sábado, 21 de novembro de 2009

THOR - Parte 146

- Thor 85 (Dezembro de 2004)

Histórias:

* "Ragnarok, Part The Last" - Escrita por Michael Avon Oeming e Daniel Berman, desenhada por Andrea Di Vito

O Fim.

Thor vai até Surtur e descobre que o demônio está ocupado forjando diversos martelos encantados já que, agora, tem a forja roubada por Loki. Dotando seus demônios com os martelos, Surtur cria um exército assassino que, de tanto ódio, atacam a si mesmos.

Diante da dantesca cena, e acompanhado pela cabeça de seu irmão, Loki, Thor pede a Surtur que reconstrua seu martelo. Desconfiado, o demônio reluta, já que isso dará poder para que o deus do trovão o ataque. No entanto, em uma atitude surpreendente, Thor não só promete não atacá-lo, como também oferece caminho livre para que ele possa destruir todo o reino dourado.

Surtur reconstrói o martelo encantado e Thor cumpre sua promessa. Permite que o demônio e seu exército cruzem as terras asgardianas e destruam todos os nativos restantes. Bill Raio Beta, que ajudava a combater o ataque, é retirado da batalha por Thor e devolvido ao espaço para que proteja seu povo. Thor explica a Bill que aquela é a gloriosa última batalha dos asgardianos... um fim digno de guerreiros e que, no entanto, o alienígena não merece acabar junto a uma cultura que não é a sua. Entristecido porém compreendendo as razões do amigo, Bill se despede de Thor.

Com os asgardianos mortos e o reino dourado destruído, Thor retorna a árvore da vida e vislumbra uma espécie de tear, onde um longo tecido traz cenas dos fatos até então. Por trás do tear, há um novelo que alimenta a fabricação desse tecido. E o novelo é alimentado com mais linha... vinda do alto desse mesmo tecido. Ou seja,o tecido é feito com a própria linha que é desembaraçada em sua outra ponta, em um cíclo interminável. Esse tear, que representa o tempo, traz a resposta que Thor procurava: cada destruíção é seguida por renovação... até o próximo ciclo de destruição... e assim por diante, em um ciclo que não tem fim.

Thor, munido do renovado martelo encantado, decide destruir o tear. Os deuses superiores que encontrou anteriormente entram em pânico diante do que ele está pra fazer, assim como o desesperado Loki. Thor não reluta e destrói o tear. O universo (dos asgardianos) então é engolido para dentro da árvore da vida, assim como ela própria é engolida para dentro de si mesma... até que não reste nada.

De fato, uma viagem surrealista dentro das páginas de Thor, trazendo o fim digno de um deus para um personagem clássico. Diferente das outras vezes, onde cancelamentos de uma revista tinham um planejamento de renovação do título, dessa vez a revista do Thor saía de circulação sem previsão de volta... nem mesmo do personagem. Restaram apenas algumas edições que mostrariam histórias do passado do personagem e... uma esperança! O último pensamento de Thor enquanto descansa em paz é que ele simplesmente fechará os olhos e seus pensamentos calarão. E, mesmo assim, diante do fim, o deus do trovão sabe que essa situação tem duração de um "por enquanto".

Por enquanto.
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