domingo, 1 de novembro de 2009

THOR - Parte 132

- Thor 66 e 67 (Setembro e Outubro de 2003)

Histórias:

* "Cometh the End" - Escrita por Dan Jurgens e desenhada por Tom Mandrake

* "The Gates of Hell" - Escrita por Dan Jurgens e desenhada por Max Fiumara

A Queda de Asgard (literalmente falando...)

O fim da saga Espiral. Dan Jurgens decide dar um ponto final na enrolação e colocar um ponto final na saga que mostra um Thor fora de controle. Não que essa fase não tenha rendido contos interessantes e temáticas idem. Mas, verdade seja dita, a coisa vinha se esticando por tempo mais que suficiente. E apesar de haverem vários contos isolados mostrando os bastidores das histórias, o fato de desenhistas diversos estarem se revezando incomodava um pouco, talvez pelo fato de cada um deles ter um estilo muito diferenciado. Antigamente, a troca constante de desenhistas sinalizava que a revista não ia muito bem e não se decidia por uma arte "oficial" do título. No entanto, neste caso a troca funcionou e tornou a experiência até mais curiosa. O senão fica por conta da arte de Max Fiumara, no final, que, apesar de ter lá sua competência para um título que não fosse de super-herói (apesar de Thor quase ter se tornado isso), tira um pouco do impacto necessário para o desfecho. Nas mãos de um Joe Bennett, por exemplo, talvez a coisa tivesse tomado proporções ainda mais marcantes.

Uma espécie de conselho mundial (algo como um "governo das sombras"), decide a investida final contra Thor e os asgardianos. Em uma ilha isolada, usada para testes nucleares no passado, novamente vemos um encontro entre o deus do trovão e o representante do Vaticano (se é que, na altura do campeonato, ele fosse realmente do Vaticano...). Ainda tentando dialogar com Thor, justificando as ações do deus do trovão perante os dogmas da religião, o que só complicou com a desastrosa experiência de trazer uma garota de volta a vida. Como a conversa não dá melhores resultados, o padre decide por uma solução inusitada. Além de, para surpresa de Thor, trazer a garota "sem alma" com ele, aciona um dispositivo que detona uma ogiva nuclear na ilha, sacrificando-se e, aparentemente, destruindo o deus do trovão.

Enquanto isso, em Asgard, um poderosos exército, armado com teletransportadores, armas e bombas com a tecnologia latveriana, invade a cidade e começa a massacrar todos os asgardianos. É claro que não são páreos para os "deuses" de Asgard, mas conseguem causar danos mais do que o suficiente. É bom frisar que, apesar da tecnologia utilizada pertencer a Latvéria, terra do Doutor Destino, o vilão não está diretamente ligado a esse ataque. Ele pode, sim, ter muito interesse no assunto, uma vez que Thor praticamente está dominando um mundo que Destino tenciona um dia conquistar. Mas o estrago que ele "financia" tem muito mais efeito.

Devido aos ataques e as bombas estrategicamente instaladas, o impensável acontece. Asgard é detonada e seus destroços começam a cair do céu, fazendo com que a cidade dourada litaralmente desabe sobre Nova Iorque. Apesar do resultado catastrófico se mostrar um tanto óbvio, o texto lança a dúvida se esse não foi um erro não previsto pelos organizadores do ataque. Nesse ponto, há uma discreta crítica de Jurgens a política mundial, algo como questionar se o próprio governo americano não teria sua parcela de culpa em atos terroristas acontecidos em seu próprio solo.

Thor sobrevive a explosão nuclear, elimina o conselho que arquitetou o ataque, mas chega a Nova Iorque tarde demais, vendo Asgard destruída. O paramédico Jake Olson, que já dividiu a identidade com Thor no passado, vendo a fúria descontrolada do deus do trovão, decide tomar o martelo encantado e tentar detê-lo. Thor, em sua fúria, acaba matando Jake a sangue frio. Porém, este ato impensado tem um resultado que mudará o futuro do personagem. Ao tentar pegar seu martelo caído ao lado do corpo de Jake... Thor não consegue levantá-lo. O motivo: a inscrição da arma que diz que só AQUELE QUE É DIGNO é capaz de erguer o martelo e possuir o poder de Thor. E, apesar de possuir a Força Odin, Thor perdeu essa dignidade e não mais consegue levantá-lo.

No final, aparentemente o deus do trovão, mais furioso ainda, destrói o resto da cidade... ou os escombros do que ainda restam dela.

Continua?
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2 comentários:

Anônimo disse...

Tudo muito trágico. Mas vai falar que antes disso o Thor NUNCA tinha matado ninguém??? Tá legal, vou fingir que acredito.

Dark Marcos disse...

É... o filho de Odin não é famoso por ser cabeça fria. Logo...