domingo, 27 de setembro de 2009

THOR - Parte 97

- Deadpool 37 (Fevereiro de 2000)

Histórias:

* "Chapter X, Verse 4: Benediction" - Escrita por Christopher Priest e desenhada por Jim Calafiore

Deadpool.

Ele tem um visual que faria os mais desavisados o confundirem com o Homem-Aranha. Mas qualquer mal entendido desse tipo logo se desfaz quando ele entra em ação. Não só pelo fato do personagem ser um anti-herói, nem mesmo por agir como um mercenário armado. Não! O que o diferencia do Homem-Aranha... e talvez de todos os outros heróis da Marvel... é o que acontece quando... ele abre a boca! As piadas infames de Deadpool são cuspidas em uma proporção que rivaliza com as balas de suas armas de fogo.

Nos quadrinhos, o mercenário falastrão, como é conhecido, é bem menos sombrio que a versão cinematográfica apresentada no recente filme sobre Wolverine. Talvez até uma antítese do que é ali apresentado, já que o personagem teve sua boca literalmente fechada. O Deadpool dos quadrinhos fala tanto, mas tanto... que faltam personagens para ele falar. Isso não só faz com que ele frequentemente fale sozinho, como também converse com próprio leitor para fazer comentários sobre o que está acontecendo.

Criado para participar de aventuras de heróis mutantes da Marvel (com destaque para Wolverine), Deadpool inferniza a vida de vilões e heróis em suas histórias cheias de humor. Em sua própria revista, o encontro com Thor, assim como a maioria de suas aparições, não poderia ser menos do que uma comédia de erros.

Loki convence Deadpool de que é seu pai. Algo de certa forma compreensível, pois o deus da trapaça também é conhecido por ser o deus das traquinagens, beirando a loucura. E isso é um ponto em comum entre ele e o mercenário. Acontece que Loki também é o deus da mentira e, sendo essa mais uma delas (óbvio), serve apenas para usar Deadpool em mais um plano para ludibriar Thor.

Loki faz com que Deadpool roube o martelo de seu "tio" (já que Thor é irmão do "pai" do mercenário) e se transforme em uma versão amalucada do deus do trovão. Só pra ter uma idéia da "seriedade" com que Deadpool trata o novo poder adquirido, logo de cara ele o usa para ameaçar Michael Jackson (não, você não leu errado) e conseguir autógrafos em sua coleção de CDs.

Perseguido por um enraivecido (pra não dizer enlouquecido) Jake Olson, Deadpool é levado para Asgard, onde Loki capturou a Morte e quer que ela toque Jake. Deadpool percebe que algo está errado, que Loki é um mentiroso... e que sua amada também foi enganada. Em sua loucura, o mercenário leva ao pé da letra que ama a Morte. Logo, se Loki a capturou e a convenceu de tocar Jake, significa que ele enganou a "garota" que ele admira... e isso é uma tremenda falta de caráter. Nesse raciocínio distorcido, Deadpool acaba colocando o plano de Loki a perder.

Mas... algo parece muito estranho (não que as histórias de Deadpool sejam normais...). Loki não poderia controlar o martelo encantado para passá-lo a Deadpool. E Deadpool teoricamente não poderia ser digno o suficiente para levantá-lo. Jake mata a charada quando descobre que o martelo nunca saiu do lugar (na Terra), uma vez que Loki o tornou invisível e o enganou criando um outro martelo, que Deadpool roubou. Dessa forma, o mercenário se tornou uma versão do deus do trovão mais pela magia de Loki do que de seu martelo.

Resolvida a situação, Thor ainda dá uns safanões em Deadpool, que insistia em usar seu falso martelo, e as coisa voltam ao normal... pelo menos para Thor.
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