domingo, 8 de novembro de 2009

THOR - Parte 139

- Thor 75 a 79 (Maio a Julho de 2004)

Histórias:

* "Realization" - Escrita por Dan Jurgens e desenhada por Scot Eaton

* "Challenge" - Escrita por Dan Jurgens e desenhada por Scot Eaton

* "The Reckoning" - Escrita por Dan Jurgens e desenhada por Scot Eaton

* "Slipstream" - Escrita por Dan Jurgens e desenhada por Scot Eaton

* "Letting Go" - Escrita por Dan Jurgens e desenhada por Scot Eaton
Deuses e Homens. O Final do Reinado de Thor na Terra do Futuro e de Dan Jurgens como escritor do título.

Esse negócio de futuro alternativo, viagens no tempo e versões sombrias tendem a sempre terminar de uma forma meio clichê. Não é algo novo, obviamente. Mas o que diferencia cada uma das obras que abordam esses assuntos é a forma como elas são conduzidas. Trata-se de um cuidado mais aprimorado do começo, do meio e do fim da história. E cada uma dessas partes merece uma atenção muito especial do autor.

Para alguns, o escritor Dan Jurgens se alongou demais em contar uma história que já foi contada em bem menos números. Mas não se tratava da história, e sim do rumo que ele daria para a revista do Thor. Desse ponto de vista, pode-se computar o saldo positivo de ótimos "contos", quando os imaginamos isoladamente. E lá se foram seis anos do trabalho de Jurgens em um título.

É revelado que Lady Sif não morreu na queda de Asgard. Ela foi banida por Thor e tem auxiliado Magni, o filho do deus do trovão, secretamente nos últimos anos. Magni, por sua vez, fica horrizado em saber que Thialfi foi morto ao tentar assassinar seu pai e que os revoltosos, liderados pela filha da Feiticeira Escarlate, Kya, serão enforcados em praça pública. O enforcamento acontece, mas Magni tem uma visão do espírito de Kya, que o leva até o martelo encantado. O jovem, bem mais consciencioso que seu pai, é digno o suficiente da arma e consegue empunhá-la assim como Thor fazia no passado. O problema é que o ressurgimento de alguém digno a levantá-lo faz com que Desak, o Assassino de Deuses, ressucite com a missão de matar os asgardianos.

Magni questiona seu pai sobre suas ações e pede para que ele prove sua nobreza... levantando o martelo. Thor, claro, não quer ser arriscar a passar essa vergonha e tenta se valer da Força Odin para provar que seu filho está errado. É nesse momento que Desak chega a Nova Asgard aniquilando todos os asgardianos. E não há uma cabeça asgardiana que permaneça presa aos respectivos corpos, nem mesmo carne asgardiana que permaneça seus ossos! Desak massacra tudo que encontra pela frente. Hogum, o severo, um dos três guerreiros, personagem coadjuvante importantíssimo desde as primeiras histórias do personagem, tem sua cabeça decepada e jogada para Thor!

A situação piora ainda mais quando Loki decide ajudar e enviar a armadura do Destruidor contra o Assassino. Para tanto, ele a preenche com a alma de Tarene, a designada. Loki sabia que a jovem seria responsável pela evolução da humanidade e queria impedir isso. O que não sabia era que, no futuro, Tarene se responsável pela criação Desak. Ele vê, então, horrorizado o Desak ocupar a armadura de Destruidor.

Desak e a Designada aniquilam os asgardianos restantes, sobrando apenas Thor, Magni, Lady Sif e Encantor. Tarene consegue, então, convencer Thor de que aquela situação só chegou aquele ponto graças aos seus atos desde a queda de Asgard. É então que o deus do trovão, Senhor de Nova Asgard, se despede de seu filho e esposa (e de Sif) e utiliza o equipamento de viagem no tempo de Zarrko. Com isso, retorna ao dia em que Asgard seria derrubada em Nova Iorque, impede a tragédia e une a alma de Jake Olson (que, naquele momento, ainda estava vivo) a sua versão passada e descontrolada, dando-lhe um pouco de humanidade e consciência para medir seus atos futuros.

O Thor daquele futuro, que não mais acontecerá, desaparece. Mas as memórias desse tempo ainda estão na mente do atual Thor, para que ele não cometa os mesmos erros.
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