sexta-feira, 16 de outubro de 2009

THOR - Parte 116

- Thor 46 a 50 (Abril a Agosto de 2002)

Histórias:

* "By Fire Born, Part I of V" - Escrita por Dan Jurgens e desenhada por Tom Raney

* "By Fire Born, Part II of V" - Escrita por Dan Jurgens e desenhada por Joe Bennett

* "By Fire Born, Part III of V" - Escrita por Dan Jurgens e desenhada por Joe Bennett

* "By Fire Born, Part IV of V" - Escrita por Dan Jurgens e desenhada por Tom Raney

* "By Fire Born, Part V of V" - Escrita por Dan Jurgens e desenhada por Tom Raney

* "Forever Divided" - Escrita por Dan Jurgens e desenhada por Deon Nuckols

* "Children of the Gods" - Escrita por Jose H.P. Armenta e desenhada por Joe Bennett

Nascido nas Chamas.

Thor mudou. E dessa vez não foi só visualmente. Existe até mesmo uma narrativa que ilustra bem essa mudança. Ele é um super herói? Ele é um deus? Se isso é verdade, como as outras religiões o vêem? O questionamento religioso, inclusive, já havia sido alfinetado, mais discretamente, pelo próprio escritor Dan Jurgens. De forma pacífica, é verdade, conciliando as crenças com a existência de um "deus" do trovão. Daqui pra frente, no entanto, esse tema seria tocado com mais agressividade.

Até Dan Jurgens parece ter mudado radicalmente. Suas histórias, agora tem um tom mais pesado, distanciando cada vez mais o personagem do estilo de super herói, tanto quanto Thor também se distancia de seus antigos companheiros, sejam mortais ou asgardianos. Uma curiosidade quanto a equipe criativa: apesar de Tom Raney e Bené Nascimento se revezarem na história principal, é nos últimos dois epílogos que se define os rumos da série daqui pra frente. Tanto os desenhos da primeira (onde vemos a decisão de Thor em aproximar a Terra e Asgard) quanto o roteiro da segunda (onde vemos a infância de Thor, onde ele tenta agir como um deus que ajuda os mortais, mas as coisas terrenas são mais complexas do que imagina) foram feitas por novatos como prêmio de um concurso onde um desenharia e outro escreveria uma história para a edição comemorativa de número 50 da revista Thor.

Na Terra, vemos uma típica história de super heróis, onde o vilão Gárgula Cinzento, na sua incansável busca em tornar-se imortal, rouba um martelo encantado. No entanto, não é Thor quem enfrenta o vilão, mas a inexperiente Tarene. Ou melhor, Jake Olson, sem poderes, desesperadamente tenta ajudar, já que ela é transformada em pedra e destroçada logo na primeira história. A saída de Olson é utilizar o espelho de Encantor, que transforma a pessoa em seu verdadeiro eu, para tornar-se um versão menos poderosa do agora antigo Thor.

Olson, no entanto, além de conseguir poder pela metade, também reduz o poder do verdadeiro Thor que agora, como governante, ajuda seus guerreiros a enfrentarem Gigantes de Gelo em Asgard. Encantor avisa Thor sobre a redução de sua força ter origem na Terra e ele abandona a batalha para resolver esse assunto. Decisão que será crucial para o que virá.

Quando Thor chega a Terra, encontra um problema maior do que o Gárgula Cinzento. Trata-se de Desak, o Assassino de Deuses, que está na Terra para eliminá-lo. Após uma sangrenta batalha, Thor deixa a todos boquiabertos ao acertar o Assassino com o machado do Executor. Tratava-se de um novo Thor, mais implacável, típico de um guerreiro viking que não mede esforços para defender seu povo. Mas... qual seria o seu povo? Os asgardianos que abandonou ou os mortais com a mesquinharia que já o irrita?

Em Asgard, as viúvas e mães que perderam seus entes queridos se revoltam contra a importância excessiva que Thor dá a Terra. O deus do trovão... ou melhor... o Senhor de Asgard, se aconselha com o Zeus sobre que direção tomar e resolver esse impasse. Após o aconselhamento, Thor decide... digamos... unir o útil ao necessário. Com o poder que herdou de Odin, leva toda Asgard para ficar mais próxima da Terra, tornando seu Reino um lugar só.
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