto o futuro da Legião mostrava. A paranóia a respeito de armas nucleares também não condizia com esse futuro, onde a energia atômica, acreditavasse, era algo a só trazer benefícios para a humanidade.

Cósmico e Noturna ficam exilados nesse passado "alternativo" e tentam descobrir o que está afetando a história, antes que o futuro de onde vieram seja ameaçado e nunca venha a existir. Mesmo com os efeitos diretos da Crise, a culpa dessa "manipulação temporal" é dada ao vilão Senhor do Tempo, que já vinha atormentando os legionários, em particular os fundadores e, nessa minissérie, aquele que representa o líder dentro do trio inicial.

Apesar de Keith Giffen mostrar sua arte mais estilizada, é o finalista Ernie Colón quem deixa uma profunda marca nos desenhos, tornando-os mais seus do que de Giffen. Em vários momentos, a quadrinização utiliza o recurso de mostrar os quadros das páginas como se fossem televisores, fazendo a narrativa através de âncoras de telejornais. Isso era outra repercussão direta da revolução dos quadrinhos dos anos 80, principalmente da minissérie O Cavaleiro das Trevas, onde o escritor e desenhista Frank Miller remodelou o Batman do futuro e popularizou esse recurso televisivo.

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