quinta-feira, 24 de setembro de 2009

THOR - Parte 93

- Thor 16, Iron Man 22, Peter Parker: Spider-Man 11 e Juggernaut 1(Novembro de 1999)

Histórias:

* "The Eight Day 1 of Four" - Escrita por Dan Jurgens e desenhada por John Romita Jr.

* "The Thrill of Chase" - Escrita por Kurt Busiek e Roger Stern, desenhada por Sean Chen

* "An Exemplary Day!" - Escrita por Howard Mackie e desenhada por John Romita Jr.

* "Eight is Enough" - Escrita por Joe Casey e desenhada por Terry Shoemaker

O Oitavo Dia.

Não se pode dizer que essa saga foi mal planejada. Mas há de se questionar o PORQUE foi planejada. O Oitavo Dia é uma história que aconteceu em quatro partes, continuadas em quatro revistas diferentes: uma do Thor, uma do Homem de Ferro, uma do Homem Aranha e uma do Fanático,este último, um dos principais vilões dos X-Men. Por falar nos heróis mutantes, contabilizem também a participação do Professor Xavier ao grupo. Ou seja, uma escolha mais do que estranha de personagens agindo juntos, já que não existe absolutamente nada em comum entre eles (a não ser entre Homem de Ferro e Thor pertencerem ao grupo Vingadores, mas isso é o de menos, e Xavier e Fanático serem meio-irmãos).

Os vilões, um grupo conhecido como Octessência, são novos personagens que incorporam deuses do Universo Marvel em corpos de ilustres desconhecidos. A intenção aqui é homenagear Jack Kirby, artista dos anos 60 que ajudou a criar vários personagens da Marvel (inclusive Thor) já que o visual dos personagens é baseado no estilo do desenhista, cheio de formas geométricas e personagens atarracados. Mas, até então, isso não fica tão claro para o grande público... e talvez nem mesmo para o mais atento. Por mais que a homenagem seja feita na base da boa intenção, a verdade é que o estilo dos desenhistas envolvidos nessa série já é bem definido, chegando a parecer forçado uma aproximação com a arte de Kirby.

O único personagem que não é tão inédito assim é o já citado Fanático, que também destoa dos outros, ficando de certa forma deslocado. Apesar de seus poderes terem alguma ligação mística (através da entidade conhecida como Cytorak) o Fanático faz mais o gênero "mutante com força bruta" que nada tem de divino ou mesmo filosófico. E, como se sua presença já não parecesse estranha o suficiente, é ele quem resolve a ameaça (já que os outros deuses pretendem dividir a Terra em exércitos particulares que lutariam para provar quem deles é o mais poderoso) e se torna uma espécie de herói da história. Isso tudo ainda rendendo uma revista (único número) própria do Fanático, que está tão perdida nessa salada que não se sabe se a intenção era testar um título mensal com o personagem (algo que seria mais estranho ainda).
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